Como sustentar financeiramente as atividades de ciência cidadã no Brasil?

Quais as plataformas e tecnologias disponíveis e mais apropriadas? Qual a infraestrutura necessária?

Como engajar e reter cientistas cidadãos ao mesmo tempo levando em consideração questões éticas?

Essas são algumas das questões que serão debatidas no I Workshop da Rede Brasileira de Ciência Cidadã.

A ciência cidadã é uma abordagem de pesquisa científica que vem ganhando visibilidade no Brasil e o evento estabelecerá, a partir da conversa com especialistas nacionais e internacionais, algumas das bases para o funcionamento da Rede Brasileira de Ciência Cidadã, a qual será oficialmente lançada durante o evento.

http://www.iea.usp.br/eventos/i-workshop-ciencia-cidada

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Publiquei este material no fórum de notícias do evento. Apareçam, está muito interessante: http://ueadsl.textolivre.pro.br


Este gráfico mostra as visualizações por tipos de acesso (a linha superior é a soma de todos, as outras correspondem a ouvinte (participante não inscrito no evento), participante (autor, coordenador de mesa e público inscrito) e professor (membros da Comissão Científica e Organizadora).

O primeiro dia do UEADSL segue o padrão dos outros anos, sendo bem movimentado. Na quarta e na quinta mantém-se estável, com um ótimo número de visualizações por participantes inscritos, uma maior participação de professores e diminuição do público ouvinte que chamamos de mudo, pois só observa e não participa com comentários. O gráfico mostra que as pessoas que por aqui passaram no dia 25 visualizaram, no total, 4079 páginas, um número recorde de visualizações no mesmo dia, na história do UEADSL desde 2010. O recorde anterior era de 29 de novembro de 2017, no UEADSL2017.2, quando tivemos 2575 visualizações num único dia.

No Moodle tornou-se mais fácil distinguir as visualizações conforme o foco, por meio da análise dos logs por dia. Podemos, portanto, saber exatamente quantas vezes as páginas do Anfiteatro, exclusivamente, foram acessadas só ontem: 1900 vezes, das quais somente 304 feitas por visitantes não logados.

Imagine só: em média, um participante como você visitou 98 locais diferentes só no dia de ontem e somente contando os espaços do bloco de programação e Anfiteatro. No anfiteatro, que possui 53 salas de apresentação de trabalhos, o trânsito de pessoas por sala ficou em 35 e cada trabalho recebeu, em média, 2,6 comentários. Parece normal, imagine uma sala com 36 pessoas assistindo seu trabalho e 3 delas fazendo pergunta no final: uma boa apresentação de trabalho, não?

Agora, lembremo-nos que os trabalhos no UEADSL ficam todo o tempo sendo apresentados e discutidos. Até ontem, já alcançamos uma média de 147 pessoas assistindo e 7,1 comentários em cada trabalho:

E só tende a aumentar, em geral até domingo.

Então, se você acha que o evento está vazio, se liga: a grande vantagem do evento ser online e assíncrono é que eu posso ir ali tranquilamente buscar um café e continuar assistindo a comunicação exatamente de onde parei, sem perder nada e nem tendo que tropeçar nas pessoas para conseguir um biscoitinho 😀 Mas as pessoas estão aqui, com certeza!

O UEADSL (http://ueadsl.textolivre.pro.br) é o primeiro REA dinâmico do qual temos notícia, um evento criado a ensinar e aprender diferentes processos da vida acadêmica, num conjunto de ações que capacitam a todos os participantes, dos membros das comissões até o público, de forma colaborativa. Alia professores-pareceristas  e estudantes-autores, universitários de graduação e pós-graduação, de diversos estados brasileiros: UFMG, UFVJM, FURG, IFES, UNEB, UNIFAL, UNEB e UNINTA são as universidades participantes neste semestre, com cursos de Humanas, Biológicas e Exatas e temas variados.
A participação no UEADSL é aberta, sem custos e, como o evento é assíncrono, só precisa que você acesse o site, leia os artigos ou assista às conferências convidadas, comentando-os no horário que melhor lhe aprouver. Basta realizar seu cadastro no site para ter permissão para realizar comentários em, pelo menos, 3 apresentações diferentes e, assim, receber seu certificado de participação.
O UEADSL é promovido semestralmente pelo Grupo de Pesquisa, Ensino e extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia, com o apoio da FALE e do CAED da UFMG.
Participe!
Respeitosamente,
Comissão Organizadora do UEADSL2018.1

Hoje, encerramento oficial do Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre, duas conferências de encerramento estão em destaque:

A conferência “Uma plataforma de ciência aberta para o Brasil”, da Viviane Toraci, apresenta “os resultados alcançados na tese de doutoramento da autora. Mais do que compartilhar conclusões de um estudo acadêmico, conclama uma posição política do Estado brasileiro em prol do desenvolvimento da Ciência Aberta como princípio para a produção científica nacional sob financiamento público. Palavras-chave: ciência aberta; política de comunicação, comunicação científica, acesso livre”. Viviane é doutora em Comunicação pela UFPE e é servidora da Fundação Joaquim Nabuco, onde está desenvolvendo a pesquisa “Divulgação científica na internet e o ensino de Ciências Humanas na educação básica”.  Acesse o artigo e o podcast aqui.

Ana Matte (eu) e Thalita Almeida, ambas da UFMG, do grupo Texto Livre, apresentam um estudo que mostra as confluências de atores, estratégicas, recursos e metas que fazem do UEADSL um jogo: “Pensar o UEADSL como um jogo é a base de sua eficácia: somente quando o jogador assume o papel do personagem, que lhe é designado, a mágica acontece: a destreza necessária é aprendida e a perspicácia para ir além do óbvio é, aos poucos, adquirida, processo que se pode chamar de empoderamento do jogador.” Acesse o artigo e o podcast de “UEADSL é um jogo: conheça nossa jogada” aqui.

apresentacao-estudoUEADSLjogo-programação

Ainda hoje serão concedidas as Menções Honrosas e voltaremos com essa e mais notícias. Participe!

Autora: Marcela Gontijo

Estamos no quarto dia de UEADSL e o principal acontecimento até agora nessa edição foi o lançamento oficial do livro “Memórias de letramentos: vozes do campo”, com organização de Carlos Henrique Silva de Castro e Luiz Henrique Magnani. Castro é membro da equipe do Texto Livre, coordenador do Evidosol/Ciltec-online e formado pelo Poslin/UFMG, o professor da UFVJM foi o primeiro a trazer estudantes de uma licenciatura do campo para o UEADSL. O livro, lançado pela editora da UFVJM, está disponível em PDF, sob licença creative commons, conforme os preceitos da ciência aberta.

Até o momento pudemos perceber que, apesar de uma diminuição do número de visualizações de páginas por visitante (de 8,9 para 7,5), temos uma maior concentração dos visitantes nos trabalhos: menos navegações pelo evento, mas mais envolvimento com os debates e as publicações e também maior interação. É um movimento que temos observado também nas edições anteriores do UEADSL, que sugere que há uma curva crescente de aprendizado dos participantes nos 3 primeiros dias do evento. Veja o gráfico abaixo com mais detalhes dos acessos e interações:

E com o evento chegando para o fim, a votação para as menções honrosas já está aberta. Para participar, basta fazer login e acessar, pelo menu à direita, o link para a votação, que encerra-se sexta, dia 01/12, às 12h. Participe!

Dois dias de evento e o mês de novembro aponta para um dos maiores UEADSLs de todos, não só pello número crescente de visitantes, que já ultrapassa mil e setecentos, mas pela qualidade dessa participação, com 385 comentários publicados desde a liberação dos artigos na sexta passada. Ou seja, fazendo uma metáfora de evento presencial, cada trabalho, dentre os 56 distribuídos na grade, teve um público de 140 pessoas, com 7 perguntas no final. E, vale citar, a analogia ainda nos permite saber de um fato bem curioso para um congresso nacional: 10% do público veio dos Estados Unidos.

Acessos até 29/11 às 5h;

O artigo mais acessado de terça foi o artigo sobre o lançamento do livro: “Memórias de letramentos: vozes do campo”. Já o artigo mais comentado, aborda os traços barrocos na arquitetura do centro histórico de Diamantina. O trabalho de Maurício Teixeira Mendes tem suscitado muitos comentários sobre a arte barroca em diversas cidades mineiras.

Se você deseja saber mais sobre o evento, acompanhe as notícias publicadas pelo CAED, tais como Manifesto em defesa do ensino superior público e gratuito marca abertura do UEaDSL 2017/2 (publicada em 27/11) e Com edição marcada para próxima semana, UEaDSL tem organização complexa feita por voluntários (23 de novembro).

A partir de hoje está aberta a votação para menção honrosa. O prêmio, concedido aos melhores trabalhos pela Comissão Científica, também é concedido ao melhor trabalho escolhido pelo público. Participe!

Ana e Marcela

reportagem: Marcela Gontijo

Começou ontem o O Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – UEaDSL e já tivemos muitos acessos! Apesar de registrar comentários do público desde sexta dia 23, somente nesta segunda o evento começou oficialmente , com encerramento previsto para sexta-feira, dia 1º. A 13ª edição do evento online recebeu .

Na última edição, em junho desse ano, tivemos mais 12 mil acessos no portal do evento e a atual edição já conta com mais de 5 mil acessos. Um sucesso! Com cerca de 1500 visitantes até agora, por ser um evento online assíncrono, o UEADSL tem visitantes do Brasil, Angola, Portugal, Estados Unidos, Moçambique, Alemanha Candá e México, o que só contribui para a diversidade do evento. Dentre os termos mais buscados, temos “repertorio linguístico dos adolescentes” e “ueadsl”.

As expectativas para o evento estão altas, pois há muitos trabalhos interessantes este semestre feito por diversos alunos e bolsistas. Quem quiser conhecer mais, pode conferir em nosso site! Amanhã voltamos com mais notícias.

Algumas figuras do evento (obtidas por Matte, 2017, Usando Jetpack/Wordpress):

Dados de novembro até 18h do dia 27.
Dados de novembro até 18h do dia 27.

 

Participação por país.
Participação por país.

 

Abrimos a chamada no Congresso Nacional Universidade Educação e Software Livre (UEADSL)para participação de pesquisadores em formação e professores universitários como debatedores (coordenadores de mesa ou mesários) das propostas do UEADSL pensando que poderia aparecer alguém… São tantos que cada trabalho se vê, praticamente, numa defesa de mestrado, sem a tensão decorrente, mas muito empenho.

Na esteira do trabalho voluntário, sempre presente no Texto Livre, grupo que promove o UEADSL desde 2010, trago aqui a chamada criada pelo Renato, um dos professores que, no meio dos trabalhos para corrigir e acompanhar, ainda achou tempo para essa arte.

Participe! Divulgue!

Nesta segunda-feira próxima, o Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre, edição 2017.2, inicia suas atividades. Isto é, inicia oficialmente, porque, na prática, o debate começou há 2 dias, quando começamos a disponibilizar os trabalhos na grade de programação.

Vantagens de ser online e assíncrono, mas também vantagem de ser povoado por pessoas que acreditam na educação, de uma forma bem paulofreiriana de ser. As atividades começaram com uma turma de alunos de uma escola de ensino médio campo cujo professor, Maurício Teixeira Mendes, graduando da UFVJM no curso de Licenciatura em Educação do Campo, participa, por sua vez, também como aluno de uma disciplina ministrada por Carlos Castro, um professor que figura dentre os mais assíduos participantes do evento. Fiz questão dessa frase longa e até confusa: na prática, fazer educação aberta é correr o risco de perder o controle da turma. Não aquele controle do “todos em silêncio” que faz ser mais fácil passar um conhecimento estático, mas o controle dos limites do que ensinamos, pois ao ensinar a aprender com autonomia, ensinamos que os limites não são dados a priori e aquilo que fizermos pode multiplicar-se indefinidamente.

Se perguntarem, portanto, o que eu espero que o UEADSL faça por meus alunos, posso responder: que sejam multiplicadores dessa postura colaborativa, do compromisso com o conhecimento compartilhado e do respeito à liberdade e à diversidade. Que façam ciência aberta e percebam o quanto tudo isso é revigorante, mesmo em tempos de esperanças retraídas.

Agora, não são só alunos quem saem ganhando: nem mesmo se contarmos os alunos dos alunos, como acima, estaremos falando do todo que é o UEADSL. Autores aprendendo a escrever melhor e apresentar-se com maior presença acadêmica, convidados experimentando formas de apresentação que ainda não conheciam, membros das comissões aprendendo a dominar técnicas de trabalho em equipe a distância, gerenciar, usar e até desenvolver softwares para apoiar o evento, professores aprendendo a lidar com a interdisciplinaridade e com ferramentas tecnológicas pouco conhecidas, além de escreverem em conjunto o editorial do evento, e não devemos deixar de elencar as agências e instituições que apoiam o UEADSL, cuja compreensão do escopo do evento é um processo e não uma simples transmissão de informação: todos aprendendo uns com os outros.

Para completar esta reflexão, copio aqui o que disse, ainda há pouco à Desirée Antônio, jornalista do CAED/UFMG, numa entrevista que foi, aliás, o mote deste escrito:

O Texto Livre já produzia REA mesmo antes de saber o que essa sigla significa, desde a produção de tutoriais para uso de software livres na educação (como o LibreOffice e o Freemind) até jogos e repositórios de conteúdos específicos, como os jogos para estudo de crases, vírgulas, gramática aberta online e o Linha do Texto.

Na página do Texto Livre encontramos mais informações no http://textolivre.org/site/recursos-abertos/ e, no caso de softwares por nós desenvolvidos, em http://textolivre.org/site/softwares-do-texto-livre/

O próprio UEADSL é um recurso educacional aberto, talvez o mais completo e complexo dentre aqueles produzidos pelo grupo. Sua estrutura permite que todos os participantes (alunos-autores, professores-pareceristas, pesquisadores-mesários e membros das comissões) possam experienciar o processo de modo tal que, mesmo quem está ali para ensinar, acabe aprendendo coisas novas o tempo todo.  A cada edição, o evento se reinventa, incorporando novas perspectivas e novas opções de acordo com o grupo de pessoas que nele se envolve e, assim, até quem, como eu, está organizando o UEADSL desde 2010, acaba sempre surpreso com resultados inesperados e fascinantes.

O voluntariado também tem seu lugar de destaque, pois, muitas vezes, é um voluntário quem salva o dia. Em 2011, no primeiro semestre, lembro de estar muito atrapalhada por ter encontrado um bug no sistema do UEADSL e não estar conseguindo resolver. Atrapalhada porque isso aconteceu no primeiro dia do evento e podia prejudicar seriamente toda aquela edição.  Sem saber onde procurar ajuda, escrevi para meus alunos, pois na época estava oferecendo uma disciplina de oficina de textos para alunos das mais diferentes unidades da UFMG, inclusive computação. Chamei por voluntários e, mais naturalmente do que eu esperava, um voluntário apareceu. Aluno da computação com experiência profissional na área, o Gabriel bateu na minha porta timidamente, sentou-se em meu lugar e resolveu o problema. E o evento correu como esperado.

É esse espírito colaborativo que torna um REA poderoso, pois reflete, a meu ver, uma compreensão e ação da educação sobre o mundo, que pode ser assim resumida: o conhecimento não é do homem, é da humanidade. Por isso fazemos ciência cidadã (uma ciência situada no mundo), educação aberta (a educação voltada para o ser humano e suas comunidades) e software livre (um software que não é objetivo em si mesmo, mas surge no equilíbrio entre quem faz e quem usa).
E já que falamos em REA, deixo aqui, como despedida, o jornal-tutorial de participação:

O UEADSL está chegando aos seus últimos momentos. Fora apenas 41 trabalhos apresentados, de modo que a quantidade de comentários e participantes ultrapassou e muito as expectativas. Até agora, faltando menos de 4h para a meia noite, registramos 1065 visitantes e 1406 comentários. O melhor é que o nível do debate e das colocações dos participantes nos comentários publicados no blog foi muito alto, com novas informações, questionamentos e até redirecionamentos acontecendo a toda hora.

Posso falar porque, como era um evento “pequeno”, li cada um desses comentários, que tanto me entusiasmaram que algumas vezes não resisti e acabei entrando na discussão. Um exemplo foi este comentário, publicado na pagina de um dos convidados, o Alexandre Oliva, da Free Software Foundation:

“A sociedade sempre e em qualquer lugar tem esses movimentos de versão (a oficial), contraversão (a que não se adequa nem propõe outra, mas faz “por fora”) e inversão (a que propõe outra ordem, que critica e desmistifica a versão e busca algo melhor pra pôr no lugar).
Nenhuma é boa ou má por princípio, até porque isso sempre vai depender do olho que as vẽ.
Neste UEADSL vimos, em comentários de praticamente todos os trabalhos, denúncias de contraversão, sobre a falta de abertura para o novo, de estagnação, de submissão. Não é um fato isolado e nem novo: essa percepção aparece desde que se discuta a educação como opção para mudança. Ao mesmo tempo, os trabalhos publicados no evento foram exemplos de inversão, com propostas claras, inovadoras e críticas. O texto com que o Oliva nos brindou fala de um caminho válido, real, mas que pouquíssimos conhecem e menos de nós ainda conseguem seguir integralmente: optar por ser livre, optar pela colaboratividade mais cooperação mais compartilhamento mais meritocracia, optar pela cidadania de fato e de direito. Nesse caminho conheci muita, mas muita gente mesmo, milhares de pessoas dedicadas a essa luta, à capacitação de outras pessoas para poderem optar por esse caminho. O Texto Livre nasceu no meio dessas pessoas e é uma dentre muitas opções de integração ao meio. Ninguém precisa trilhar sozinho a transição para a liberdade. Como o Oliva, confirmo: venha, queremos ajudar!” (link para o comentário: http://ueadsl.textolivre.pro.br/blog/?p=8552&cpage=1#comment-12446)

O público deixou impressões entusiasmadas tanto no fórum de cafezinho quanto em comentários às apresentações de abertura e encerramento.

O entusiasmo não é sem motivo. Imagine um evento presencial em que a sala mais vazia tinha um público de 42 pessoas! Pode imaginar? No outro extremo, uma das comunicações alcançou, até agora, um público de 397 pessoas.

Vantagens de ser online, nenhum evento presencial estaria preparado para tamanho público numa comunicação. E vantagens de ser aberto, pois o público veio atrás dos assuntos e dos debates, sem impedimentos quanto a financiamento para a viagem ou até para inscrição no evento. E, sendo aberto e online, esses número só vão crescer, já bem longe do nosso controle, pois todas as apresentações e debates realizados durante o evento continuarão acessíveis pelo público, sem restrições.

Acredito ainda que tamanho entusiasmo deve-se também, ao momento político em que vivemos, no qual poucas chances de sermos ouvidos, de sermos reconhecidos, de sermos considerados temos. Encontrar um ambiente assim, acessível e acolhedor, sem preconceitos nem tratamentos diferenciados para inguém, pode ter sido sentido por muitos como um oásis. Assim, venho a público dizer o que tenho sentido nesse ano de 2017: o que precisamos é de mais oportunidades de exercer nossa liberdade.

E liberdade não se ganha: liberdade se conquista.

Até segunda, ainda deixaremos o espaço aberto ao debate, para aqueles que não puderam participar durante a semana. Os certificados de participação, portanto, saem segunda.

Agradeço a todos pelo evento incrível que estamos presenciando.