Inscrições abertas para e Primeiro Encontro Brasileiro de Hardware Aberto e Livre!

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Estão abertas as inscrições para o Primeiro Encontro Brasileiro de Hardware Aberto e Livre (e-HAL) a ser realizado entre os dias 29 e 31 de Outubro de 2016 na USP e na PUC, em São Paulo, SP. O evento é organizado pelo Centro de Tecnologia Acadêmica / UFRGS (Porto Alegre/RS), pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (Campinas/SP) e pelo Garoa Hacker Clube (São Paulo/SP).

Serão 3 dias de atividades dedicadas ao fortalecimento da cultura do hardware aberto e livre no Brasil:

  • Palestras
  • Oficinas
  • Mesas redondas
  • Duas hackatonas
  • Sessão de pôsteres

Destaque para a presença de Javier Serrano, líder da seção de hardware para sincronismo e controle de aceleradores de partículas do CERN, co-autor da Licença de Hardware Aberto do CERN e criador do Repositório de Hardware Aberto.

O e-HAL será palco de duas hackatonas! A Hackatona de Libertação de Hardware será um verdadeiro esforço colaborativo de libertação de projetos propostos pelos participantes, com oficinas e suporte para as atividades. A Hackatona KiCad, vai aprimorar um dos principais softwares livres para o desenvolvimento de hardware aberto e livre, que contará com a presença de Tomasz Włostowski e Maciej Sumiński, engenheiros do CERN e desenvolvedores ativos do KiCad.

Veja mais informações sobre o evento em e-hal.org.br e garanta seu lugar se inscrevendo em e-hal.org.br/inscricao. Consulte informações sobre caravanas partindo de sua cidade no site do evento.

Você tem alguma vivência/projeto relacionada(o) a Hardware Aberto e Livre para compartilhar com a comunidade? Inscreva sua palestra, oficina ou apresentação de pôster no site do evento.

Publicado em Anúncios do grupo, Ciência Aberta, Educação aberta, Encontros, Ferramentas abertas, Inovação Aberta

Um ecossistema federado para compartilhamento de dados genômicos

CC-BY-SA from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:HumanChromosomesChromomycinA3.jpg

Notícia na Agência Fapesp fala sobre a The Global Alliance for Genomics and Health (GA4GH) e sua integrante brasileira, a Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed).

“Os primeiros esforços de compartilhamento têm permitido desenvolver tratamento para doenças raras e algumas formas de câncer. Porém, tal benefício só atingirá toda a população quando médicos e pesquisadores puderem acessar e comparar dados de milhões de indivíduos”

O consórcio internacional foi fundado em 2013 com esse propósito: ajudar pacientes, pesquisadores e médicos a obter avanços científicos por meio do compartilhamento responsável de dados. Um dos projetos mais conhecidos do grupo é o Beacon, no qual as instituições associadas – entre elas a BIPMed – oferecem um serviço online capaz de responder perguntas simples (como respostas apenas “sim” ou “não”) e que não violem informações consideradas sigilosas. São consultas como: “Você tem em seu banco algum genoma com um ‘A’ na posição 100.735 no cromossomo 3?”

“É preciso mudar a cultura acadêmica, amenizar o sentimento de posse que os pesquisadores têm com os dados. Na maioria das vezes eles são fruto de pesquisas financiadas com dinheiro público e contam com material doado por outras pessoas. Os pesquisadores financiados pelo NIH, por exemplo, têm a obrigação de tornar seus resultados públicos, sob pena de não serem mais financiados. A mesma política poderia ser adotada pelas agências de fomento do Brasil”, comentou Cendes.

Veja a notícia ínteira na Agência Fapesp.

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O ano da ciência se propaga no Brasil

CC-BY-SA from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wikipedia_editing_workshop_-_Faculdade_C%C3%A1sper_L%C3%ADbero_01.jpg

Traduzido do texto original de Eryk Salvaggio, licenciado em CC-BY-SA

A Wikipédia é fonte de conhecimento para os seres humanos em todo o mundo. É por isso que a campanha Ano da Ciência da Wiki Education Foundation trabalha com aulas de ciências em universidades americanas e canadenses. Juntos, estamos tornando mais claro e abrangente o conhecimento sobre a ciência ao público.

Mas, assim como o conhecimento transcende as fronteiras, o mesmo acontece com a Wikipédia. Por isso, estamos animados para assistir o Ano da Ciência assumir uma vida própria no Brasil.

João Alexandre Peschanski é o Professor da Cásper Líbero de Ciência Política e supervisor de comunicações para uma fundação de pesquisa de São Paulo, FAPESP, trabalhando na Pesquisa, Inovação e Difusão no Centro para Neuromatemática (RIDC NeuroMat) da Universidade de São Paulo. Ele tem guiado uma campanha inspirada pelo Ano da Ciência da Wiki Ed, através do Centro da USP de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid). A mídia tem apelidado sua iniciativa de “Ano brasileiro da Ciência”.

“Nosso foco tem sido a teoria matemática do cérebro … Nós escolhemos conceitos interessantes em papers que nossa equipe de pesquisa tem produzido, e num esforço colectivo com cientistas, jornalistas e estudantes, criar ou melhorar o conteúdo pertencente à Wikipédia.”

João diz que havia cerca de uma lacuna de 30 anos entre a ciência refletida nas fontes Wikipédia Português, e os desenvolvimentos de ponta sendo feito nesse campo.

A iniciativa brasileira adicionou milhares de palavras sobre temas relacionados com propriedades matemáticas da dinâmica neurais à Wikipédia Português. Por exemplo, eles expandiram o artigo em português sobre a doença de Alzheimer, e temas mais complexos como a lesão do plexo braquial. Eles também criaram a introdução a modelos biológicos de neurônios, e criou um vídeo que explica “Spike sorting” – uma maneira de rastrear e medir as propriedades elétricas das células – que aparece em ambas as edições em português e inglês da Wikipédia.

Em seu modelo, especialistas e pesquisadores trabalham para explicar conceitos para voluntários do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil. Eles vão escrever artigos com base no envolvimento de especialistas. Muitos dos autores são pesquisadores de pós-doutorado.

“Neste momento, somos a maior organização de pesquisa a ter um claro compromisso de divulgar a ciência através da Wikipédia no Brasil. E estamos crescendo: a Universidade de São Paulo acaba de conceder-nos quatro posições de graduação para trabalhar na promoção de um maior envolvimento com a Wikipédia em nosso campus “.

João, ao lado do Wikipedista Residente (Wikipedian-in-Residence) David Alves e do voluntário de longa data Célio Costa Filho, foram aproveitando o Wiki Ed EUA-Canadá Ano da Ciência para expandir o programa em seu próprio país. David é o graduado em jornalismo que começou a editar Wikipédia para um projeto de classe ensinada por João. Ele é agora a primeira pessoa a receber uma subvenção estatal para promover a Wikipédia no Brasil, graças à Fundação de Pesquisa de São Paulo.

“Os pesquisadores fornecem conhecimentos qualificados e técnicos, e nós transformamos o conteúdo para uma forma mais compreensível e clara”, disse Alves.

Estamos animados ao ver que a ideia e as ferramentas que estamos criando para ajudar a levar o conhecimento para além das paredes da sala de aula estão, elas próprias, ultrapassando as fronteiras. O Ano da Ciência na Wikipédia é realmente um fenômeno global, e estamos animados ao ver o trabalho que voluntários Wikipedistas e grupos estão assumindo ao redor do mundo!

Publicado em Ciência Aberta, Educação aberta, Outras notícias, Práticas exemplares

Fruto do primeiro encontro de Hardware Aberto e Livre Científico: Manifesto GOSH (Global Open Science Hardware)

De <http://openhardware.science/wp-content/uploads/2016/05/GOSH2016_gahtering.png>

Os participantes do Primeiro Encontro de Hardware Científico Aberto e Livre, que ocorreu em Março de 2016 em Genebra, na Suiça, elaboraram o Manifesto GOSH (Global Open Science Hardware).

O manifesto estabelece os princípios de Hardware Aberto e Livre para Ciência Global (tradução livre), qualificando-o quanto a acessibilidade, qualidade de ciência, ética, transformação da cultura científica, entre outros. É um importante documento para guiar as novas gerações de cientistas e tecnologistas. Também é importante apontar para as transformações em curso da ciência no que se refere ao hardware, uma vez que até hoje a discussão de abertura ficou centrada na questão de acesso às publicações científica e aos dados científicos.

Acesse o manifesto em http://openhardware.science/gosh-manifesto/. Você também pode, assim como eu fiz, endossá-lo.

Publicado em Ciência Aberta, Ferramentas abertas, Práticas exemplares, Reflexões

Inovação aberta, ciência aberta, abertas para o mundo

Domínio público - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Earthlights_2002.jpg

A União Europeia está dando um salto nas questões de abertura de conhecimento. Acabou de ser publicado um estudo, na forma de livro intitulado Open innovation, open science, open to the world, disponível para download.

Este estudo foi encomendado ao Comissário Europeu para a Investigação, Inovação e Ciência pelo próprio presidente da União Europeia. Destaco que este estudo trás muitos dos elementos aplicados no Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS desde sua fundação.

Interessante que a publicação apresenta a abertura do conhecimento como um processo natural advindo do uso das potencialidades das novas tecnologias da informação. Aponta que estimular a abertura do conhecimento é o caminho para melhor aproveitamento dos recursos públicos investidos em ciência e inovação, entre diversas outras vantagens, como as vantagens educacionais.

Apresenta princípios para a abertura do conhecimento através de inovação aberta, ciência aberta, ciência cidadã, citando indiretamente a Wikipédia. Entretanto o texto é superficial nas questões de licenciamento e modelos exemplares de inovação aberta particularmente por não mencionar o software livre e as licenças permissivas, ambos fundamentais para atingir os objetivos propostos no texto. Cita o CERN como origem da World Wide Web, porém não menciona a licença de Hardware Aberto do CERN. Enfim, tomando as questões de licenciamento e plataformas abertas e sua interação com o ensino de ciências e engenharias, os trabalhos desenvolvidos no CTA IF/UFRGS tem muito para contribuir para enriquecer este debate tanto para as questões Europeias, como também no contexto brasileiro.

A publicação sugere a utilização de um conceito chamado “Global Research Area”. Neste conceito “pesquisadores e inovadores podem trabalhar com colegas internacionais onde pesquisadores, conhecimento científico e tecnologia circulam tão livremente quando possível”. Para o Brasil, as tecnologias desejadas para ensino de ciências e engenharias são aquelas que tem as propriedades das “Global Research Area”, ou seja, “o conhecimento científico e tecnologia circulam tão livremente quando possível”.

Outro destaque são as cinco linhas de ações políticas para promover Ciência Aberta:

  1. Fostering and creating incentives for Open Science, by fostering Open Science in education programmes, promoting best practices and increasing the input of knowledge producers into a more Open Science environment (citizen science). This area is also concerned with guaranteeing the quality, impact and research integrity of (Open) Science;
  2. Removing barriers to Open Science: this implies, among other issues, a review of researchers’ careers so as to create incentives and rewards for engaging in Open Science;
  3. Mainstreaming and further promoting open access policies as regards both research data and research publications;
  4. Developing research infrastructures for Open Science, to improve data hosting, access and governance, with the development of a common framework for research data and creation of a European Open Science Cloud, a major initiative to build the necessary Open Science infrastructure in Europe; and,
  5. Embedding Open Science in society as a socio-economic driver, whereby Open Science becomes instrumental in making science more responsive to societal and economic expectations, in particular by addressing major challenges faced by society.

Mais alguns trechos interessantes:

“This publication shows how research and innovation is changing rapidly. Digital technologies are making the conduct of science and innovation more collaborative, more international and more open to citizens.”

“Put simply, the advent of digital technologies is making science and innovation more open, collaborative, and global.”

“… What is meant by Open Innovation? The basic premise of Open Innovation is to open up the innovation process to all active players so that knowledge can circulate more freely and be transformed into products and services that create new markets, fostering a stronger culture of entrepreneurship.”

“… specific innovation can no longer be seen as the result of predefined and isolated innovation activities but rather as the outcome of a complex co-creation process involving knowledge flows across the entire economic and social environment.”

Challenges in areas like energy, health, food and water are global challenges.

“We need to be Open to the World! Europe is a global leader in science, and this should translate into a leading voice in global debates. To remain relevant and competitive, we need to engage more in science diplomacy and global scientific collaboration. It is not sufficient to only support collaborative projects; we need to enable partnerships between regions and countries.”

“…for a rapid and effective global research response to outbreaks like Ebola or Zika; contributing to the evidence base for the International Panel on Climate Change and COP21 negotiations…”

“To maximise their potential, the main components of the ‘Open Innovation’ and ‘Open Science’ policies should also be ‘Open to the World’.”

“One focus has been on the concept of a Global Research Area where researchers and innovators are able to work together smoothly with colleagues worldwide and where researchers, scientific knowledge and technology circulate as freely as possible.”

Texto completo disponível em http://bookshop.europa.eu/en/open-innovation-open-science-open-to-the-world-pbKI0416263/

Publicado em Ciência Aberta, Inovação Aberta, Reflexões

Newsletter Junho – Mozilla Science

Logo obtido em http://science.mozilla.org/

Esta é uma adaptação da newsletter do Mozilla Science, edição de Junho.

Chamada à comunidade Mozilla Science

Na chamada à comunidade deste mês, palestrantes falaram sobre co-working e colaboração. Sydette Harry falou sobre o The Coral Project, Alexander Naydenov sobre o Paper Hive, Mark Merrill sobre o Aquarium, e Gerald Rich sobre o Data Proofer.

Seja um embaixador PaperHive

PaperHive é uma plataforma de co-working para pesquisadores que desejam fazer leitura colaborativa. Para ser um embaixador da plataforma, entre em contato: @paperhive ou info@paperhive.org

Grupo de estudos Mozilla Science

No último grupo de estudos, falamos sobre Biojulia, um aplicativo de linguagem Julia para informática. Podem ser acessados o Etherpad e o vídeo da reunião.

Nesse mês falamos com Amel Ghouila, que gerencia o grupo na Tunísia. Conheça melhor o grupo.

Projetos

A reunião de Projetos do mês contou com a participação de Anna Krystalli, membro da Universidade de Sheffield, e Karthik Ram, co-fundador do rOpenSci. Karthik  é um cientista de dados e defensor da ciência aberta na UC Berkeley.

O etherpad pode acessado aqui.

Mozilla Global Sprint

A Global Sprint da Mozilla foi um sucesso, com aproximadamente 35 locais hospendando mais de 50 horas de hacking. Veja as estatísticas, gráficos, dados e siga os projetos do evento.

Mozilla festival

Acontece em Agosto o Mozilla Festival, evento anual de três dias com palestras, ferramentas, workshops, e projetos artísticos sobre ciência aberta. Faça propostas para o evento e se inscreva.

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Os impactos acadêmicos, econômicos e sociais do acesso aberto: uma revisão baseada em evidências

Imagem em: http://f1000research.com/articles/5-632/v2

Ni!

Foi publicado no periódico F1000 Research um artigo importante que agrega evidências atuais sobre o acesso aberto:

The academic, economic and societal impacts of Open Access: an evidence-based review.

Nele estão discutidos o impacto em citações, por métricas alternativas, na mineiração de dados, nas editoras, nos custos, em inovação tecnológica, em países em desenvolvimento, e a relação mais geral com dados científicos abertos e ciência aberta.

O artigo, que também inclui uma breve história do assunto, é resultante de discussões iniciadas na OpenCon 2015. A F1000 Research é uma revista inovadora com revisão por pares abertas e contínua. O artigo encontra-se na sua segunda revisão após comentários dos pareceristas e de leitores, também acessíveis na página.

Um texto importante para se atualizar ou se introduzir no assunto.

Abraços e boa leitura!

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SIBi-USP: Dados de Pesquisa agora devem ser armazenados e citados

De <http://www.sibi.usp.br/>

A Dra. Elisabeth Dudziak, professora titular na UNIP e chefe técnica no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi-USP), publicou um excelente artigo no site do SIBi reclamando o fato: dados de Pesquisa agora devem ser armazenados e citados.

No artigo ela explica parte do histórico dessa mudança – é sempre difícil cobrir tudo, achei que ficou só faltando contar da importância do pioneirismo da PLoS nesse âmbito, – comenta sobre a licença CC0, – e os procedimentos e repositórios disponíveis para se publicar dados de pesquisa.

Uma notícia muito bem vinda, considerando que no encontro do grupo Ciência Aberta em 2013, com participação do SIBi-USP apresentando os repositórios institucionais de artigos, discutimos justamente a importância das bibliotecas na publicação de dados de pesquisa!

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Newsletter maio – Mozilla Science

Logo obtido em http://science.mozilla.org/

A partir de agora o Blog contará com uma newsletter mensal, adaptada da produzida pelo Mozilla Science, com as principais novidades sobre a Ciência Aberta!

Reuso de dados

A Mozilla Science divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o reuso de dados de pesquisa.

Grupos de estudo da Mozilla Science

O último encontro dos Grupo de Estudos, que aconteceu dia 20 de Maio, reuniu palestrantes sobre Biojulia, um aplicativo de linguagem Julia para bioinformática. Você pode acessar o Etherpad ou o video do encontro para ficar por dentro do que rolou.

Projetos

No encontro de projetos, foram ouvidos diversos participantes do #mozsprint, uma jornada de dois dias por ferramentas, materiais e recursos pela ciência aberta. Novos projetos ainda estão sendo aceitos. Sobre a jornada.

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Debate na Unicamp discute Marco Legal de CT&I

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O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública promove um debate, nesta terça-feira, dia 14, sobre o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCT&I). O evento acontece no auditório da ADunicamp, a partir das 13h30, e terá transmissão on line pelo socializandosaberes.net.br.

A primeira parte do evento conta com a presença do jornalista Luis Nassif e dos professores Epitácio Macário (da Universidade Estadual do Ceará e representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES) e Renato Dagnino (da Unicamp), que recentemente publicou um artigo no site Carta Maior sobre o assunto (“As expectativas do Marco Legal da Ciência e Tecnologia”, de 29 de fevereiro de 2016).

Na sequência será realizada uma reunião para debater propostas para o fortalecimento do movimento. No encerramento, às 19h haverá a apresentação do grupo Breusil Cordas Brasileiras.

O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública tem questionado, entre outros, o fato dessa lei não ter sido amplamente debatida com a sociedade, tendo em vista os impactos diretos na pesquisa pública que é desenvolvida no país, e aponta para o risco da privatização do ensino superior e da pesquisa pública brasileira, como consta no documento elaborado e disponível no blog ctpublica.wordpress.com. Quem tiver interesse nessa discussão vale dar uma olhada no blog, onde há artigos e notícias relacionadas com o tema, bem como documentos elaborados até o momento, no âmbito do movimento, como o Manifesto do Movimento, a Carta de Campinas e a carta encaminhada à Presidência da República solicitando o veto ao então PL 77/2015.

A seguir, o documento elaborado para o convite do evento do dia 14, na íntegra:

A recente aprovação da Lei 13.243/2016, denominada “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação”, abre as portas para a privatização do ensino superior e da pesquisa pública brasileira.

Esta Lei prevê que os Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) poderão ter estatuto de direito privado, vindo a receber recursos públicos para pesquisas privadas; utilizar mão de obra especializada (pesquisadores e técnicos) pagos com recursos públicos; e ter acesso à infraestrutura pública em atividades de pesquisa para interesses exclusivos de empresas privadas.

A implementação dessa lei representará o desmantelamento do caráter público do ensino superior e da pesquisa do país, contrariando os interesses dos trabalhadores e da maioria da sociedade brasileira em favor do capital privado e das transnacionais.

Tendo em vista a grave ameaça ao conhecimento e à ciência do nosso país, é fundamental uma ampla mobilização em defesa da “Ciência e Tecnologia Pública” voltada às necessidades da maioria da sociedade brasileira.

Preocupadas com essa situação, as instituições e entidades que promovem o evento “Ciência e tecnologia pública: caminho para uma sociedade igualitária” convidam os trabalhadores, estudantes, professores, pesquisadores e a sociedade em geral para fortalecer esse movimento em defesa do caráter público do conhecimento, da ciência e da tecnologia de nosso país.

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Ciência Aberta

Bem vindo ao blog do grupo de trabalho em Ciência Aberta!

Aqui compartilhamos ações de pesquisadores que estão optando por práticas científicas abertas, orientações para quem queira adotar essas práticas, e indicações para instituições apoiarem-as com infra-estrutura, reconhecimento e políticas. Para contribuir, escreva para blog@cienciaaberta.net

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