#paracegover
Grupo Texto Livre. Jornal do UEADSL 26/10/2018.
A edição de hoje apresenta uma turma lá de terras capixabas. Vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho da professora Vivian Pinto Riolo e sua turma de Morfologia 2 do curso de Letras do Instituto Federal do Espírito Santo.
Doutoranda em Estudos da Linguagem pela UFMG, na Linha_ Linguagem e Tecnologia, Mestra em Estudos Linguísticos – UFES e Pós-graduada em Estudos da Linguagem – Saberes, Vivian teve contato com o congresso no início de 2018, quando participou da comissão organizadora do UEADSL. “Gostei tanto da estrutura e da organização que resolvi levar meus alunos da turma de Letras do Ifes”, afirma.
Segundo ela, a ideia de participar do evento foi bem recebida tanto pela coordenação do curso quando pelos alunos. Além disso, a disciplina de Morfologia 2, conforme explica Vivian, apresenta uma carga horária extra, voltada para atividades de pesquisa, o que ajudou na elaboração os projetos.
Partindo de discursões em torno das relações morfossintáticas da língua, os projetos de aproximadamente 30 alunos abordam uma crítica à Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Para tanto, foram realizadas analises em livros didático e discursões de como o “professor precisa se preparar para possíveis questionamentos que fogem à prescrição da gramática tradicional, sempre estabelecendo relações com as pesquisas linguísticas realizadas que contrastam a gramática normativa aos fatos da língua”, explica a professora.
Com isso, nos textos que serão apresentados no UEADSL 2018.2, os congressistas poderão encontrar artigos sobre: preposições, as conjunções, os verbos e os advérbios em suas relações morfossintáticas. A ideia, segundo Vivian, “é que o aluno apresente um olhar crítico para as abordagens tradicionais, apresentando exemplos a serem analisados que fogem aos conceitos engessados da gramática prescritiva”.
De acordo com a professora o UEADSL possui uma riqueza nas interações, uma vez que elas começam em sala de aula entre professor-aluno e aluno-aluno. “São apontamentos, contribuições, críticas construtivas, esclarecimentos, parabenizações. E, com isso, o professor pode avaliar a turma processualmente, percebendo o avanço de seus alunos diante das colocações que são feitas a sua pesquisa. Além disso, outros olhares são somados ao do próprio professor que também é constituído nessas interlocuções durante as “comunicações”Ela ainda ressalta que a dinâmica do evento possibilita uma interação assíncrona, garantindo um tempo de reflexão para pensar no conteúdo. Além disso, “as dúvidas ficam registradas e a sensação é a de que nada se perde, pois todos fazem o máximo para esclarecer o que não foi possível explanar no texto, dada a extensão possível para os anais. Só vejo o saldo positivo em eventos online, com destaque para o modelo adotado no UEADSL”, conclui Vivian.
Quer conferir os trabalhos? Então participe do congresso fazendo seu cadastro na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento.
informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br
Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia
Apoio: CAED FALE UFMG
Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke

Jornal do UEADSL - disponível na página do CAED/UFMG https://www.ufmg.br/ead/index.php/4835-2/#paracegover

JORNAL DO UEADSL 19 de outubro de 2018. O que Paulo Freire, linguagem, tecnologia, gamificação e softwares livres têm em comum? Bem, é isso que vamos descobrir nesta nova edição do Jornal UEADSL. Venha conferir e se encantar com essa interdisciplinaridade.
Ofertada desde 2011 para a pós-graduação na linha de pesquisa Linguagem e Tecnologia, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (POSLIN) da UFMG, pela professora Ana Cristina Frike Matte, a disciplina, que se chamava “Aplicações Computadorizadas para os Estudos da Linguagem”, é aplicada em um ambiente digital assíncrono, utilizando uma metodologia paulofreiriana.
Até 2016, ela tinha como foco a lógica da programação de computadores. “Agora, para atender melhor ao contexto das pesquisas em Linguística Aplicada (LA), a matéria foi remodelada para dar mais destaque aos Recursos Educacionais Abertos (REA), ao Conhecimento Livre e à Ciência Aberta”, explica Ana Cristina.
Com a mudança, a disciplina passou a se chamar, em 2018, “Tecnologias digitais e REAs Livres: máquinas, softwares, inteligência artificial, semiótica e jogos”. Em andamento neste segundo semestre e com alunos da Bahia, Espírito Santo, Brasília, Goiás e Minas Gerais, as aulas abordam temas como gamificação de projetos educacionais, tecnologias digitais em rede, inteligência artificial e mediação e recursos livres, recursos abertos.
Um dos resultados do curso é a participação no UEADSL 2018.2. Para tanto, os alunos estão desenvolvendo artigos ligados as mais diversas teorias da linguística, sejam elas da Análise do Discurso ou LA. Além disso, há uma variedade de corpus, voltados principalmente para a gamificação na sala de aula, com experiências vivenciadas com jogos e softwares livres, por exemplo.
Você sabia?
Os alunos da pós-graduação começaram a participar do UEADSL no segundo semestre de 2011, separados dos alunos de graduação. Com tudo, visando uma educação aberta, nas demais edições houve a unificação dos alunos, abrindo, segundo a professora Ana Cristina, “perspectivas aos graduandos e levando os pós-graduandos a assumirem uma postura mais didática, enriquecendo sobremaneira o debate de todos os trabalhos”.
Quer conferir? Então participe do congresso fazendo seu cadastro na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento.
Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br
Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia
Apoio: CAED FALE UFMG
Texto: Natália Giarola, Edição: Ana Matte, Tuxy: Lucca Fricke

Grupo Texto Livre. Jornal do UEADSL 10/10/2018. Nesta edição, vamos conhecer um pouco mais sobre o Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – UEaDSL. A sua última edição ocorreu no primeiro semestre de 2018, entre os dias 25 e 29 de junho. Com o tema Con-sciência”, a 12ª edição contou com a participação de estudantes e professores dos cursos de Letras, Educação, Nutrição, Engenharia, Ciências Biológicas, Medicina, Contabilidade e Administração da UFMG, FURG, UNIFAL, UFVJM, UNINTA, UNEB, e IFES. Além disso, o evento registrou 53 trabalhos, entre conferências e artigos das mais diversas áreas, totalizando em média 1828 visualizações por dia. O UEADSL é uma construção coletiva, feita exclusivamente por trabalho voluntário, bem no jeito como o Texto Livre gosta de fazer: cada profissional ajuda naquilo que mais gosta de fazer, naquilo que, por isso mesmo, sabe fazer melhor. Para conhecer o Texto Livre e, quem sabe?, juntar-se a nós, acesse nosso site: http://textolivre.org. Venha e FicLivre! A última edição também deve quebra de recordes, ao passar 24 mil visualizações totais, durante o mês do congresso e o de visualizações num único dia, que era de 2575, novembro de 2017, e alcançou 4079 em 25 de junho. Outro ponto alto foi a participação dos congressistas, com 1504 comentários que, somados aos comentários da Comissão Científica, realizados antes do início do evento, totalizaram 2294 comentários, bem acima dos 1500 alcançados em cada edição de 2017. Os números são de surpreender!!! Se comparamos com um evento presencial, as visitações e interações equivaleriam a um grupo de aproximadamente 150 pessoas assistindo cada trabalho e a, pelo menos, sete fazendo perguntas sobre o mesmo. Ficou com vontade de participar? Então corre, porque ainda dá tempo! Você pode encaminhar propostas para a Roda de Conversas ESQUENTANDO O FICLIVRE até 22/10. São propostas na forma de um artigo de 4 a 6 páginas que tenham como meta abrir uma discussão a partir de experiências e pesquisas que você quiser compartilhas para outros educadores e professores em formação. Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br A última edição também deve quebra de recordes, ao passar 24 mil visualizações totais, durante o mês do congresso e o de visualizações num único dia, que era de 2575, novembro de 2017, e alcançou 4079 em 25 de junho. Outro ponto alto foi a participação dos congressistas, com 1504 comentários que, somados aos comentários da Comissão Científica, realizados antes do início do evento, totalizaram 2294 comentários, bem acima dos 1500 alcançados em cada edição de 2017. Os números são de surpreender!!! Se comparamos com um evento presencial, as visitações e interações equivaleriam a um grupo de aproximadamente 150 pessoas assistindo cada trabalho e a, pelo menos, sete fazendo perguntas sobre o mesmo. Ficou com vontade de participar? Então corre, porque ainda dá tempo! Você pode encaminhar propostas para a Roda de Conversas ESQUENTANDO O FICLIVRE até 22/10. São propostas na forma de um artigo de 4 a 6 páginas que tenham como meta abrir uma discussão a partir de experiências e pesquisas que você quiser compartilhas para outros educadores e professores em formação. Se ainda não está cadastrado na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, cadastre-se: http://eventos.textolivre.org/cadastro-PlataformaEventos/ Em seguida, inscreva-se-se na edição em andamento. Atalho: http://ueadsl.textolivre.pro.br/inscreve Submissões de propostas para o ESQUENTANDO O FICLIVRE abertas até 22/10/18, acesse o bloco PARTICIPE! para maiores informações, na página do UEADSL2018.2: http://ueadsl.textolivre.pro.br O UEADSL apóia a Educação Aberta e o Conhecimento Livre. Se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querer vê-las. Que tristes os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas. Mário Quintana. Promoção: Grupo de Pesquisa, Ensino e Extensão Texto Livre: Semiótica e Tecnologia. Texto: Natália Giarola Edição: Ana Matte Tuxy: Lucca Fricke Apoio: CAED, FALE UFMG.

Num ano cheio de decepções e de muita expectativa em relação ao futuro, o UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – traz novidades capazes de torná-lo um evento forte para integração entre aqueles que ensinam, aprendem e gostam de ensinar e aprender, com propostas de novos palcos e de novas funções. Este evento, que frequenta as páginas deste blog há anos, é um REA: foi criado como um anfiteatro no qual professores trazem suas turmas para atuar como cientistas apresentando seus trabalhos acadêmicos para toda a sociedade brasileira interessada.

Além do já tradicional palco em que as turmas de graduação e pós apresentam e defendem seus trabalhos de final de disciplina, desde 2010, orientados por seus professores, estamos com duas novas propostas para 2018.2: 1) um palco especialmente voltado a trabalhos em nível fundamental e médio, a Feira de Saberes, em que vão estrear uma turma de 7.a série do ensino Fundamental, de uma escola pública de Belo Horizonte, e uma turma de EJA de Itamarandiba – MG, vinculada à Licenciatura em Educação do Campo da UFVJM; e 2) um palco especialmente voltado a professores, ativos, em formação ou aposentados, que vai abrigar uma grande Roda de Conversa, “Esquentando o FicLivre”, que nasceu do I Encontro de Paulo Freire com o Conhecimento Livre, em julho passado, em Porto Alegre.

Dentre as novas funções, cabe destacar a chamada para professores  e estudantes de pós-graduação atuarem como coordenadores de mesa e pareceristas externos no UEADSL2018.2.

O papel de coordenador de mesa no UEADSL foi criado em 2016 a pedido do público do evento, mais especificamente estudantes de pós-graduação e professores interessados em interagir mais de perto com os autores, cientistas em formação, no processo colaborativo de aprendizagem da vida e da escrita acadêmicas. Do mesmo modo, foram esses mesmos estudantes de pós e professore, já atuando como Coordenadores de Mesa, quem nos estimulou a ampliar seu papel, permitindo que atuem também como pareceristas dos mesmos trabalhos das mesas que vão coordenar.

Essa nova função amplia os horizontes de todos os participantes: dos professores, que passam a ter um profissional de sua área com quem dialogar durante o processo de construção dos textos dos alunos, destes alunos, que passam a ter uma segunda opinião sobre seus trabalhos durante a fase de revisão e, como eles mesmos nos apontaram, dos próprios Coordenadores de Mesa, que passam a ter uma visão processual dos trabalhos em que atuam diretamente no evento.

As inscrições estão abertas até 7/10, mas antecipamos a chamada em virtude de mais uma novidade que o UEADSL traz neste semestre: desenhado e ministrado pela prof. da UFMG Ana Matte, pesquisadora em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, abrimos um curso de capacitação para professores, coordenadores de mesa e pareceristas. O curso é aberto apenas para quem atua voluntariamente no evento em posições equivalentes; visa habilitar os participantes a atuarem em funções acadêmicas pouco exploradas didaticamente pela universidade. O curso, gratuito e assíncro, totalmente online, tem a duração de 60h e dá direito a certificado da UFMG. Com prazo de realização até 19/11, o curso trabalha os seguintes tópicos: eventos online para fins educacionais, gamificação de projetos educacionais, planejamento de ensino usando evento online como recurso e escrita acadêmica de editorial, pareceres e comunicação formal, dentre outros gêneros.

Para participar, é necessário cadastrar-se na Plataforma de Eventos do Grupo Texto Livre, preencher o formulário de inscrição de Coordenadores de Mesa e Pareceristas Ad Hoc e solicitar a chave de inscrição no curso pelo e-mail ueadsl.sec@textolivre.org.

 

 

Publiquei este material no fórum de notícias do evento. Apareçam, está muito interessante: http://ueadsl.textolivre.pro.br


Este gráfico mostra as visualizações por tipos de acesso (a linha superior é a soma de todos, as outras correspondem a ouvinte (participante não inscrito no evento), participante (autor, coordenador de mesa e público inscrito) e professor (membros da Comissão Científica e Organizadora).

O primeiro dia do UEADSL segue o padrão dos outros anos, sendo bem movimentado. Na quarta e na quinta mantém-se estável, com um ótimo número de visualizações por participantes inscritos, uma maior participação de professores e diminuição do público ouvinte que chamamos de mudo, pois só observa e não participa com comentários. O gráfico mostra que as pessoas que por aqui passaram no dia 25 visualizaram, no total, 4079 páginas, um número recorde de visualizações no mesmo dia, na história do UEADSL desde 2010. O recorde anterior era de 29 de novembro de 2017, no UEADSL2017.2, quando tivemos 2575 visualizações num único dia.

No Moodle tornou-se mais fácil distinguir as visualizações conforme o foco, por meio da análise dos logs por dia. Podemos, portanto, saber exatamente quantas vezes as páginas do Anfiteatro, exclusivamente, foram acessadas só ontem: 1900 vezes, das quais somente 304 feitas por visitantes não logados.

Imagine só: em média, um participante como você visitou 98 locais diferentes só no dia de ontem e somente contando os espaços do bloco de programação e Anfiteatro. No anfiteatro, que possui 53 salas de apresentação de trabalhos, o trânsito de pessoas por sala ficou em 35 e cada trabalho recebeu, em média, 2,6 comentários. Parece normal, imagine uma sala com 36 pessoas assistindo seu trabalho e 3 delas fazendo pergunta no final: uma boa apresentação de trabalho, não?

Agora, lembremo-nos que os trabalhos no UEADSL ficam todo o tempo sendo apresentados e discutidos. Até ontem, já alcançamos uma média de 147 pessoas assistindo e 7,1 comentários em cada trabalho:

E só tende a aumentar, em geral até domingo.

Então, se você acha que o evento está vazio, se liga: a grande vantagem do evento ser online e assíncrono é que eu posso ir ali tranquilamente buscar um café e continuar assistindo a comunicação exatamente de onde parei, sem perder nada e nem tendo que tropeçar nas pessoas para conseguir um biscoitinho 😀 Mas as pessoas estão aqui, com certeza!

Até janeiro de 2012, o Google tinha um conjunto de aplicativos online disponíveis para uso gratuito, sendo necessário ter uma conta em cada um (normalmente criada voluntariamente por nós para cada produto usando nossa conta do gmail). Assim, se eu não quisesse participar do Google Mais, não participava, e assim por diante. Já naquela época eu, usuária do gmail desde poucos meses depois que ele foi criado, me incomodava com as propagandas que, na página do gmail, mostravam claramente que o gmail “lia” minhas correspondências, pois dependendo do assunto que me movimentava na semana, as propagandas mudavam. Essa “leitura”, que continua existindo, de forma cada vez mais invasiva, mais eficiente (dependendo do ponto de vista) e mais sofisticada, corresponde a uma mineração semântica inteligente de todos os dados que forem disponibilizados na rede pelo usuário, inclusive imagens, sons etc.

Lembro que o Fred Guimarães, criador do SLEducacional, já no primeiro Dia da Cultura Livre, promovido pelo Texto Livre em 2010, nos alertava para os rumos que a política do Google tomava em relação à privacidade e a maioria de nós ouvia mais com curiosidade do que com preocupação as palavras daquele que parecia ser radical demais. Mas não era.

Depois desse dia fui ler de novo, com mais atenção, os termos de uso do gmail, e concluí que mesmo os documentos anexos, ao passarem pelo gmail, passavam a ser propriedade da empresa. Imagine só: todos os documentos trocados pelos professores, alunos e funcionários da UFMG, mesmo que a pessoa não usasse gmail, mas um destinatário sim, “legalmente” seriam propriedade da empresa. Melhor dizendo: ilegalmente, já que os documentos da UFMG são da UFMG por direito. Mas, como todos nós concordamos com os termos de uso quando usamos um software qualquer, concordávamos com essa ilegalidade e, caso houvesse um problema conosco por um documento que era da universidade e passou a ser do gmail (eu imagino mil situações em que isso poderia virar problema de tribunal), o Google, com certeza, estaria protegido, mas nós ficaríamos entre a frigideira e o fogo, ou seja quem fica vulnerável é o usuário.

Em fevereiro de 2012, o Google avisou a todos os usuários que integraria todas as contas numa só e que, se não concordássemos em ser usuário de qualquer um de seus produtos, tínhamos 30 dias para encerrar a conta, ou o uso dela caracterizaria aceite das novas normas. Eu? Não queria usar o Google Drive, muito menos o Google Mais, e qual quer outro produto além do e-mail e da agenda. Passei o mês maluca, entre preparar disciplinas do semestre, organizar o Texto Livre e tentar achar uma solução para sair do gmail. Porquê? Porque eu trabalho com e-mail (e com a agenda integrada do google), 70% daquilo que preciso acontece lá e simplesmente fechar a conta em que eu centralizava tudo seria um desastre, podia contar que o ano estaria todo comprometido, sem exageros. Perdi todas as horas que pude em busca de uma solução e não achei. Resolvia o e-mail, que era o mais fácil, mas perdia toda a agenda. As melhores soluções livres que encontrei seriam para ter a agenda e o e-mail no computador, mas isso acarretaria um trabalho extra enorme para atualizar tudo, sem contar com a questão de espaço físico no disco, haja espaço!

Muito a contragosto, continuei no Gmail e continuo até hoje. Cada vez que digito uma mensagem, estou fornecendo dados sobre mim mesma para essa empresa. Consciente da opressão que sofro, sou ainda incapaz de resolver o problema. Ainda estou procurando tempo para encontrar uma solução.

Um produto do Google eu passei a usar por conveniência, o Youtube. Mas deixei de usar o Google para buscas online. Porque? Simplesmente porque o Google me conhece tanto que qualquer busca que eu faça na internet vai, em última análise, trazer mais de mim mesma, ou seja, ele decide o que quero a partir dos temas que costumo frequentar eme impede de conhecer coisas novas, realmente novas. Hoje eu uso o DuckDuckGo.com, “the search engine that doesn’t track you”:

Bem, esta semana recebi uma mensagem do Goole, com conteúdo semelhante a outra recebida hoje, do ORCID: estão mudando as regras porque uma lei européia (General Data Protection Regulation) exige agora maior clareza dos termos de uso (já não era sem tempo!). Talvez, com isso, mais pessoas leiam as licenças antes de fechar os contratos.

A pergunta que não quer calar: toda vez que instalamos um aplicativo no celular, concordamos que ele acesse pelo menos parte importante de nossos dados. Cadê os termos de uso discriminados e completos? Onde estamos nos metendo? O que será feito disso? Como isso poderá nos afetar?

A meu ver, estamos assinando papéis em branco e dando de presente a essas empresas que, como o Google, nem na minha mais alucinada ilusão ingênua eu poderia pensar que vão fazer algo que possa me defender contra elas. Até onde sei, somos indivíduos com direito à privacidade estabelecida por lei. Se os dados da ciência devem ser abertos, os dados pessoais não, exceto com nossa aprovação explícita e ratificada a cada situação em que isso puder acontecer. Muito menos, devem deixar de ser nossos simplesmente porque usamos um software ou aplicativo: deveria ser um direito inalienável. Então, se nosso direito está sendo roubado, no mínimo precisamos ter consciência disso e, sem dúvidas, este deveria ser um tópico indispensável de qualquer trabalho de letramento ou inclusão digital.

Hoje, encerramento oficial do Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre, duas conferências de encerramento estão em destaque:

A conferência “Uma plataforma de ciência aberta para o Brasil”, da Viviane Toraci, apresenta “os resultados alcançados na tese de doutoramento da autora. Mais do que compartilhar conclusões de um estudo acadêmico, conclama uma posição política do Estado brasileiro em prol do desenvolvimento da Ciência Aberta como princípio para a produção científica nacional sob financiamento público. Palavras-chave: ciência aberta; política de comunicação, comunicação científica, acesso livre”. Viviane é doutora em Comunicação pela UFPE e é servidora da Fundação Joaquim Nabuco, onde está desenvolvendo a pesquisa “Divulgação científica na internet e o ensino de Ciências Humanas na educação básica”.  Acesse o artigo e o podcast aqui.

Ana Matte (eu) e Thalita Almeida, ambas da UFMG, do grupo Texto Livre, apresentam um estudo que mostra as confluências de atores, estratégicas, recursos e metas que fazem do UEADSL um jogo: “Pensar o UEADSL como um jogo é a base de sua eficácia: somente quando o jogador assume o papel do personagem, que lhe é designado, a mágica acontece: a destreza necessária é aprendida e a perspicácia para ir além do óbvio é, aos poucos, adquirida, processo que se pode chamar de empoderamento do jogador.” Acesse o artigo e o podcast de “UEADSL é um jogo: conheça nossa jogada” aqui.

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Ainda hoje serão concedidas as Menções Honrosas e voltaremos com essa e mais notícias. Participe!

reportagem: Marcela Gontijo

Começou ontem o O Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – UEaDSL e já tivemos muitos acessos! Apesar de registrar comentários do público desde sexta dia 23, somente nesta segunda o evento começou oficialmente , com encerramento previsto para sexta-feira, dia 1º. A 13ª edição do evento online recebeu .

Na última edição, em junho desse ano, tivemos mais 12 mil acessos no portal do evento e a atual edição já conta com mais de 5 mil acessos. Um sucesso! Com cerca de 1500 visitantes até agora, por ser um evento online assíncrono, o UEADSL tem visitantes do Brasil, Angola, Portugal, Estados Unidos, Moçambique, Alemanha Candá e México, o que só contribui para a diversidade do evento. Dentre os termos mais buscados, temos “repertorio linguístico dos adolescentes” e “ueadsl”.

As expectativas para o evento estão altas, pois há muitos trabalhos interessantes este semestre feito por diversos alunos e bolsistas. Quem quiser conhecer mais, pode conferir em nosso site! Amanhã voltamos com mais notícias.

Algumas figuras do evento (obtidas por Matte, 2017, Usando Jetpack/Wordpress):

Dados de novembro até 18h do dia 27.
Dados de novembro até 18h do dia 27.

 

Participação por país.
Participação por país.