Logo obtido em http://science.mozilla.org/

A partir de agora o Blog contará com uma newsletter mensal, adaptada da produzida pelo Mozilla Science, com as principais novidades sobre a Ciência Aberta!

Reuso de dados

A Mozilla Science divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o reuso de dados de pesquisa.

Grupos de estudo da Mozilla Science

O último encontro dos Grupo de Estudos, que aconteceu dia 20 de Maio, reuniu palestrantes sobre Biojulia, um aplicativo de linguagem Julia para bioinformática. Você pode acessar o Etherpad ou o video do encontro para ficar por dentro do que rolou.

Projetos

No encontro de projetos, foram ouvidos diversos participantes do #mozsprint, uma jornada de dois dias por ferramentas, materiais e recursos pela ciência aberta. Novos projetos ainda estão sendo aceitos. Sobre a jornada.

Tópicos quentes

Fonte: http://openaccessweek.org/

Estamos na semana do acesso aberto!

Algumas formas de contribuir:

Uma ótima semana para todos =)

Posts notados na semana:

Da ciência cidadã à ciência comum – por Bia Martins
Raquel Recuero on Social Networks and Open Access in the Social Sciences – no blog da SAGE Open

Fonte: http://tropixel.ubalab.org

Esta semana ocorre em Ubatuba o Tropixel Labs:

Tropixel Labs é a quarta edição do evento que trabalha na fronteira entre arte, ciência, tecnologia e sociedade em Ubatuba/SP. Acontece entre os dias 22 e 24 de outubro, acompanhando a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (…)

Dentre as atividades haverá uma rodada sobre o projeto Ciência Aberta Ubatuba, oficinas de hardware aberto para pesquisa, e debates sobre ‘Educação Aberta’ e ‘Ciência, Tecnologia e Inovação’, além da exibição de filmes da mostra Bio-fiction.

Veja a programação completa no site do encontro.

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Os dias 19-25 de Outubro constituem a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia desse ano. Nesse período, várias atividades envolvendo ciência e tecnologia acontecem em universidade, centros de pesquisas, …

Inscrições de atividades inda estão abertas aqui. Se você for realizar alguma atividade, mencione-a nos comentários ou escreva um post sobre ela.

Ciência Aberta, Questões Abertas - lançamento

Nos dias 19 de agosto (no Rio de Janeiro) e 24 de agosto de 2015 (em São Paulo), ocorrerá o lançamento do livro “Ciência Aberta, questões abertas”, resultado do Seminário Internacional com o mesmo nome, realizado no Rio de Janeiro em agosto de 2014. Locais e horários dos lançamentos serão:

No Rio de Janeiro, dia 19 de agosto das 17:00 às 19:30, no restaurante do CBPF, Rua Lauro Muller 455, Botafogo.

Em São Paulo, dia 24 de agosto das 18:30 às 21:30, na Casa Jaya, Rua Capote Valente 305, próximo ao metrô Clínicas.

A coletânea foi organizada por Sarita Albagli (Ibict), Maria Lucia Maciel (UFRJ) e Alexandre Hannud Abdo (GHC), e editada pelo Ibict e a Unirio.

O livro conta com os seguintes capítulos:

Ciência aberta em questão por Sarita Albagli

Modos de ciencia: pública, abierta y común por Antonio Lafuente e Adolfo Estalella

Ciência aberta: revolução ou continuidade? por Alessandro Delfanti e Nico Pitrelli

O caminho menos trilhado: otimizando para os impactos desconhecidos e inesperados da pesquisa por Cameron Neylon

O que é ciência aberta e colaborativa, e que papéis ela poderia desempenhar no desenvolvimento? por Leslie Chan, Angela Okune e Nanjira Sambuli

Ciência cidadã: modos de participação e ativismo informacional por Henrique Parra

Hardware aberto para ciência aberta no sul global: Diplomacia geek? por Denisa Kera

Ciência aberta: dos hipertextos aos hiperobjetos por Rafael Pezzi

Dados abertos e ciência aberta por Jorge Machado

Educação superior a distância, universidade aberta e ciência cidadã: o desafio das diferenças por Ludmila Guimarães

Por que open notebook science? Uma aproximação às ideias de Jean-Claude Bradley por Anne Clinio

Direções para uma academia contemporânea e aberta por Alexandre Hannud Abdo

O livro digital, em português e em inglês, já está disponível no Portal do Livro Aberto do IBICT. Para baixá-lo:

Ciência Aberta 2015
Ni! Caros colegas,

Encontram-se abertas as chamadas para trabalhos acadêmicos, relatos de experiência e
laboratórios de capacitação (workshops) do terceiro encontro anual Ciência Aberta,
realizado em parceria com a OpenCon 2015.

O evento este ano acontece em São Paulo, entre a ECA-USP e o GHC, nos dias 25 a 28
de Novembro. Serão dois dias de capacitação e dois dias de seminário internacional.

Mais informações e os procedimentos para enviar propostas estão em:

https://www.cienciaaberta.net/encontro2015/

Dúvidas podem ser encaminhadas para o email: ca2015-equipe@googlegroups.com

Um abraço, participem e ajudem a divulgar!

Dr. Alexandre Hannud Abdo
http://cecm.usp.br/~eris/
Dr. Marcos Mucheroni
http://www3.eca.usp.br/cbd/marcos.mucheroni

Imagem: Cristiano Sant'Anna/Divulgação - Fonte: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/07/ciencia-aberta-movimento-defende-o-conhecimento-cientifico-horizontal-e-cidadao

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicou recentemente uma matéria entrevistando participantes do grupo de Ciência Aberta que organizaram atividades no 16º Fórum Mundial Software Livre (Fisl).

Ela inclui depoimentos do Prof. Rafael Pezzi (UFRGS) e entrevista com o Prof. Paulo Meirelles (UnB) sobre a importância da Ciência Aberta na pesquisa e sociedade atuais.

Leia na íntegra e assista aos vídeos em Ciência aberta: movimento defende o conhecimento científico horizontal e cidadão.

Finalmente os vídeos do encontro realizado no Rio de Janeiro em Agosto de 2014 foram disponibilizados (verifique aqui).

Mais uma vez agradecemos o esforço de todos que contribuíram para a realização desse maravilhoso evento.

Se você tiver alguns minutos disponíveis, gostaríamos de pedir que compartilha-se os vídeos com seus amigos e colegas. Se você tiver algumas horas disponíveis verifique a lista abaixo:

  • Criar uma lista de links apontando para o ponto do vídeo onde começa a palestra de cada um dos participantes. Por exemplo, http://youtu.be/KouRJA_iH9Y?t=29m13s é o link para o ponto em que a palestra do Leslie Chan começa.Essa lista é bem útil pois facilitará a vida de quem quiser assistir apenas uma das palestras.

    Se você fizer essa lista você pode enviar na nossa lista de email que alguém adiciona no site (se você quiser já adicionar direto no site é só pedir uma conta).

  • Legendar os vídeos.Várias das palestras foram proferidas em inglês o que é um empecilho para o material ser consumido por várias pessoas. Disponibilizar legendas implicaria em aumentar o alcance dos vídeos.

    Se você nunca legendou um vídeo mas deseja tentar você pode utilizar o Amara.

  • Remixar os vídeos.Seria ótimo termos um vídeo com os melhores momentos do seminário e se você desejar fazê-lo você pode!

Neste mês de novembro o Jornal da Unesp traz uma entrevista comigo, feita pelo Oscar D’Ambrosio. Como por motivos de espaço ele precisou omitir partes da resposta, publico aqui a íntegra da entrevista, espero que achem interessante.

(As diferenças para o texto do jornal estão na terceira pergunta, que foi omitida, e na quarta pergunta, cuja resposta foi abreviada.)

Bloedel Reserve Willow Tree

1) O que se entende por ciência aberta hoje? Como surgiu o conceito e qual são seus principais passos?

O entendimento mais completo é a ideia de que a informação científica, dos dados ao design de instrumentos aos métodos às conclusões, deve ser compartilhada tão cedo quanto possível no processo de pesquisa. Ou seja, tornar a pesquisa um processo transparente e colaborativo, onde a competição ocorre baseada simplesmente em contrbuições à inovação e progresso da ciência, e não na restrição de acesso e no tratamento de ideias como propriedade.

Isso é possível, e vantajoso para a ciência, pois alinha a prática de pesquisa aos mecanismos fundamentais de difusão, replicação, incrementação e crítica que garantem o avanço e validade das ideias científicas e as justificam como investimento da sociedade. Também quanto mais transparente e colaborativa a ciência, mais a comunidade é capaz de rastrear a origem das contribuições e atribuir crédito onde é devido, estimulando a competição sem recorrer a segredo, intermediários e sem obstruí-la através de restrições pouco compatíveis com o uso público da razão que a ciência representa.

2) Na sua concepção estamos caminhando para uma sociedade em que predominem a ciência cidadã e a educação aberta?

Estamos lutandor por isso. Ano passado um grupo de pesquisadores de diversas áreas iniciou um grupo de trabalho para lidar com esse tema e tem havido interesse e participação por pesquisadores de diferentes gerações. Também do lado da sociedade tem surgido um movimento, desde pontos de cultura até espaços mais autônomos como hackerspaces. Também na educação, onde vivemos um momento de decadência do sistema educacional nas sociedades liberais que insistem num modelo hierárquico, há exemplos de grande sucesso de iniciativas de educação aberta, com uso de recursos educacionais abertos, currículos flexíveis, ensino ativo e metodologias participativas, além de na educação básica um interesse por escolas democráticas ou que incorporam elementos dessas,

3) Quais são as principais ferramentas científicas e hardwares desse universo?

Hoje a pesquisa de ponta em instrumentação científica aberta parte do CERN, o grande laboratório de física, que tem publicado os desenhos de instrumentos com uma licença livre, que permite reutilização irrestrita, chamada CERN Open Hardware License. Também montaram um repositório para qualquer um compartilhar e colaborar em instrumentos, desde que usem a mesma licença que garante a liberdade desse conhecimento. No Brasil, institutos como o LNLS tem usado e contribuído desenhos para esse reposiório. Outros exemplos são o IFRN, que foi premiado com um desenho de estação meteorológica em hardware aberto. E talvez o centro institucionalmente mais avançado nessa discussão seja o CTA-UFRGS, Centro de Tecnologia Acadêmica, onde o professor Rafael Pezzi e sua equipe vem buscando desenvolver uma linha de produção para novos instrumentos toda baseada em hardwares e softwares abertos.

4) A sua visão é otimista ou pessimista em relação ao futuro dessas iniciativas?

Otimista, como deve estar transparente pelas respostas anteriores!

Mas restam muitos desafios a enfrentarmos, culturais, institucionais, legais, de massa crítica e de políticas e visão da ciência no Brasil.

Uma área em que somos particularmente retrógrados é no nosso entendimento da relação entre política científica e industrial, em particular na nossa visão colonizada do sistema de patentes. Ainda assumimos a falácia de que defesa e produção de patentes significa vantagem competitiva para nossas indústrias e vantagem econômica para as universidades. Acontece que, mesmo nos países industrializados e em muito melhores condições de explorar esse sistema, ele pode ter o efeito oposto. E torna-se ainda mais prejudicial e incoerente num sistema acadêmico público como o do Brasil.

É claro que sugerir uma associação inversa entre patentes e inovação pode parecer estranho para quem observa as políticas em implementação no Brasil, mas tal oposição não é novidade para estudiosos do assunto, encontrando-se desenvolvida em trabalhos do prêmio nobel de economia Joseph Stiglitz, do professor, emérito de Stanford e Oxford, Paul David, e de outros economistas como Michele Boldrin e David Levine. Ela encontra-se refletida na histórica econômica, de países como os EUA e a China, e em ações atuais de empresas como a norte-americana Tesla, que recentemente abriu mão de suas patentes para estimular a inovação e o livre mercado, e os membros da Open Invention Network, dentre eles Red Hat e Google, todos detentores de patentes que denunciam abertamente o prejuízo que esse sistema tem causado à inovação, abrindo mão desse monopólio, em diversas aplicações.

Assim, as diretrizes e a formulação ideológica da propriedade intlectual nas universidades brasileiras precisa urgentemente ser atualizada, porém o que tem ocorrido ainda é o movimento oposto, e parecemos incapazes de aprender com as lições vividas pelos colegas no exterior.

Um fenômeno parecido pode ser notado na educação, onde ao invés de buscar superar o paradigma da educação industrial, até para contornar sua inexorável decadência já reconhecivel em países como os EUA, insistimos num modelo de sobrecarga curricular e incentivos baseados em exames padronizados, que já se demonstraram ineficazes lá, onde foram concebidos. Assim, antagonizamos as oportunidades cognitivas e tecnológicas em que os jovens hoje se desenvolvem, ao invés de aproveitá-las. E não faltam bons exemplos no próprio país, mas para ter escala poderíamos observar outros países de cultura liberal onde a educação tem tido contínuo progresso, como no norte europeu, onde redução radical da carga curricular e valorização da autonomia do aluno e adaptabilidade dos materiais tem, irônicamente, garantindo até sua posição superior nos exames comparativos internacionais.

Quem tiver interesse nesses assuntos pode conhecer mais e ingressar na lista de emails do grupo de trabalho, pelo endereço https://www.cienciaaberta.net/

Acontece entre os dias 18 e 22 de agosto o seminário internacional “Ciência Aberta, Questões Abertas” e o encontro do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta. O seminário, com início no dia 20, reúne pesquisadores e pesquisadoras de diversas universidades, centros de pesquisa e hackerspaces nacionais e internacionais engajados na promoção de práticas abertas na ciência.

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Entre os temas que serão discutidos estão ciência cidadã e educação aberta, ferramentas científicas e hardware aberto, inovações em publicações científicas e alternativas de avaliação, dados científicos abertos, wikipesquisas e cadernos científicos abertos. A programação completa do evento, assim como informações sobre local, horários e incrição, podem ser encontradas no site www.cienciaaberta.net/encontro2014.

Os dias 18 e 19 estão reservados para uma série de oficinas que envolvem temas como content mining, métricas alternativas, projetos wikimedia, entre outros (confira a programação completa aqui). O encontro é promovido pela Open Knowledge Brasil, Liinc, Ibict, Unirio e pelo Grupo de Trabalho em Ciência Aberta.

Movimento pela ciência aberta

O movimento pela ciência aberta defende a adoção de práticas de pesquisa científica que priorizem a disponibilização de suas produções de forma aberta nas redes para os diversos públicos – de especialistas a leigos. Essa abertura pode envolver desde a publicação, com formatos e licenças abertos, de dados brutos e anotações de pesquisa, até a disponibilização de softwares, designs de instrumentos e a já mais difundida publicação de artigos científicos nas revistas de acesso aberto.

Alguns dos argumentos a favor dessas práticas são a garantia de reproducibilidade e facilitação do aperfeiçoamento, a possibilidade de
uma revisão por pares mais ampla e profunda e propiciar a colaboração online para além das fronteiras geográficas ou institucionais, até mesmo com engajamento protagonista da sociedade com a produção científica, como nas práticas de ciência cidadã.

Grupo de trabalho

Criado em 2013, o Grupo de Trabalho em Ciência Aberta é parte de uma rede global de ciência aberta apoiada pela Open Knowledge. No Brasil, ele é formado por pesquisadores e pesquisadoras em dezenas de universidades brasileiras que buscam promover e estudar práticas abertas na ciência. Atualmente, o grupo mantém um blog com textos de reflexão e notícias sobre o tema, além de uma lista de emails aberta onde as pessoas interessadas podem se inscrever para acompanhar as discussões e se envolver com as atividades do grupo.

Texto: Jamila Venturini no blog da Open Knowledge Brasil