Jornal do UEADSL – 10/10. Chamada de propostas para a roda de conversa entre educadores

Marcado com: , , , , , , , , , , , , ,

UEADSL2018.2 – notícias da semana – 05/10/28

#paracegover O UEADSL - Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre -, de 26 a 30 de novembro, é um evento online, o que significa que você não precisa se deslocar a um local específico para participar do evento. Você vai acompanhar as conferências lendo textos, ouvindo podcasts e/ou assistindo a vídeos. Sua participação, porém, precisa ser mais ativa que isso para ser considerada suficiente, a fim de receber seu certificado de participação. Como assim? Pense: você não estará trocando olhares com o conferencista e nem saberemos que leitura fez, se está achando chato ou se está amando tudo isso, a não ser que você nos conte. Participar deste Congresso, portanto, é mais do que assistir algumas conferências: é dizer o que pensa delas, perguntar, discutir, argumentar, ser um co-autor do grande texto que o evento forma, o qual, no fim das contas, é construído na interação de todos os participantes e autores. PARTICIPE! O UEADSL possui agora três palcos! ANFITEATRO é o espaço de apresentação de trabalhos universitários, o mais antigo palco do UEADSL. FEIRA DE SABERES é o palco das apresentações do Ensino Fundamental e Médio e do EJA. ESQUENTANDO O FICLIVRE é o espaço das Rodas de Conversa entre educadores promovido pelo GT Educação da Associação de Software Livre.org. Educação Aberta e Conhecimento Livre. Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18. Após cadastro na Plataforma e inscrição no evento, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações: http://ueadsl.textolivre.pro.br Também estão abertas, até 7/10, as inscrições para coordenação de mesa e pareceristas. Apoio: CAED/FALE/UFMG Promoção: Grupo Texto Livre

#paracegover
O UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre -, de 26 a 30 de novembro, é um evento online, o que significa que você não precisa se deslocar a um local específico para participar do evento. Você vai acompanhar as conferências lendo textos, ouvindo podcasts e/ou assistindo a vídeos. Sua participação, porém, precisa ser mais ativa que isso para ser considerada suficiente, a fim de receber seu certificado de participação. Como assim? Pense: você não estará trocando olhares com o conferencista e nem saberemos que leitura fez, se está achando chato ou se está amando tudo isso, a não ser que você nos conte. Participar deste Congresso, portanto, é mais do que assistir algumas conferências: é dizer o que pensa delas, perguntar, discutir, argumentar, ser um co-autor do grande texto que o evento forma, o qual, no fim das contas, é construído na interação de todos os participantes e autores.   PARTICIPE! 
O UEADSL possui agora três palcos! ANFITEATRO é o espaço de apresentação de trabalhos universitários, o mais antigo palco do UEADSL. FEIRA DE SABERES é o palco das apresentações do Ensino Fundamental e Médio e do EJA. ESQUENTANDO O FICLIVRE é o espaço das Rodas de Conversa entre educadores promovido pelo GT Educação da Associação de Software Livre.org. Educação Aberta e Conhecimento Livre.
Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18.    Após cadastro  na Plataforma e inscrição no evento, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações: http://ueadsl.textolivre.pro.br        Também estão abertas, até 7/10, as inscrições para coordenação de mesa e pareceristas.
Apoio: CAED/FALE/UFMG Promoção: Grupo Texto Livre
Marcado com: , , , , , , , , , , , , , , ,

Convite e curso aberto: UEADSL2018.2 expande seus horizontes

Num ano cheio de decepções e de muita expectativa em relação ao futuro, o UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – traz novidades capazes de torná-lo um evento forte para integração entre aqueles que ensinam, aprendem e gostam de ensinar e aprender, com propostas de novos palcos e de novas funções. Este evento, que frequenta as páginas deste blog há anos, é um REA: foi criado como um anfiteatro no qual professores trazem suas turmas para atuar como cientistas apresentando seus trabalhos acadêmicos para toda a sociedade brasileira interessada.

Além do já tradicional palco em que as turmas de graduação e pós apresentam e defendem seus trabalhos de final de disciplina, desde 2010, orientados por seus professores, estamos com duas novas propostas para 2018.2: 1) um palco especialmente voltado a trabalhos em nível fundamental e médio, a Feira de Saberes, em que vão estrear uma turma de 7.a série do ensino Fundamental, de uma escola pública de Belo Horizonte, e uma turma de EJA de Itamarandiba – MG, vinculada à Licenciatura em Educação do Campo da UFVJM; e 2) um palco especialmente voltado a professores, ativos, em formação ou aposentados, que vai abrigar uma grande Roda de Conversa, “Esquentando o FicLivre”, que nasceu do I Encontro de Paulo Freire com o Conhecimento Livre, em julho passado, em Porto Alegre.

Dentre as novas funções, cabe destacar a chamada para professores  e estudantes de pós-graduação atuarem como coordenadores de mesa e pareceristas externos no UEADSL2018.2.

O papel de coordenador de mesa no UEADSL foi criado em 2016 a pedido do público do evento, mais especificamente estudantes de pós-graduação e professores interessados em interagir mais de perto com os autores, cientistas em formação, no processo colaborativo de aprendizagem da vida e da escrita acadêmicas. Do mesmo modo, foram esses mesmos estudantes de pós e professore, já atuando como Coordenadores de Mesa, quem nos estimulou a ampliar seu papel, permitindo que atuem também como pareceristas dos mesmos trabalhos das mesas que vão coordenar.

Essa nova função amplia os horizontes de todos os participantes: dos professores, que passam a ter um profissional de sua área com quem dialogar durante o processo de construção dos textos dos alunos, destes alunos, que passam a ter uma segunda opinião sobre seus trabalhos durante a fase de revisão e, como eles mesmos nos apontaram, dos próprios Coordenadores de Mesa, que passam a ter uma visão processual dos trabalhos em que atuam diretamente no evento.

As inscrições estão abertas até 7/10, mas antecipamos a chamada em virtude de mais uma novidade que o UEADSL traz neste semestre: desenhado e ministrado pela prof. da UFMG Ana Matte, pesquisadora em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, abrimos um curso de capacitação para professores, coordenadores de mesa e pareceristas. O curso é aberto apenas para quem atua voluntariamente no evento em posições equivalentes; visa habilitar os participantes a atuarem em funções acadêmicas pouco exploradas didaticamente pela universidade. O curso, gratuito e assíncro, totalmente online, tem a duração de 60h e dá direito a certificado da UFMG. Com prazo de realização até 19/11, o curso trabalha os seguintes tópicos: eventos online para fins educacionais, gamificação de projetos educacionais, planejamento de ensino usando evento online como recurso e escrita acadêmica de editorial, pareceres e comunicação formal, dentre outros gêneros.

Para participar, é necessário cadastrar-se na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, preencher o formulário de inscrição de Coordenadores de Mesa e Pareceristas Ad Hoc e solicitar a chave de inscrição no curso pelo e-mail ueadsl.sec@textolivre.org.

 

 

Marcado com: , , , , , , , , , , , , ,

Anunciados o Plano S e a cOAlisão S


Ni!

Hoje, 4 de setembro de 2018, anuncia-se a formação da cOAlisão S em torno do chamado Plano S. Inicialmente composta de 12 agências de financiamento à pesquisa europeias, dentre as quais o Conselho de Pesquisa Europeu (ERC), o grupo está aberto a novos participantes. Seu objetivo é a implementação imediata do plano e sua conclusão antes de 2020.

Alguns pontos importantes do plano:

  • Toda a pesquisa nas ciências e humanidades.
  • Mandatos, não apenas encorajamento.
  • Sem jornais híbridos, salvo em transição para OA completo.
  • Pagamento de APCs (taxas de publicação), mas limitadas.
  • APCs pagas por agências de financiamento e universidades, não por autores.
  • Exigência de licença CC-BY.
  • Monitoramento da adequação e punições com sanções.

Trata-se claramente de um plano audacioso, para dar um passo largo e decisivo diante das confirmações que os passos mais modestos precedentes trouxeram a favor do acesso aberto. Um ponto contudo fraco, como notou Peter Suber, é que enquanto o plano fala ainda em apoiar infraestruturas para acesso aberto, ele não é explícito sobre infraestruturas abertas – o que Peter define como “plataformas rodando software livre, usando padrões abertos, com APIs abertas para interoperabilidade, e preferencialmente controladas por organizações sem fins lucrativos”.

Para entender melhor a iniciativa, vale também ler o preâmbulo escrito por Marc Schiltz.

O uso da cláusula CC Não-Comercial prejudica a Ciência Aberta

Ni!

Cares colegas,

Este post é uma reação pessoal frente à uma recente declaração favorável ao uso de licenças com cláusula NC (não-comercial) para publicações em acesso aberto, como forma de combater o domínio dos grandes conglomerados editorais.

Diante disso, me parece importante lembrar que a indústria editorial é a maior proponente das licenças NC. Se foi a duras penas que a comunidade de acesso aberto evitou que essa licença favorita das, e favorável às, grandes editoras se estabelecesse como regra, os esforços destas não cessaram.

Esse favoritismo vem de uma consciência por parte delas de que preservar uma parte qualquer do monopólio sobre o uso de obras acadêmicas significa preservar vias para a mercantilização do conhecimento.

Por isso afirmo que a Elsevier deve estar contentíssima com essa declaração recente. Mais contente ainda por não ter sequer pago os envolvidos para defender seus interesses.

A situação não é nem mesmo exclusiva do acesso aberto. Como vemos na música ou cinema, quando forçados a aceitar algo diferente de todos os direitos reservados, os grandes conglomerados favorizam as licenças com cláusulas não-comerciais.

Eles entendem bem a lógica do capital, que não é o comércio, mas a exclusão. Aonde há exclusão, há potencial de mercantilização e exploração.

Algumas observações que esclarecem isso no caso em questão:

1) Quando falamos de escolha de licença, estamos falando da “licença para o público geral”. Grandes editoras não são o público geral. Elas tem dinheiro para comprar qualquer permissão que necessitem, ou os advogados, juízes e políticos necessários para formar e burlar as regras que lhes convém. E, em último caso, elas pagarão as multas ou indenizações que conseguirem passar pelo calvário da justiça, e cujo pagamento já estava previsto na precificação dos seus produtos.

2) Essa defesa da cláusula NC se apóia em parte no fato de numerosas revistas na América Latina serem hoje organizadas por instituições públicas e associações científicas. Assim também eram organizadas grande parte das revistas científicas mundiais antes das grandes editoras as comprarem. E elas apenas não compraram as revistas latino americanas por não verem valor econômico: além de têm baixo impacto internacional, as editoras já sugam a pouca seiva que têm os países aos quais essas revistas interessam.

2.1) Uma licença NC na prática só aumenta o motivo econômico para adquirir uma revista, pois permite formas de exclusão e portanto valor enquanto mercadoria. Por exemplo, uma vez adquirida, a licença NC facilita ao mais forte excluir o mais fraco (ver ponto 1) da concorrência na provisão de serviços agregados, pela própria cláusula NC e por meios técnicos independentes do copyright, como limites de volume de acesso.

2.2) Não dá para considerar a realidade político-econômica da américa latina hoje e achar que a comunidade acadêmica da região tem cacife para aguentar a pressão no dia em que as grandes editoras tiverem motivo econômico para comprar suas revistas. Especialmente dado que as revistas latino americanas que atingem alguma relevância global já vem sendo incorporadas. Num prazo médio em quer perdure a atual conjuntura, não me espantaria até o SciELO ser vendido, caso desperte o interesse.

3) Talvez o ponto mais crítico, pra não dizer triste: o principal, para não dizer o único, argumento da declaração para justificar a cláusula NC trata de defender contra “motores de busca”, “descobridores” e serviços agregados em geral. Isso mostra um grave desconhecimento das realidades legal e econômica envolvidas. Uma licença NC não vai impedir nenhum ator, “comercial” ou não, de prover uma grande parte desses serviços, em particular os dois citados explicitamente.

3.1) Lembre-se que o Google indexa e fornece inúmeros serviços analíticos sobre a Web. E lembre-se que 99% da Web tem *todos* os direitos reservados. Fica a sugestão do quão efetiva será na prática uma licença NC para o que a declaração pretende.

3.2) Ademais, qualquer luta contra esses usos, e particularmente a adoção de restrições NC, corre o risco de autossabotagem. Pois a possibilidade de mineração de texto e dados sem autorização prévia interessa, principalmente, à comunidade científica, que está longe de conseguir exceções universais “para uso acadêmico” e que, mesmo se conseguisse, seguiria longe de ter a competência e os recursos para realizá-lo na escala da própria demanda, sem parcerias com atores de mercado com compromisso pró-abertura.

Isso nos remete a essa questão: em termos de força para equiparar as ofertas de serviços das grandes editoras, as licenças NC deixam a academia e sociedade civil impedidas de colaborar com iniciativas de empreendedorismo pró-abertura, e dificultam a concorrência de pequenos e médios empreendimentos com compromisso acadêmico (i.e. ContentMine, que inovou com uma cláusula pétrea pró-abertura no seu contarto social), que não terão o capital jurídico para prevalecer contra o risco de ataques, inclusive ataques das grandes editoras que serão as primeiras e melhores a se aproveitar do NC para afogar a competição.

Em suma, eu não vejo como a adoção de licenças com cláusula NC fariam qualquer bem nesse contexto, que não seja na escala de tempo a mais míope. E, estando enganado, não vejo em absoluto como esse suposto bem seria maior do que o conjunto conhecido de males e contradições.

Nem é preciso falar do o custo político e de mobilização de se quebrar o discurso do acesso aberto em dois, dando munição para as grandes editoras defenderem uma licença que já defendem pois lhes convém. Igualmente não há necessidade de discutir que adotar uma licença incompatível com o acesso aberto internacionalmente estabelecido será mais um fator de opacidade do resto do mundo à produção acadêmica da américa latina.

Abordando o problema em termos mais gerais, o fato é que direito autoral é o instrumento errado para levar essa luta.

Isso não é, nem foi, evidente de imediato. Mas em repetidas iterações esclareceu-se que, para os interesses mesmo de médio prazo da ciência, além de se livrar das cláusulas NC e ND (não-derivados), era interessante mesmo evitar a cláusula SA (CompartilhaIgual) para publicações e, para dados científicos, preferir o domínio público.

Há, pour outro lado, instrumentos adequados para essa luta. E é temerário que essa declaração nem sequer os menciona. Uma declaração com sentido e impacto positivo para os fins propostos, ao invés de negativo, seria conclamar o dito “sistema latino americano de acesso aberto” a:

A) Integrar-se com urgência aos bancos de dados CrossRef e OrcID. Estes são os dois principais esforços que ameaçam materialmente o monopólio das grandes editoras sobre os ditos “serviços agregados”.

B) Financiar infraestruturas e pesquisas acadêmicas em consórcios para o desenvolvimento de serviços agregados ao acesso às publicações e dados, em parceria com o setor privado local pró-abertura.

C) Reforçar, inclusive por mandatos institucionais, o uso de licenças permissivas (CC-BY para publicações, CC-Zero para dados) que nivelem o jogo e garantam que toda a sociedade terá a possibilidade de fruir do conhecimento produzido, sem privilegiar quem tem capital jurídico-econômico, e independentemente de quem controlar as instituições no futuro.

* Este texto foi originalmente uma mensagem na lista Ciência Aberta, onde o assunto vinha sendo discutido.


* Por completeza, incluo aqui uma interessante pergunta do Andre Appel.

Andre L Appel disse:

    Vendo a resposta do Ale, me pergunto por que a própria comunidade criou a modalidade NC se esta é assim tão prejudicial à própria comunidade!?

    (Sim, é pergunta retórica. Vou pesquisar 🙂 )

Ni! Legal Andre, imaginando que você já teve tempo para suas pesquisas… 😉 faço um acréscimo.

Não foi a comunidade de acesso aberto quem criou as cláusulas das licenças creative commons, foi uma organização, a Creative Commons, liderada por advogados e cujo objetivo é fornecer instrumentos jurídicos genéricos para a flexibilização dos direitos de autor. Como eles dizem, “some rights reserved”.

Vale observar que a própria Creative Commons, enquanto oferece um espectro de licenças, etiqueta as suas licenças para diferenciar as livres das não livres. As licenças com as cláusulas NC ou ND (não-derivados) não recebem a etiqueta de licença livre.

Mas não se deve ignorar que as licenças contendo as cláusulas NC ou ND são em todo caso melhores que “todos os direitos reservados” e, ademais, podem ser úteis numa transição para licenças livres onde esse for o objetivo.

Contudo, a cláusula NC impacta negativamente o acesso aberto, uma vez que essa comunidade já conseguiu, em grande medida e em particular lutando contra os esforços pró-NC das grandes editoras, estabelecer licenças livres como padrão, e nesse estado a cláusula NC representa um retrocesso, pelas razões previamente expostas.

Lembrando que as grandes editoras não defendem a cláusula NC por vocação última. Elas querem “todos os direitos reservados”. Elas defendem a NC apenas aonde a maré já virou para o acesso aberto, levando-as a analisar esse novo contexto e tanto quanto possível puxar a corda para o seu lado – o lado da exclusão e da mercantilização do conhecimento.

LATmetrics: Altmetria e Ciência Aberta na América Latina

Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2018, a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, receberá a primeira edição do LATmetrics – Altmetria e Ciência Aberta na América Latina. O evento internacional será realizado na Universidade Federal Fluminense visa promover o debate sobre o uso de métricas alternativas para a circulação da ciência e práticas científicas abertas no território latino-americano.

O I LATmetrics surge em um momento de efervescência tanto para a comunicação científica quanto para a geografia da ciência. Mídias sociais e outros espaços digitais têm sido cada vez mais usados por pesquisadores e instituições para o compartilhamento de suas pesquisas com a sociedade, mudando a forma como medimos o impacto social da produção acadêmica. Novas oportunidades e uma série de desafios se impõem aos países periféricos, visto que a cobertura e a qualidade dos dados sobre métricas alternativas não costumam ser compatíveis com as dinâmicas da comunicação científica desenvolvidas nesta região.

Diante desse panorama, pesquisadores de diversas áreas do conhecimento se reunirão pela primeira vez para compartilhar os avanços da pesquisa sobre altmetria e da ciência aberta no contexto latino-americano. Voltado para pesquisadores, avaliadores da ciência, agentes de decisões de políticas públicas, bibliotecários, instituições de pesquisa, estudantes e demais interessados, o I LATmetrics discutirá temas relacionados à circulação científica nos espaços sociais digitais, à cobertura de dados e ao impacto da ciência para a sociedade.

A chamada para submissão de resumos estará aberta até dia 30 de julho.

Esperamos receber submissões para o seguintes eixos, não se limitando a eles:

  • Cobertura de dados na América Latina

  • Ciência aberta na América Latina

  • Métricas alternativas (altmetrics) na América Latina

  • Circulação e divulgação científica

  • Ciência e sociedade – interações públicas com a ciência

  • Políticas públicas e políticas científicas

  • Estudos bibliométricos e avaliação da produção científica

  • Aquisição de financiamento

  • Construção de colaborações de pesquisas internacionais

  • Avaliação da produção científica em línguas não-inglesas

  • Artes e humanidades: avaliação dos resultados da pesquisa não tradicional

O formulário para submissão de propostas está disponível neste link.

Para saber mais, visite nosso site: https://www.latmetrics.com

Marcado com: , , ,

Cadê as pessoas no UEADSL2018.1?

Publiquei este material no fórum de notícias do evento. Apareçam, está muito interessante: http://ueadsl.textolivre.pro.br


Este gráfico mostra as visualizações por tipos de acesso (a linha superior é a soma de todos, as outras correspondem a ouvinte (participante não inscrito no evento), participante (autor, coordenador de mesa e público inscrito) e professor (membros da Comissão Científica e Organizadora).

O primeiro dia do UEADSL segue o padrão dos outros anos, sendo bem movimentado. Na quarta e na quinta mantém-se estável, com um ótimo número de visualizações por participantes inscritos, uma maior participação de professores e diminuição do público ouvinte que chamamos de mudo, pois só observa e não participa com comentários. O gráfico mostra que as pessoas que por aqui passaram no dia 25 visualizaram, no total, 4079 páginas, um número recorde de visualizações no mesmo dia, na história do UEADSL desde 2010. O recorde anterior era de 29 de novembro de 2017, no UEADSL2017.2, quando tivemos 2575 visualizações num único dia.

No Moodle tornou-se mais fácil distinguir as visualizações conforme o foco, por meio da análise dos logs por dia. Podemos, portanto, saber exatamente quantas vezes as páginas do Anfiteatro, exclusivamente, foram acessadas só ontem: 1900 vezes, das quais somente 304 feitas por visitantes não logados.

Imagine só: em média, um participante como você visitou 98 locais diferentes só no dia de ontem e somente contando os espaços do bloco de programação e Anfiteatro. No anfiteatro, que possui 53 salas de apresentação de trabalhos, o trânsito de pessoas por sala ficou em 35 e cada trabalho recebeu, em média, 2,6 comentários. Parece normal, imagine uma sala com 36 pessoas assistindo seu trabalho e 3 delas fazendo pergunta no final: uma boa apresentação de trabalho, não?

Agora, lembremo-nos que os trabalhos no UEADSL ficam todo o tempo sendo apresentados e discutidos. Até ontem, já alcançamos uma média de 147 pessoas assistindo e 7,1 comentários em cada trabalho:

E só tende a aumentar, em geral até domingo.

Então, se você acha que o evento está vazio, se liga: a grande vantagem do evento ser online e assíncrono é que eu posso ir ali tranquilamente buscar um café e continuar assistindo a comunicação exatamente de onde parei, sem perder nada e nem tendo que tropeçar nas pessoas para conseguir um biscoitinho 😀 Mas as pessoas estão aqui, com certeza!

Marcado com: , , , , , , ,

UEADSL2018.1 – O Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre começa nesta Segunda, dia 25/6

O UEADSL (http://ueadsl.textolivre.pro.br) é o primeiro REA dinâmico do qual temos notícia, um evento criado a ensinar e aprender diferentes processos da vida acadêmica, num conjunto de ações que capacitam a todos os participantes, dos membros das comissões até o público, de forma colaborativa. Alia professores-pareceristas  e estudantes-autores, universitários de graduação e pós-graduação, de diversos estados brasileiros: UFMG, UFVJM, FURG, IFES, UNEB, UNIFAL, UNEB e UNINTA são as universidades participantes neste semestre, com cursos de Humanas, Biológicas e Exatas e temas variados.
A participação no UEADSL é aberta, sem custos e, como o evento é assíncrono, só precisa que você acesse o site, leia os artigos ou assista às conferências convidadas, comentando-os no horário que melhor lhe aprouver. Basta realizar seu cadastro no site para ter permissão para realizar comentários em, pelo menos, 3 apresentações diferentes e, assim, receber seu certificado de participação.
O UEADSL é promovido semestralmente pelo Grupo de Pesquisa, Ensino e extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia, com o apoio da FALE e do CAED da UFMG.
Participe!
Respeitosamente,
Comissão Organizadora do UEADSL2018.1
Marcado com: , , , , , , , , , ,

OpenCon 2018 em Toronto – inscrições abertas!

OpenCon2018
Ni!

A OpenCon é uma das principais conferências internacionais sobre ciência aberta, voltada para jovens pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em acesso aberto, educação aberta, dados científicos abertos. Todo ano ela busca levar uma grande diversidade de participantes para o evento internacional, além de estimular a organização de eventos locais.

Este ano a conferência ocorre do dia 2 ao 4 de novembro em Toronto, no Canadá. Como nos anos anteriores, a organização oferece bolsas para custear despesas de transporte e estadia dos participantes.

As inscrições estão abertas até dia 13 de julho no endereço:

https://apply.opencon2018.org/referral/em06121

Abraço,
l
e
.~´

Dados online e Privacidade na WWW

Até janeiro de 2012, o Google tinha um conjunto de aplicativos online disponíveis para uso gratuito, sendo necessário ter uma conta em cada um (normalmente criada voluntariamente por nós para cada produto usando nossa conta do gmail). Assim, se eu não quisesse participar do Google Mais, não participava, e assim por diante. Já naquela época eu, usuária do gmail desde poucos meses depois que ele foi criado, me incomodava com as propagandas que, na página do gmail, mostravam claramente que o gmail “lia” minhas correspondências, pois dependendo do assunto que me movimentava na semana, as propagandas mudavam. Essa “leitura”, que continua existindo, de forma cada vez mais invasiva, mais eficiente (dependendo do ponto de vista) e mais sofisticada, corresponde a uma mineração semântica inteligente de todos os dados que forem disponibilizados na rede pelo usuário, inclusive imagens, sons etc.

Lembro que o Fred Guimarães, criador do SLEducacional, já no primeiro Dia da Cultura Livre, promovido pelo Texto Livre em 2010, nos alertava para os rumos que a política do Google tomava em relação à privacidade e a maioria de nós ouvia mais com curiosidade do que com preocupação as palavras daquele que parecia ser radical demais. Mas não era.

Depois desse dia fui ler de novo, com mais atenção, os termos de uso do gmail, e concluí que mesmo os documentos anexos, ao passarem pelo gmail, passavam a ser propriedade da empresa. Imagine só: todos os documentos trocados pelos professores, alunos e funcionários da UFMG, mesmo que a pessoa não usasse gmail, mas um destinatário sim, “legalmente” seriam propriedade da empresa. Melhor dizendo: ilegalmente, já que os documentos da UFMG são da UFMG por direito. Mas, como todos nós concordamos com os termos de uso quando usamos um software qualquer, concordávamos com essa ilegalidade e, caso houvesse um problema conosco por um documento que era da universidade e passou a ser do gmail (eu imagino mil situações em que isso poderia virar problema de tribunal), o Google, com certeza, estaria protegido, mas nós ficaríamos entre a frigideira e o fogo, ou seja quem fica vulnerável é o usuário.

Em fevereiro de 2012, o Google avisou a todos os usuários que integraria todas as contas numa só e que, se não concordássemos em ser usuário de qualquer um de seus produtos, tínhamos 30 dias para encerrar a conta, ou o uso dela caracterizaria aceite das novas normas. Eu? Não queria usar o Google Drive, muito menos o Google Mais, e qual quer outro produto além do e-mail e da agenda. Passei o mês maluca, entre preparar disciplinas do semestre, organizar o Texto Livre e tentar achar uma solução para sair do gmail. Porquê? Porque eu trabalho com e-mail (e com a agenda integrada do google), 70% daquilo que preciso acontece lá e simplesmente fechar a conta em que eu centralizava tudo seria um desastre, podia contar que o ano estaria todo comprometido, sem exageros. Perdi todas as horas que pude em busca de uma solução e não achei. Resolvia o e-mail, que era o mais fácil, mas perdia toda a agenda. As melhores soluções livres que encontrei seriam para ter a agenda e o e-mail no computador, mas isso acarretaria um trabalho extra enorme para atualizar tudo, sem contar com a questão de espaço físico no disco, haja espaço!

Muito a contragosto, continuei no Gmail e continuo até hoje. Cada vez que digito uma mensagem, estou fornecendo dados sobre mim mesma para essa empresa. Consciente da opressão que sofro, sou ainda incapaz de resolver o problema. Ainda estou procurando tempo para encontrar uma solução.

Um produto do Google eu passei a usar por conveniência, o Youtube. Mas deixei de usar o Google para buscas online. Porque? Simplesmente porque o Google me conhece tanto que qualquer busca que eu faça na internet vai, em última análise, trazer mais de mim mesma, ou seja, ele decide o que quero a partir dos temas que costumo frequentar eme impede de conhecer coisas novas, realmente novas. Hoje eu uso o DuckDuckGo.com, “the search engine that doesn’t track you”:

Bem, esta semana recebi uma mensagem do Goole, com conteúdo semelhante a outra recebida hoje, do ORCID: estão mudando as regras porque uma lei européia (General Data Protection Regulation) exige agora maior clareza dos termos de uso (já não era sem tempo!). Talvez, com isso, mais pessoas leiam as licenças antes de fechar os contratos.

A pergunta que não quer calar: toda vez que instalamos um aplicativo no celular, concordamos que ele acesse pelo menos parte importante de nossos dados. Cadê os termos de uso discriminados e completos? Onde estamos nos metendo? O que será feito disso? Como isso poderá nos afetar?

A meu ver, estamos assinando papéis em branco e dando de presente a essas empresas que, como o Google, nem na minha mais alucinada ilusão ingênua eu poderia pensar que vão fazer algo que possa me defender contra elas. Até onde sei, somos indivíduos com direito à privacidade estabelecida por lei. Se os dados da ciência devem ser abertos, os dados pessoais não, exceto com nossa aprovação explícita e ratificada a cada situação em que isso puder acontecer. Muito menos, devem deixar de ser nossos simplesmente porque usamos um software ou aplicativo: deveria ser um direito inalienável. Então, se nosso direito está sendo roubado, no mínimo precisamos ter consciência disso e, sem dúvidas, este deveria ser um tópico indispensável de qualquer trabalho de letramento ou inclusão digital.

Marcado com: , , , , , , ,
Top