Foi anunciada hoje a edição 2015 da OpenCon, conferência sobre acesso aberto, educação aberta e dados abertos voltada para estudantes e profissionais acadêmicos em início de carreira. Com o tema “Empowering the Next Generation to Advance Open Access, Open Education and Open Data”, o evento acontecerá entre os dias 14 e 16 de novembro em Bruxelas, Bélgica. A primeira OpenCon aconteceu no ano passado nos EUA, reunindo 115 pessoas de 39 países – entre eles a brasileira Renata Aquino, que relatou a experiência no seu blog.

Em 2014, a maioria dos participantes da OpenCon recebeu bolsas de viagem integrais, graças ao patrocínio de organizações como Max Planck Society, eLife, PLOS, e mais de 20 universidades. Isso deve acontecer também este ano. Por causa disso, a participação será limitada. As inscrições para uma vaga na conferência começam no dia 1° de junho de 2015.

A programação da OpenCon 2015 começará com dois dias de palestras e mesas-redondas em estilo mais tradicional combinadas com oficinas interativas, para aproveitar tanto a experiência dos líderes dos movimentos de acesso aberto, educação aberta e dados abertos quanto a experiência de participantes envolvidos em projetos bem-sucedidos. Patrick Brown e Michael Eisen, dois dos co-fundadores da PLOS, estão confirmados para uma das palestras principais do encontro. O terceiro e última dia repetirá a experiência do Advocacy Day – um treinamento rápido seguido da oportunidade de se reunir pessoalmente com representantes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, de embaixadas, e de ONGs chave, para falar sobre os temas de interesse da conferência.

Neste ano será dado um destaque ainda maior à construção de uma comunidade em torno da OpenCon, incluindo a realização de eventos satélite – encontros organizados de forma independente misturando conteúdo da conferência principal com apresentadores locais. A Universidade Federal do Ceará organizou um desses em 2014 (apresentação disponível aqui), seria ótimo ver mais instituições brasileiras envolvidas este ano! As informações para interessados em organizar um evento satélite da OpenCon estão no site http://www.opencon2015.org/satellite.

A OpenCon 2015 está sendo organizada pela Right to Research Coalition, SPARC, e um comitê formado por instituições e estudantes de todo o mundo. Eu, Iara Vidal, faço parte desse comitê e estou muito animada com esta oportunidade! Espero ver alguns de vocês por lá.

As inscrições para a OpenCon 2015 começam em 1° de junho de 2015. Para mais informações sobre a conferência, visite www.opencon2015.org/updates.  Você também pode acompanhar a OpenCon pelo perfil oficial no Twitter, @Open_Con, ou usando a hashtag #opencon.

 

Nesta sexta serão abertas as inscrições para o UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – de 10 a 17 de abril: http://ueadsl.textolivre.pro.br

Trata-se de um evento com caráter didático: as etapas iniciais não são eliminatórias, permitindo aos participantes reformularem sua proposta – inclusive minicurrículo – a partir da orientação recebida da Comissão Científica.O principal objetivo é ampliar os horizontes das discussões intra-classe para o universo online, com a participação de diferentes comunidades de software livre e ciência aberta, dentre outras.

O UEADSL, promovido pelo grupo Texto Livre, acontece desde o segundo semestre de 2010  e esta é a primeira edição com participação de professores de outros estados (nomes na comissão científica, na página http://textolivre.pro.br/blog/?page_id=2).
Em virtude dessa participação, prevista desde o início, o UEADSL conta com um sistema de gerenciamento do evento online altamente escalável e estão sendo preparados tutoriais de orientação para os professores iniciantes no processo, disponíveis em http://ueadsl.textolivre.pro.br/arquivos/. O tutorial sobre inscrição de turmas explica o processo da primeira etapa de submissão de trabalhos. Os trabalhos apresentados e que tiverem avaliação suficiente pela Comissão Científica serão publicados nos anais.

Da FALE/UFMG já temos confirmada a participação de alunos de graduação e pós-graduação.

Para saber mais:

 Participe!
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Neste mês aconteceu em Washington D.C. a OpenCon 2014, conferência sobre ciência aberta com foco em publicação, dados e educação, que se destaca por buscar reunir pesquisadores jovens e com representatividade de todas as regiões do planeta.

A colega Renata Aquino, pesquisadora na Federal do Ceará, esteve lá e escreveu um post de blog muito interessante, com inúmeros links para apresentações e outros ponteiros da conferência!

OpenCon2014

… Além destas experiências, pude apresentar um pouco da pesquisa desenvolvida sobre redes sociais científicas e educação e a apresentação pode ser vista em http://j.mp/opencon2014 e um registro em http://opencon2014.org/blog/opencon-project-presentations-round e em vídeo. …

Ler o post completo.

Abraços,

Ni!

No último sábado ocorreu nosso sprint relacionado com o Lattes e aqui você encontram algumas reflexões.

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Pouca Participação

Apenas eu e o Tel participamos. Esperávamos que mais pessoas participassem, pelo menos remotamente, pois problemas com o Lattes é algo que sempre ouvimos em um encontro de ciência aberta além de várias pessoas terem mostrado interesse em utilizar a informação do Lattes. Como aumentamos a participação ainda é uma questão em aberto.

Error Log

Logo no início das atividades descobrimos que o log de erro do Lattes é disponibilizado ao usuário quando tenta-se acessar um perfil que não existe como esse aqui.

Base de Dados para Análise

Uma dos objetivos do sprint era verificar a viabilidade de utilizar o scriptLattes para criar uma base de dados com parte significativa de currículos Lattes que pudesse ser compartilhada entre os interessados em meta-"ciência aberta". Infelizmente não conseguimos verificar um dos arquivos que queríamos (ver mais informações aqui).

Também verificamos que o scriptLattes precisa de uma correção para lidar com requisições de perfis inexistentes pois aparentemente ele não desiste de tentar baixar o perfil inexistente.

Outras conversas

Também tivemos algumas discussões sobre coisas que não gostamos no Lattes, como que elas "deveriam" ser e o que poderíamos fazer. Você pode ler algumas sobre isso na Wikiversidade.

Esse sábado, 08 de novembro, será realizado na UNICAMP um sprint voltado ao OpenLattes/ScriptLattes como previamente anunciado.

Como Participar

Estaremos utilizando o espaço do NIED na UNICAMP e os interessados apenas precisam comparecer no NIED a partir das 9:00. Para quem não conhece o NIED, ele fica de frente para a Praça da Paz e do Restaurante Del Sol (ver OpenStreeMap).

Esperamos ter suporte a vídeo conferência para possibilitar a participação remota de quem desejar mas já podermos confirmar no início das atividades. Fique atento aos comentários deste post.

Para quem não mora em Campinas e quiser participar, você pode tentar combinar uma carona na nossa lista.

Projetos Propostos

Temos vários projetos propostos tanto para o OpenLattes como para ScriptLattes. Fique a vontade para adicionar novas propostas.

Maiores informações

Se precisar de maiores informações você pode utilizar os comentários desse post.

No dia 08 de novembro, sábado, será realizado na UNICAMP um sprint voltado ao OpenLattes/ScriptLattes.

Sumário

O objetivo do sprint é iniciar as atividades relacionadas com o OpenLattes/ScriptLattes (isso inclui debate sobre o projeto, planejamento, prototipagem, documentação, …) e colocar as pessoas da comunidade interessadas no assunto em contato.

As atividades serão realizadas no NIED, com início às 9:00, com a possibilidade de participação remota.

Propostas

Qualquer trabalho relacionado com o OpenLattes/ScriptLattes são bem vindos. Apenas pedimos que seja feita uma proposta inicial concreta pois, normalmente, começar sem um norte é uma forma de andar em círculos durante o sprint.

As propostas iniciais incluem: documentar o ScriptLattes, escrever exemplos que utilizam o ScriptLattes, portar o ScriptLattes para Python3 (com algumas melhorias de engenharia de software).

Se tiver alguma sugestão você pode utilizar o sistema de comentários desse blog para fazer sua sugestão.

Como participar

Estaremos utilizando o espaço do NIED na UNICAMP e os interessados apenas precisam comparecer no espaço dia 08 a partir das 9:00.Teremos suporte a vídeo conferência para possibilitar a participação remota de quem desejar.

Adoraríamos ver caravanas do pessoal da região “metropolitana” do Estado São Paulo.

Outras perguntas e respostas

  1. Quem pode participar?

    Qualquer um.

  2. Preciso ser um programador?

    Não. As pessoas melhor qualificadas para várias das atividades são aquelas sem conhecimento de programação.

  3. Devo levar meu próprio computador?

    Sim.

  4. Sobre almoço, lanche e happy hour?

    Existem boas opções próximas ao NIED.

  5. Saiba mais na página do projeto na Wikiversidade

Acesso Aberto e Ciência Aberta são parte dos princícios essenciais para a criação e compartilhamento de conhecimento. Com o objetivo de apoiar, integrar, fortalecer e facilitar a adoção e implementação de tais conceitos entre os pesquisadores da União Européia, 25 integrantes de 13 instituições que formam o consórcio FOSTER (Facilitate Open Science Training for European research), iniciaram um projeto de dois anos para promover o conhecimento e as práticas de Open Access, Open Datas e Open Science na União Européia.

Para acompanharem os próximos desenvolvimentos do projeto podem seguir a informação via:

Twitter: @fosterscience

Hashtag: #fosteropenscience

Facebook Page: https://facebook.com/fosteropenscience

Site: http://www.fosteropenscience.eu

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Nota: Este post foi inspirado por esse post de Nina Paley e as imagens foram originalmente publicadas no mesmo post. Para quem não conhece, Nina Paley é uma artista plástica contra o direito autoral e suas obras são licenciadas sob CC-BY ou domínio público.

Propaganda: se você está procurando um presente de natal para alguém, considere esse livro da Nina Paley. É um dos poucos livros não técnicos sob CC-SA que conheço.

Quando falamos de conhecimento livre estamos nos referindo aquele que, dentre outras coisas, podemos repassar aos nossos amigos e cuja única condição aceitável seja citar o autor original. A transmissão do conhecimento livre é maravilhosamente ilustrada na animação abaixo.

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Infelizmente ainda vivemos em um mundo onde a maior parte do conhecimento não é livre, seja por questões financeiras ou pela lei de direitos autorais cuja desobediência pode levar a multas e até prisões. Independente do motivo pelo qual o conhecimento não circula, indivíduos ficam tristes (ver image abaixo).

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Se você também está infeliz com a realidade atual, retire um dos itens da sua lista de resoluções de ano novo participando do próximo encontro mensal da OKF-BR (maiores informações aqui).

Atualização em 04/11/2013: Os slides das apresentações encontram-se disponíveis no slideshare.

Nota 1: Este post corresponde a uma tradução do anterior que encontra-se em inglês.

Nota 2: As opiniões presentes neste post não representam o grupo de trabalho em Ciência Aberta como um todo.

Nos dias 6 e 7 de Outubro ocorreu a 4ª CONFOA (Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto) a partir da qual eu gostaria de levantar alguns tópicos para debate.

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Na conferência tivemos várias apresentações sobre acesso aberto, dados abertos, repositórios institucionais, direitos autorais, …, mas eu consigo lembrar de apenas DUAS apresentações cujos slides estava marcados com uma licença aberta:

  • Disponibilidad en acesso aberto de la produccion científica de los países de África lusófona. Martins Fernando Cuambe and Gema Bueno de la Fuente.
  • Cross-Ref, DOI (Digital Object Identifier) e serviços: Estudo comparativo luso-brasileiro. Edilson Damasio.

Então slides é um tipo de conteúdo que não deve ser aberto?

Nas recomendações de Budapest encontramos a definição abaixo para acesso aberto (tradução e destaque pelo autor deste post):

Por “acesso aberto” da literatura científica revisada por pares, nós entendemos que ela encontra-se livremente disponível ao público da internet, permitindo qualquer um lê-lo, baixá-lo, copiá-lo, distribuí-lo imprimí-lo, fazer busca nele, ou criar links para o texto completo desses artigos, utilizá-lo para produção de índices, passá-lo como informação/entrada para um programa de computador (software), ou utilizá-lo para qualquer outro propósito legal, sem barreiras financeiras, legais ou técnicas outras que não inseparáveis da obtenção do acesso da internet. A única restrição para a reprodução e distribuição, e a única regra para o direito autoral neste domínio, de ser dar ao autor o controle sobre a integridade do seu trabalho e o direito de ser adequadamente reconhecido e citado.

No Brasil, muitos chamam de documentos “abertos” aqueles que podemos apenas ler. Na minha opinião, devemos começar a chamar esse tipo de documento apenas de acesso grátis para evitar mal entendidos.

Também no Brasil, as pessoas gostam de utilizar as licenças Creative Commons com a condição de uso não comercial. Pedi ao senhor Marcos Alves de Souza do Ministério da Cultura por uma definição de uso comercial e ele disse que tal não existe. Desta forma e na minha opinição, uma vez que não consiguimos fazer uma diferença clara do que é uso comercial devemos parar de utilizar a condição de uso não comercial das licenças Creative Commons pois o uso dessa restrição apenas atrasa o processo de inovação como foi dito várias vezes na conferência.

Updated in 2013/11/04: Some of the slides are available at slideshare.

Note: The opinion in this post aren’t from the work group in Open Science as a hole.

In 6th and 7th of October happen the 4th CONFOA (Portuguese-Brazilian conference about Open Access) from it I would like to rise three topics to debate.

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The conference have lots of presentations about open access, open data, institutional repository, copyright, …, but I can only remember of TWO presentations that the slides have a free license:

  • Disponibilidad en acesso aberto de la produccion científica de los países de África lusófona. Martins Fernando Cuambe and Gema Bueno de la Fuente.
  • Cross-Ref, DOI (Digital Object Identifier) e serviços: Estudo comparativo luso-brasileiro. Edilson Damasio.

So presentations are one type of content that should NOT be open?

From the Budapest recommendations we have the following definition of open access (boldface from the author of this post):

By “open access” to [peer-reviewed research literature], we mean its free availability on the public internet, permitting any users to read, download, copy, distribute, print, search, or link to the full texts of these articles, crawl them for indexing, pass them as data to software, or use them for any other lawful purpose, without financial, legal, or technical barrier other than those inseparable from gaining access to the internet itself. The only constraint on reproduction and distribution, and the only role for copyright in this domains, should be to give authors control over the integrity of their work and the right to be properly acknowledged and cited.

In Brazil, most of the called “open” documents ONLY permit the reading. In my humble opinion, we must start calling this type of document “free beer” access to avoid misunderstandings.

Here in Brazil, people like to use the Creative Commons licenses with the noncommercial clause. I asked Marcos Alves de Souza from brazilian’s ‘Ministério da Cultura” for a definition of noncommercial use and he say that it doesn’t exist. So in my humble opinion, once we can’t make clear what is noncommercial we should stop using the noncommercial clause of Creative Commons because the use of this clause only slow the innovation as say, many times, in the conference.