Jornal do UEADSL2018.2 – 16/11 – Pessoas que fazem o evento acontecer I

Marcado com: , , , , , , , , , , , , , ,

Jornal do UEADSL – Edição de 09/11/2018 – Informações Gerais

#paracegover Grupo Texto Livre. Jornal do UEADSL 09/11/2018.  Já fez sua inscrição ou ainda quer participar do Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – UEaDSL 2018.2? Então fiquem de olho em algumas datas importantes. E se liguem! Pois, faltam menos de vinte dias para o início do evento, que ocorrerá entre 26 e 30 de novembro.  De acordo com a coordenadora do congresso, a professora Ana Cristina Frike Matte, apenas alunos-autores em que os professores estejam na Comissão Científica podem apresentar trabalhos. Nesse caso, os alunos de graduação e pós-graduação serão direcionados para o Anfiteatro. Já os alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Jovens e Adultos (EJA) apresentarão na Feira de Saberes. Roda de Conversa A coordenadora do evento reforça que “a submissão de trabalhos para a roda de conversa entre  educadores, Esquentando o FicLivre, termina dia 18 de novembro. Os trabalhos aprovados poderão ser submetidos aos Anais até o dia 20, mas é importante respeitar a formatação para não atrasar a pulicação”, explica Matte.  Por isso, não perca tempo, faça logo sua inscrição!  Matte explica que os participantes devem acompanhar as datas para não se atrasarem com os prazos. Confiram o cronograma:   * Avaliação final pelos pareceristas externos ou pelo professor: até 12 de novembro;  * Submissão do trabalho completo, no caso de turmas cuja avaliação final é feita diretamente pelo professor: 19 de novembro;  * Submissão do trabalho revisado, após avaliação pelos pareceristas externos: 19 de novembro;  * Submissão do trabalho para Anais: até 19 de novembro. Vale destacar que os Anais serão publicados por volta do dia 21 de novembro. Por isso, recomenda-se aos autores enviarem o texto o quanto antes, pois o prazo para correções termina em 20 de novembro.  Participe!  Ainda não está participando do UEaDSL 2018.2 ? Então faça sua inscrição na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento. EVIDOSOL/CILTEC-Online O Grupo Texto Livre também promove o Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia On-line, de 19 a 21 de novembro próximos. A participação é gratuita e as conferências e trabalhos nesse vasto campo do conhecimento, aludido pelo título do evento, prometem um debate muito animado. Maiores informações: http://evidoso.textolivre.org Todos os participantes devem cadastrar-se na plataforma de eventos e/ou atualizar seus dados de perfil, especialmente minicurrículo, antes de 26/11, quando começa o evento. Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia Apoio: CAED FALE UFMG Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke DispoPromoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia Apoio: CAED FALE UFMG Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke

Marcado com: , , , , , , , , , , , , , , ,

UEADSL Capixaba – Jornal do UEADSL – Edição de 26/10/2018

#paracegover
Grupo Texto Livre. Jornal do UEADSL 26/10/2018.
A edição de hoje apresenta uma turma lá de terras capixabas. Vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho da professora Vivian Pinto Riolo e sua turma de Morfologia 2 do curso de Letras do Instituto Federal do Espírito Santo.
Doutoranda em Estudos da Linguagem pela UFMG, na Linha_ Linguagem e Tecnologia, Mestra em Estudos Linguísticos – UFES e Pós-graduada em Estudos da Linguagem – Saberes, Vivian teve contato com o congresso no início de 2018, quando participou da comissão organizadora do UEADSL. “Gostei tanto da estrutura e da organização que resolvi levar meus alunos da turma de Letras do Ifes”, afirma.
Segundo ela, a ideia de participar do evento foi bem recebida tanto pela coordenação do curso quando pelos alunos. Além disso, a disciplina de Morfologia 2, conforme explica Vivian, apresenta uma carga horária extra, voltada para atividades de pesquisa, o que ajudou na elaboração os projetos.
Partindo de discursões em torno das relações morfossintáticas da língua, os projetos de aproximadamente 30 alunos abordam uma crítica à Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Para tanto, foram realizadas analises em livros didático e discursões de como o “professor precisa se preparar para possíveis questionamentos que fogem à prescrição da gramática tradicional, sempre estabelecendo relações com as pesquisas linguísticas realizadas que contrastam a gramática normativa aos fatos da língua”, explica a professora.
Com isso, nos textos que serão apresentados no UEADSL 2018.2, os congressistas poderão encontrar artigos sobre: preposições, as conjunções, os verbos e os advérbios em suas relações morfossintáticas. A ideia, segundo Vivian, “é que o aluno apresente um olhar crítico para as abordagens tradicionais, apresentando exemplos a serem analisados que fogem aos conceitos engessados da gramática prescritiva”.
De acordo com a professora o UEADSL possui uma riqueza nas interações, uma vez que elas começam em sala de aula entre professor-aluno e aluno-aluno. “São apontamentos, contribuições, críticas construtivas, esclarecimentos, parabenizações. E, com isso, o professor pode avaliar a turma processualmente, percebendo o avanço de seus alunos diante das colocações que são feitas a sua pesquisa. Além disso, outros olhares são somados ao do próprio professor que também é constituído nessas interlocuções durante as “comunicações”Ela ainda ressalta que a dinâmica do evento possibilita uma interação assíncrona, garantindo um tempo de reflexão para pensar no conteúdo. Além disso, “as dúvidas ficam registradas e a sensação é a de que nada se perde, pois todos fazem o máximo para esclarecer o que não foi possível explanar no texto, dada a extensão possível para os anais. Só vejo o saldo positivo em eventos online, com destaque para o modelo adotado no UEADSL”, conclui Vivian.
Quer conferir os trabalhos? Então participe do congresso fazendo seu cadastro na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento.
informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br
Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia
Apoio: CAED FALE UFMG
Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke

Marcado com: , , , , , , , , , , , ,

Jornal do UEADSL – Edição de 19/out/18

Jornal do UEADSL - disponível na página do CAED/UFMG https://www.ufmg.br/ead/index.php/4835-2/#paracegover

JORNAL DO UEADSL 19 de outubro de 2018. O que Paulo Freire, linguagem, tecnologia, gamificação e softwares livres têm em comum? Bem, é isso que vamos descobrir nesta nova edição do Jornal UEADSL. Venha conferir e se encantar com essa interdisciplinaridade.
Ofertada desde 2011 para a pós-graduação na linha de pesquisa Linguagem e Tecnologia, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN) da UFMG, pela professora Ana Cristina Frike Matte, a disciplina, que se chamava “Aplicações Computadorizadas para os Estudos da Linguagem”, é aplicada em um ambiente digital assíncrono, utilizando uma metodologia paulofreiriana.
Até 2016, ela tinha como foco a lógica da programação de computadores. “Agora, para atender melhor ao contexto das pesquisas em Linguística Aplicada (LA), a matéria foi remodelada para dar mais destaque aos Recursos Educacionais Abertos (REA), ao Conhecimento Livre e à Ciência Aberta”, explica Ana Cristina.
Com a mudança, a disciplina passou a se chamar, em 2018, “Tecnologias digitais e REAs Livres: máquinas, softwares, inteligência artificial, semiótica e jogos”. Em andamento neste segundo semestre e com alunos da Bahia, Espírito Santo, Brasília, Goiás e Minas Gerais, as aulas abordam temas como gamificação de projetos educacionais, tecnologias digitais em rede, inteligência artificial e mediação e recursos livres, recursos abertos.
Um dos resultados do curso é a participação no UEADSL 2018.2. Para tanto, os alunos estão desenvolvendo artigos ligados as mais diversas teorias da linguística, sejam elas da Análise do Discurso ou LA. Além disso, há uma variedade de corpus, voltados principalmente para a gamificação na sala de aula, com experiências vivenciadas com jogos e softwares livres, por exemplo.
Você sabia?
Os alunos da pós-graduação começaram a participar do UEADSL no segundo semestre de 2011, separados dos alunos de graduação. Com tudo, visando uma educação aberta, nas demais edições houve a unificação dos alunos, abrindo, segundo a professora Ana Cristina, “perspectivas aos graduandos e levando os pós-graduandos a assumirem uma postura mais didática, enriquecendo sobremaneira o debate de todos os trabalhos”.
Quer conferir? Então participe do congresso fazendo seu cadastro na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento.
Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br
Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia
Apoio: CAED FALE UFMG
Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke

Marcado com: , , , , , , , , , , , , ,

Jornal do UEADSL – 10/10. Chamada de propostas para a roda de conversa entre educadores

Marcado com: , , , , , , , , , , , , ,

UEADSL2018.2 – notícias da semana – 05/10/28

#paracegover O UEADSL - Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre -, de 26 a 30 de novembro, é um evento online, o que significa que você não precisa se deslocar a um local específico para participar do evento. Você vai acompanhar as conferências lendo textos, ouvindo podcasts e/ou assistindo a vídeos. Sua participação, porém, precisa ser mais ativa que isso para ser considerada suficiente, a fim de receber seu certificado de participação. Como assim? Pense: você não estará trocando olhares com o conferencista e nem saberemos que leitura fez, se está achando chato ou se está amando tudo isso, a não ser que você nos conte. Participar deste Congresso, portanto, é mais do que assistir algumas conferências: é dizer o que pensa delas, perguntar, discutir, argumentar, ser um co-autor do grande texto que o evento forma, o qual, no fim das contas, é construído na interação de todos os participantes e autores. PARTICIPE! O UEADSL possui agora três palcos! ANFITEATRO é o espaço de apresentação de trabalhos universitários, o mais antigo palco do UEADSL. FEIRA DE SABERES é o palco das apresentações do Ensino Fundamental e Médio e do EJA. ESQUENTANDO O FICLIVRE é o espaço das Rodas de Conversa entre educadores promovido pelo GT Educação da Associação de Software Livre.org. Educação Aberta e Conhecimento Livre. Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18. Após cadastro na Plataforma e inscrição no evento, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações: http://ueadsl.textolivre.pro.br Também estão abertas, até 7/10, as inscrições para coordenação de mesa e pareceristas. Apoio: CAED/FALE/UFMG Promoção: Grupo Texto Livre

#paracegover
O UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre -, de 26 a 30 de novembro, é um evento online, o que significa que você não precisa se deslocar a um local específico para participar do evento. Você vai acompanhar as conferências lendo textos, ouvindo podcasts e/ou assistindo a vídeos. Sua participação, porém, precisa ser mais ativa que isso para ser considerada suficiente, a fim de receber seu certificado de participação. Como assim? Pense: você não estará trocando olhares com o conferencista e nem saberemos que leitura fez, se está achando chato ou se está amando tudo isso, a não ser que você nos conte. Participar deste Congresso, portanto, é mais do que assistir algumas conferências: é dizer o que pensa delas, perguntar, discutir, argumentar, ser um co-autor do grande texto que o evento forma, o qual, no fim das contas, é construído na interação de todos os participantes e autores.   PARTICIPE! 
O UEADSL possui agora três palcos! ANFITEATRO é o espaço de apresentação de trabalhos universitários, o mais antigo palco do UEADSL. FEIRA DE SABERES é o palco das apresentações do Ensino Fundamental e Médio e do EJA. ESQUENTANDO O FICLIVRE é o espaço das Rodas de Conversa entre educadores promovido pelo GT Educação da Associação de Software Livre.org. Educação Aberta e Conhecimento Livre.
Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18.    Após cadastro  na Plataforma e inscrição no evento, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações: http://ueadsl.textolivre.pro.br        Também estão abertas, até 7/10, as inscrições para coordenação de mesa e pareceristas.
Apoio: CAED/FALE/UFMG Promoção: Grupo Texto Livre
Marcado com: , , , , , , , , , , , , , , ,

Convite e curso aberto: UEADSL2018.2 expande seus horizontes

Num ano cheio de decepções e de muita expectativa em relação ao futuro, o UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – traz novidades capazes de torná-lo um evento forte para integração entre aqueles que ensinam, aprendem e gostam de ensinar e aprender, com propostas de novos palcos e de novas funções. Este evento, que frequenta as páginas deste blog há anos, é um REA: foi criado como um anfiteatro no qual professores trazem suas turmas para atuar como cientistas apresentando seus trabalhos acadêmicos para toda a sociedade brasileira interessada.

Além do já tradicional palco em que as turmas de graduação e pós apresentam e defendem seus trabalhos de final de disciplina, desde 2010, orientados por seus professores, estamos com duas novas propostas para 2018.2: 1) um palco especialmente voltado a trabalhos em nível fundamental e médio, a Feira de Saberes, em que vão estrear uma turma de 7.a série do ensino Fundamental, de uma escola pública de Belo Horizonte, e uma turma de EJA de Itamarandiba – MG, vinculada à Licenciatura em Educação do Campo da UFVJM; e 2) um palco especialmente voltado a professores, ativos, em formação ou aposentados, que vai abrigar uma grande Roda de Conversa, “Esquentando o FicLivre”, que nasceu do I Encontro de Paulo Freire com o Conhecimento Livre, em julho passado, em Porto Alegre.

Dentre as novas funções, cabe destacar a chamada para professores  e estudantes de pós-graduação atuarem como coordenadores de mesa e pareceristas externos no UEADSL2018.2.

O papel de coordenador de mesa no UEADSL foi criado em 2016 a pedido do público do evento, mais especificamente estudantes de pós-graduação e professores interessados em interagir mais de perto com os autores, cientistas em formação, no processo colaborativo de aprendizagem da vida e da escrita acadêmicas. Do mesmo modo, foram esses mesmos estudantes de pós e professore, já atuando como Coordenadores de Mesa, quem nos estimulou a ampliar seu papel, permitindo que atuem também como pareceristas dos mesmos trabalhos das mesas que vão coordenar.

Essa nova função amplia os horizontes de todos os participantes: dos professores, que passam a ter um profissional de sua área com quem dialogar durante o processo de construção dos textos dos alunos, destes alunos, que passam a ter uma segunda opinião sobre seus trabalhos durante a fase de revisão e, como eles mesmos nos apontaram, dos próprios Coordenadores de Mesa, que passam a ter uma visão processual dos trabalhos em que atuam diretamente no evento.

As inscrições estão abertas até 7/10, mas antecipamos a chamada em virtude de mais uma novidade que o UEADSL traz neste semestre: desenhado e ministrado pela prof. da UFMG Ana Matte, pesquisadora em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, abrimos um curso de capacitação para professores, coordenadores de mesa e pareceristas. O curso é aberto apenas para quem atua voluntariamente no evento em posições equivalentes; visa habilitar os participantes a atuarem em funções acadêmicas pouco exploradas didaticamente pela universidade. O curso, gratuito e assíncro, totalmente online, tem a duração de 60h e dá direito a certificado da UFMG. Com prazo de realização até 19/11, o curso trabalha os seguintes tópicos: eventos online para fins educacionais, gamificação de projetos educacionais, planejamento de ensino usando evento online como recurso e escrita acadêmica de editorial, pareceres e comunicação formal, dentre outros gêneros.

Para participar, é necessário cadastrar-se na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, preencher o formulário de inscrição de Coordenadores de Mesa e Pareceristas Ad Hoc e solicitar a chave de inscrição no curso pelo e-mail ueadsl.sec@textolivre.org.

 

 

Marcado com: , , , , , , , , , , , , ,

Anunciados o Plano S e a cOAlisão S


Ni!

Hoje, 4 de setembro de 2018, anuncia-se a formação da cOAlisão S em torno do chamado Plano S. Inicialmente composta de 12 agências de financiamento à pesquisa europeias, dentre as quais o Conselho de Pesquisa Europeu (ERC), o grupo está aberto a novos participantes. Seu objetivo é a implementação imediata do plano e sua conclusão antes de 2020.

Alguns pontos importantes do plano:

  • Toda a pesquisa nas ciências e humanidades.
  • Mandatos, não apenas encorajamento.
  • Sem jornais híbridos, salvo em transição para OA completo.
  • Pagamento de APCs (taxas de publicação), mas limitadas.
  • APCs pagas por agências de financiamento e universidades, não por autores.
  • Exigência de licença CC-BY.
  • Monitoramento da adequação e punições com sanções.

Trata-se claramente de um plano audacioso, para dar um passo largo e decisivo diante das confirmações que os passos mais modestos precedentes trouxeram a favor do acesso aberto. Um ponto contudo fraco, como notou Peter Suber, é que enquanto o plano fala ainda em apoiar infraestruturas para acesso aberto, ele não é explícito sobre infraestruturas abertas – o que Peter define como “plataformas rodando software livre, usando padrões abertos, com APIs abertas para interoperabilidade, e preferencialmente controladas por organizações sem fins lucrativos”.

Para entender melhor a iniciativa, vale também ler o preâmbulo escrito por Marc Schiltz.

O uso da cláusula CC Não-Comercial prejudica a Ciência Aberta

Ni!

Cares colegas,

Este post é uma reação pessoal frente à uma recente declaração favorável ao uso de licenças com cláusula NC (não-comercial) para publicações em acesso aberto, como forma de combater o domínio dos grandes conglomerados editorais.

Diante disso, me parece importante lembrar que a indústria editorial é a maior proponente das licenças NC. Se foi a duras penas que a comunidade de acesso aberto evitou que essa licença favorita das, e favorável às, grandes editoras se estabelecesse como regra, os esforços destas não cessaram.

Esse favoritismo vem de uma consciência por parte delas de que preservar uma parte qualquer do monopólio sobre o uso de obras acadêmicas significa preservar vias para a mercantilização do conhecimento.

Por isso afirmo que a Elsevier deve estar contentíssima com essa declaração recente. Mais contente ainda por não ter sequer pago os envolvidos para defender seus interesses.

A situação não é nem mesmo exclusiva do acesso aberto. Como vemos na música ou cinema, quando forçados a aceitar algo diferente de todos os direitos reservados, os grandes conglomerados favorizam as licenças com cláusulas não-comerciais.

Eles entendem bem a lógica do capital, que não é o comércio, mas a exclusão. Aonde há exclusão, há potencial de mercantilização e exploração.

Algumas observações que esclarecem isso no caso em questão:

1) Quando falamos de escolha de licença, estamos falando da “licença para o público geral”. Grandes editoras não são o público geral. Elas tem dinheiro para comprar qualquer permissão que necessitem, ou os advogados, juízes e políticos necessários para formar e burlar as regras que lhes convém. E, em último caso, elas pagarão as multas ou indenizações que conseguirem passar pelo calvário da justiça, e cujo pagamento já estava previsto na precificação dos seus produtos.

2) Essa defesa da cláusula NC se apóia em parte no fato de numerosas revistas na América Latina serem hoje organizadas por instituições públicas e associações científicas. Assim também eram organizadas grande parte das revistas científicas mundiais antes das grandes editoras as comprarem. E elas apenas não compraram as revistas latino americanas por não verem valor econômico: além de têm baixo impacto internacional, as editoras já sugam a pouca seiva que têm os países aos quais essas revistas interessam.

2.1) Uma licença NC na prática só aumenta o motivo econômico para adquirir uma revista, pois permite formas de exclusão e portanto valor enquanto mercadoria. Por exemplo, uma vez adquirida, a licença NC facilita ao mais forte excluir o mais fraco (ver ponto 1) da concorrência na provisão de serviços agregados, pela própria cláusula NC e por meios técnicos independentes do copyright, como limites de volume de acesso.

2.2) Não dá para considerar a realidade político-econômica da américa latina hoje e achar que a comunidade acadêmica da região tem cacife para aguentar a pressão no dia em que as grandes editoras tiverem motivo econômico para comprar suas revistas. Especialmente dado que as revistas latino americanas que atingem alguma relevância global já vem sendo incorporadas. Num prazo médio em quer perdure a atual conjuntura, não me espantaria até o SciELO ser vendido, caso desperte o interesse.

3) Talvez o ponto mais crítico, pra não dizer triste: o principal, para não dizer o único, argumento da declaração para justificar a cláusula NC trata de defender contra “motores de busca”, “descobridores” e serviços agregados em geral. Isso mostra um grave desconhecimento das realidades legal e econômica envolvidas. Uma licença NC não vai impedir nenhum ator, “comercial” ou não, de prover uma grande parte desses serviços, em particular os dois citados explicitamente.

3.1) Lembre-se que o Google indexa e fornece inúmeros serviços analíticos sobre a Web. E lembre-se que 99% da Web tem *todos* os direitos reservados. Fica a sugestão do quão efetiva será na prática uma licença NC para o que a declaração pretende.

3.2) Ademais, qualquer luta contra esses usos, e particularmente a adoção de restrições NC, corre o risco de autossabotagem. Pois a possibilidade de mineração de texto e dados sem autorização prévia interessa, principalmente, à comunidade científica, que está longe de conseguir exceções universais “para uso acadêmico” e que, mesmo se conseguisse, seguiria longe de ter a competência e os recursos para realizá-lo na escala da própria demanda, sem parcerias com atores de mercado com compromisso pró-abertura.

Isso nos remete a essa questão: em termos de força para equiparar as ofertas de serviços das grandes editoras, as licenças NC deixam a academia e sociedade civil impedidas de colaborar com iniciativas de empreendedorismo pró-abertura, e dificultam a concorrência de pequenos e médios empreendimentos com compromisso acadêmico (i.e. ContentMine, que inovou com uma cláusula pétrea pró-abertura no seu contarto social), que não terão o capital jurídico para prevalecer contra o risco de ataques, inclusive ataques das grandes editoras que serão as primeiras e melhores a se aproveitar do NC para afogar a competição.

Em suma, eu não vejo como a adoção de licenças com cláusula NC fariam qualquer bem nesse contexto, que não seja na escala de tempo a mais míope. E, estando enganado, não vejo em absoluto como esse suposto bem seria maior do que o conjunto conhecido de males e contradições.

Nem é preciso falar do o custo político e de mobilização de se quebrar o discurso do acesso aberto em dois, dando munição para as grandes editoras defenderem uma licença que já defendem pois lhes convém. Igualmente não há necessidade de discutir que adotar uma licença incompatível com o acesso aberto internacionalmente estabelecido será mais um fator de opacidade do resto do mundo à produção acadêmica da américa latina.

Abordando o problema em termos mais gerais, o fato é que direito autoral é o instrumento errado para levar essa luta.

Isso não é, nem foi, evidente de imediato. Mas em repetidas iterações esclareceu-se que, para os interesses mesmo de médio prazo da ciência, além de se livrar das cláusulas NC e ND (não-derivados), era interessante mesmo evitar a cláusula SA (CompartilhaIgual) para publicações e, para dados científicos, preferir o domínio público.

Há, pour outro lado, instrumentos adequados para essa luta. E é temerário que essa declaração nem sequer os menciona. Uma declaração com sentido e impacto positivo para os fins propostos, ao invés de negativo, seria conclamar o dito “sistema latino americano de acesso aberto” a:

A) Integrar-se com urgência aos bancos de dados CrossRef e OrcID. Estes são os dois principais esforços que ameaçam materialmente o monopólio das grandes editoras sobre os ditos “serviços agregados”.

B) Financiar infraestruturas e pesquisas acadêmicas em consórcios para o desenvolvimento de serviços agregados ao acesso às publicações e dados, em parceria com o setor privado local pró-abertura.

C) Reforçar, inclusive por mandatos institucionais, o uso de licenças permissivas (CC-BY para publicações, CC-Zero para dados) que nivelem o jogo e garantam que toda a sociedade terá a possibilidade de fruir do conhecimento produzido, sem privilegiar quem tem capital jurídico-econômico, e independentemente de quem controlar as instituições no futuro.

* Este texto foi originalmente uma mensagem na lista Ciência Aberta, onde o assunto vinha sendo discutido.


* Por completeza, incluo aqui uma interessante pergunta do Andre Appel.

Andre L Appel disse:

    Vendo a resposta do Ale, me pergunto por que a própria comunidade criou a modalidade NC se esta é assim tão prejudicial à própria comunidade!?

    (Sim, é pergunta retórica. Vou pesquisar 🙂 )

Ni! Legal Andre, imaginando que você já teve tempo para suas pesquisas… 😉 faço um acréscimo.

Não foi a comunidade de acesso aberto quem criou as cláusulas das licenças creative commons, foi uma organização, a Creative Commons, liderada por advogados e cujo objetivo é fornecer instrumentos jurídicos genéricos para a flexibilização dos direitos de autor. Como eles dizem, “some rights reserved”.

Vale observar que a própria Creative Commons, enquanto oferece um espectro de licenças, etiqueta as suas licenças para diferenciar as livres das não livres. As licenças com as cláusulas NC ou ND (não-derivados) não recebem a etiqueta de licença livre.

Mas não se deve ignorar que as licenças contendo as cláusulas NC ou ND são em todo caso melhores que “todos os direitos reservados” e, ademais, podem ser úteis numa transição para licenças livres onde esse for o objetivo.

Contudo, a cláusula NC impacta negativamente o acesso aberto, uma vez que essa comunidade já conseguiu, em grande medida e em particular lutando contra os esforços pró-NC das grandes editoras, estabelecer licenças livres como padrão, e nesse estado a cláusula NC representa um retrocesso, pelas razões previamente expostas.

Lembrando que as grandes editoras não defendem a cláusula NC por vocação última. Elas querem “todos os direitos reservados”. Elas defendem a NC apenas aonde a maré já virou para o acesso aberto, levando-as a analisar esse novo contexto e tanto quanto possível puxar a corda para o seu lado – o lado da exclusão e da mercantilização do conhecimento.

LATmetrics: Altmetria e Ciência Aberta na América Latina

Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2018, a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, receberá a primeira edição do LATmetrics – Altmetria e Ciência Aberta na América Latina. O evento internacional será realizado na Universidade Federal Fluminense visa promover o debate sobre o uso de métricas alternativas para a circulação da ciência e práticas científicas abertas no território latino-americano.

O I LATmetrics surge em um momento de efervescência tanto para a comunicação científica quanto para a geografia da ciência. Mídias sociais e outros espaços digitais têm sido cada vez mais usados por pesquisadores e instituições para o compartilhamento de suas pesquisas com a sociedade, mudando a forma como medimos o impacto social da produção acadêmica. Novas oportunidades e uma série de desafios se impõem aos países periféricos, visto que a cobertura e a qualidade dos dados sobre métricas alternativas não costumam ser compatíveis com as dinâmicas da comunicação científica desenvolvidas nesta região.

Diante desse panorama, pesquisadores de diversas áreas do conhecimento se reunirão pela primeira vez para compartilhar os avanços da pesquisa sobre altmetria e da ciência aberta no contexto latino-americano. Voltado para pesquisadores, avaliadores da ciência, agentes de decisões de políticas públicas, bibliotecários, instituições de pesquisa, estudantes e demais interessados, o I LATmetrics discutirá temas relacionados à circulação científica nos espaços sociais digitais, à cobertura de dados e ao impacto da ciência para a sociedade.

A chamada para submissão de resumos estará aberta até dia 30 de julho.

Esperamos receber submissões para o seguintes eixos, não se limitando a eles:

  • Cobertura de dados na América Latina

  • Ciência aberta na América Latina

  • Métricas alternativas (altmetrics) na América Latina

  • Circulação e divulgação científica

  • Ciência e sociedade – interações públicas com a ciência

  • Políticas públicas e políticas científicas

  • Estudos bibliométricos e avaliação da produção científica

  • Aquisição de financiamento

  • Construção de colaborações de pesquisas internacionais

  • Avaliação da produção científica em línguas não-inglesas

  • Artes e humanidades: avaliação dos resultados da pesquisa não tradicional

O formulário para submissão de propostas está disponível neste link.

Para saber mais, visite nosso site: https://www.latmetrics.com

Marcado com: , , ,
Top