“Acesso aberto” à literatura científica revisada por pares significa a disponibilidade livre na Internet, permitindo a qualquer usuário ler, fazer download, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral desses artigos, recolhe-los para indexação, introduzi-los como dados em software, ou usá-los para outro qualquer fim legal, sem barreiras financeiras, legais ou técnicas que não sejam inseparáveis ao próprio acesso a uma conexão à Internet. As únicas restrições de reprodução ou distribuição e o único papel para o direito autoral neste domínio é dar aos autores o controle sobre a integridade do seu trabalho e o direito de ser devidamente reconhecido e citado

O Projeto “ma plataforma de informação sobre as políticas e práticas editoriais mais recomendadas para publicações acadêmicas que atendam aos padrões de Acesso Aberto (Open Access em inglês) na América Latina. É um projeto da ONG d(Colômbia).

Equipo de trabajo

O Projeto desenvolve algumas ferramentas, entre elas, o

Regardons la finesse de mousseline choisie et les détails d’ornement exquis, il n’y a aucun doute que vous tombez amoureuse avec notre robe de cocktail en mousseline de soie.

 

 

 

 

Na semana passada tomei conhecimento da Open Science Training Initiative:

O movimento de Ciência Aberta é um importante instrumento para o trabalho colaborativo e o compartilhamento de nossa pesquisa em escala global na era digital por meio do desenvolvimento de infraestrutura para compartilhamento de dados, práticas de licenciamento e metodologias. Mudanças nas políticas das entidades de fomento à pesquisa e editoras já estão ocorrendo mas precisamos garantir que os ideais de abertura sejam absorvidos por todos os níveis na academia. Abertura na academia precisa ter o suporte de mudanças políticas partindo dos níveis superiores e de treinamento para os mais jovens. A Open Science Training Initiative espera contribuir na segunda parte ao lhe ajudar a integrar treinamentos sobre ciência aberta nas suas lições já existentes. (Traduzido e adaptado da página inicial da Open Science Training Initiative (sob CC-BY))

Eles realizaram um treinamento piloto no qual simulam a reprodução de um trabalho pelos pares (ver descrição aqui) que foi acompanhado com algumas lições (disponíveis e comentadas aqui).

atila

O Blog da SciELO publicou recentemente uma boa entrevista com Átila Iamarino, um dos colaboradores do grupo de trabalho em Ciência Aberta, sobre a blogosfera científica e seu impacto no trabalho e relação entre cientistas e difusão com o público.

Leia e ouça aqui: Entrevista com Atila Iamarino no SciELO em Perspectiva

Conheça mais sobre o trabalho do Átila, inclusive o vídeo da sua apresentação no I Encontro do Grupo de trabalho em Ciência Aberta, no caso Science Blogs do Manual de Ciência Aberta que estamos construindo.

Nota: Este post foi inspirado por esse post de Nina Paley e as imagens foram originalmente publicadas no mesmo post. Para quem não conhece, Nina Paley é uma artista plástica contra o direito autoral e suas obras são licenciadas sob CC-BY ou domínio público.

Propaganda: se você está procurando um presente de natal para alguém, considere esse livro da Nina Paley. É um dos poucos livros não técnicos sob CC-SA que conheço.

Quando falamos de conhecimento livre estamos nos referindo aquele que, dentre outras coisas, podemos repassar aos nossos amigos e cuja única condição aceitável seja citar o autor original. A transmissão do conhecimento livre é maravilhosamente ilustrada na animação abaixo.

Transmission_10fps2

Infelizmente ainda vivemos em um mundo onde a maior parte do conhecimento não é livre, seja por questões financeiras ou pela lei de direitos autorais cuja desobediência pode levar a multas e até prisões. Independente do motivo pelo qual o conhecimento não circula, indivíduos ficam tristes (ver image abaixo).

07_Paley_pkncu-300x225

Se você também está infeliz com a realidade atual, retire um dos itens da sua lista de resoluções de ano novo participando do próximo encontro mensal da OKF-BR (maiores informações aqui).

Ni!

Outro dia levantou-se na lista de discussão do grupo o assunto de “cadernos de pesquisa abertos”, que são uma forma de compartilhar o processo de pesquisa para produzir um registro detalhado e permitir novas formas de colaboração, tanto em seu curso como no reuso futuro. Este post reproduz algumas dicas compartilhadas a respeito!

Gostaria de indicações de boas práticas para um caderno de laboratório (lab notebook) aberto.

Hand-drawn notebooks

Atualmente é mais fácil encontrar orientações e exemplos em inglês do que português. O termo usual em inglês para descrever essa prática é “Open Notebook Science” (ONS) e uma busca pelo termo gera uma cascata de resultados.

1. Uma referência útil, não surpreendentemente, é a própria Wikipédia anglófona:

https://en.wikipedia.org/wiki/Open_notebook_science

Além dos fatos e da discussão, o artigo tem links para vários “open notebooks”. Fica a tarefa de traduzir esse artigo para a lusófona!

2. Aqui tem um minicurso sobre Open Notebook Science:

http://scifundchallenge.org/blog/2013/06/15/welcome-to-scifund-201-open-notebook-science/

3. Aqui uma apresentação de como o grupo do projeto UsefulChem tem feito ONS:

http://precedings.nature.com/documents/39/version/1

E aqui a wiki do UsefulChem:

http://usefulchem.wikispaces.com/

4. Aqui a página de apresentação do projeto Open Source Malaria:

http://opensourcemalaria.org/

Nela há links para os “lab notebooks” e para a wiki dos pesquisadores.

5. Por fim, existe ainda uma ONS Network, um tipo de agregador de Open Notebooks:

http://onsnetwork.org/

Lá, nos itens do menu “What is Open Notebook Science?” tem links para dicas e instruções.

6. Por fim, posso indicar minha experiência pessoal em utilizar e estimular grupos de pesquisa dos quais participo a produzirem “Open Notebooks” em nossos projetos, usando a Wikiversity:

http://pt.wikiversity.org/wiki/Utilizador:Solstag

Apesar das limitações, eu acho a Wikiversity superior e, no longo prazo, mais útil que demais plataformas para ONS, mas aí vai do gosto!

Espero que este post seja útil a quem tiver interesse em Cadernos de Pesquisa Abertos! Uma prática que podemos classificar como um caso de Wikipesquisas.

Quem tiver mais dúvidas, sugestões ou ideias, pode deixar um comentário =)

Abraços,

Ni!

Ei-los abaixo, finalmente, os vídeos do encontro do grupo de trabalho realizado em junho de 2013!

Um agradecimento coletivo ao Raniere, que cortou, editou e fez os letreiros, à equipe de audiovisual do IFUSP, pela transmissão ao vivo e captura, e ao Thiandré, que nos mostrou como limpar o som ruidoso.

Para uma descrição resumida do que foi o encontro, quem eram os palestrantes e o que cada um apresentou, vejam o post Relato do encontro nacional do grupo de trabalho – dia 7.

Abertura do encontro

Educação aberta

Debora Sebriam (REA-BR)

Tel Amiel (Unicamp)

Debate

Ferramentas científicas abertas

Rafael Pezzi (UFRGS)

Fabio Kon (CCSL/IME-USP)

Daniel Tavares (LNLS)

Acesso aberto

Cameron Neylon (PLOS)

Sueli Ferreira (USP)

Marcos C. Visoli (Embrapa)
A partir dos 33:50 do vídeo anterior (Sueli Ferreira)

Ciência cidadã

Atila Iamarino (Science Blogs Brasil)

Artur Rozestraten (USP)

Eduardo Oda (GHC)

Dados científicos abertos

Henrique Andrade (Wikimedia Foundation)

Jorge Machado (USP)

Ewout ter Haar (USP)

Robson Souza (USP)

Wikipesquisas

Alexandre Hannud Abdo (USP)

Ni!

Durante seu segundo encontro anual, o Global Research Council, organização que reúne as principais agências nacionais de financiamento científico do planeta, dentre as quais o CNPq, endorsou e publicou um plano de ação para Acesso Aberto às publicações científicas.

O documento afirma inequivocamente o interesse da comunidade científica em abrir o acesso às publicações, solicita ações imediatas das organizações membros e estabelece três princípios, livremente sumarizados em:

  1. financiamento público requer resultados públicos
  2. conscientização e educação, espacialmente de jovens pesquisadores
  3. meios, recursos, apoios e políticas para incentivar abertura

(Obrigado ao Prof. Carlos Winter pela notícia!)

Aproveitando o tema, o diretor científico da FAPESP, Prof. Brito, publicou recentemente um post a convite no blog do Tony Hey, descrevendo a trajetória e os próximos passos das estratégias de acesso aberto da fundação: A Global View of Open Access – Part 2: The perspective from Brazil.

Abraços!

Em 07/06/2013, mais de 70 pessoas entre pesquisadores, estudantes, funcionários da universidade e cidadãos interessados compareceram ao Encontro pelo Conhecimento Livre, encontro nacional para divulgar e consolidar a formação do grupo de trabalho em Ciência Aberta, que contou também com cerca de 150 acessos ao vivo pela IPTV da USP, onde foi realizado.

Segue abaixo um relato das apresentações, na sua ordem cronológica. Vídeos de todas as sessões estão disponíveis no post Vídeos do encontro nacional do grupo de trabalho – 2013.

Participantes no intervalo

Educação aberta

Debora Sebriam (REA-BR) falou sobre projetos que testemunham a adoção crescente de Recursos Educacionais Abertos pela sociedade e em instituições de ensino, a formação da comunidade “REA-BR” no Brasil e o trajeto de algumas políticas públicas, inclusive o veto do governador Alckmin, em São Paulo, ao projeto de lei aprovado pela assembléia.

Tel Amiel (Unicamp) abordou a questão mais ampla de Educação Aberta, de experiências diversas de experimentação que ganham visibilidade na atual onda de Cursos Online Massivos (MOOCs).

Ferramentas científicas abertas

Rafael Pezzi (UFRGS) apresentou iniciativas de hardware científico aberto, partindo da sua experiência no Centro de Tecnologia Acadêmica IF-UFRGS que incluem o desenvolvimento de sistemas para monitoramento ambiental.

Fabio Kon (CCSL/IME-USP) abordou a questão de Software Livre científico e como o Centro de Competência em Software Livre da USP tem apoiado projetos e promovido colaborações entre áreas.

Daniel Tavares (LNLS) por videoconferência de Campinas mostrou a iniciativa de hardware aberto do grupo que integra no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron produzindo placas de aquisição de dados de altíssima performance, como ela pode beneficiar outras pesquisas, e sua inspiração e o apoio da iniciativa de open hardware do CERN.

2013-06-07 12.02.06

Acesso aberto

Cameron Neylon (PLOS) falou por videoconferência, de Londres, sobre a experiência da PLOS, uma das maiores revistas de acesso aberto da atualidade, ressaltando seu interesse no potencial de outras formas de abertura da comunicação científica ainda mais radicais e inovadoras.

Sueli Ferreira (USP) comentou sobre o esforço para a criação dos repositórios institucionais com uso de metadados, a importância das instituições assumirem a guarda de sua produção, algumas propostas de mandatos institucionais, como a da FAPESP, e o quanto a colaboração entre as universidades paulistas nesse esforço será vantajosa.

Marcos C. Visoli (Embrapa) relatou iniciativas da Embrapa para estruturar e facilitar o acesso de pesquisadores e produtores a publicações e informações agropecuárias ou associadas à atividade, como também o uso e produção de software livre por essa empresa pública.

Ciência cidadã

Atila Iamarino (Science Blogs Brasil) relatou sua experiência como cientista e blogueiro, o papel que os blogs científicos vem adquirindo na sociedade e sua importância para a comunidade acadêmica, promovendo discussões mais aprofundadas sobre trabalhos científicos, servindo como mais um crivo de relevância, expondo casos de fraude e questionando também fatores políticos e econômicos da ciência.

Artur Rozestraten (USP) apresentou o projeto Arquigrafia, um ambiente interativo para compartilhamento, experiência e diálogo sobre imagens arquitetônicas, com uma extensão móvel. Nele, além do arquivo fotográfico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, que vem ali sendo disponibilizado online, também professores, alunos e entusiastas contribuem com suas coleções particulares ou mesmo imagens tiradas do celular.

Eduardo Oda (GHC) contou sobre os hackerspaces e o Garoa Hacker Clube, seu papel em proporcionar oportunidades de aprendizado sobre ciência e tecnologia para todas as idades, engajar cidadãos em discussões científicas, e convidou todos a frequentarem o espaço.

Dados científicos abertos

Henrique Andrade (Wikimedia Foundation) falou, do Rio de Janeiro por videoconferênca, sobre como são abertos os dados da Wikipédia e os meios técnicos para acesso à base. Por essa abertura, ela tem sido estudada não apenas para entender a própria enciclopédia, mas utilizada para pesquisa científica da linguística à sociologia, economia e biologia.

Jorge Machado (USP) comentou sua experiência em pedir a liberação de dados pelo governo utilizando a Lei de acesso à informação (ou Lei 12.527/2011). Foi dado ênfase no classificação dos periódicos pela CAPES e das informações da plataforma Lattes.

Ewout ter Haar (USP) trouxe a complexa questão do balanço entre dados abertos e privacidade (slides), em particular no caso da ciência, e envolveu todos numa discussão urgente, deixando clara a necessidade de aprofundá-la.

Robson Souza (USP) expôs o progresso do acesso aos dados no campo da biologia molecular e bioinformática, que historicamente investiu em repositórios púbicos de dados que permitiram revolucionar suas práticas e o conhecimento na área.

Wikipesquisas

Alexandre Hannud Abdo (USP) abordou experiências com formas mais integrais de ciência aberta. Duas foram discutidas. Cadernos de pesquisa públicos permitindo a verificação e o aprendizado a partir da trajetória completa de uma pesquisa. E colaborações científicas massivas, de matemática à medicina, que usam blogs e wikis para engajar produtivamente num mesmo problema de pesquisa centenas de pessoas com qualificações diversas, sem distinção de acesso.

Abdo abrindo o encontro

Segundo dia e apoio

O encontro ainda teve um segundo dia, em 08/06, com workshops na Casa Nexo, que relataremos posteriormente.

Foi realizado com apoio da Wikimedia Foundation, Open Knowledge Foundation, vários grupos de pesquisa, o auditório cedido pelo Instituto de Física da USP e divulgação pela Agência de notícias da FAPESP.

Esse relato foi inspirado e recombinou o post no blog do Raniere.

Ver também