Neste mês aconteceu em Washington D.C. a OpenCon 2014, conferência sobre ciência aberta com foco em publicação, dados e educação, que se destaca por buscar reunir pesquisadores jovens e com representatividade de todas as regiões do planeta.

A colega Renata Aquino, pesquisadora na Federal do Ceará, esteve lá e escreveu um post de blog muito interessante, com inúmeros links para apresentações e outros ponteiros da conferência!

OpenCon2014

… Além destas experiências, pude apresentar um pouco da pesquisa desenvolvida sobre redes sociais científicas e educação e a apresentação pode ser vista em http://j.mp/opencon2014 e um registro em http://opencon2014.org/blog/opencon-project-presentations-round e em vídeo. …

Ler o post completo.

Abraços,

Ni!

Esse sábado, 08 de novembro, será realizado na UNICAMP um sprint voltado ao OpenLattes/ScriptLattes como previamente anunciado.

Como Participar

Estaremos utilizando o espaço do NIED na UNICAMP e os interessados apenas precisam comparecer no NIED a partir das 9:00. Para quem não conhece o NIED, ele fica de frente para a Praça da Paz e do Restaurante Del Sol (ver OpenStreeMap).

Esperamos ter suporte a vídeo conferência para possibilitar a participação remota de quem desejar mas já podermos confirmar no início das atividades. Fique atento aos comentários deste post.

Para quem não mora em Campinas e quiser participar, você pode tentar combinar uma carona na nossa lista.

Projetos Propostos

Temos vários projetos propostos tanto para o OpenLattes como para ScriptLattes. Fique a vontade para adicionar novas propostas.

Maiores informações

Se precisar de maiores informações você pode utilizar os comentários desse post.

Na semana passada, de 20 a 26 de Outubro de 2014, ocorreu a Semana do Acesso Aberto ou Open Access Week. Esse post é uma revisão do que ocorreu nessa semana.

Abertura da Semana do Acesso Aberto

A Semana do Acesso Aberto foi oficialmente iniciada com algumas palestras no Banco Mundial que foi transmitido ao vivo (e espero que seja disponibilizado em breve).

Open Access Button

O Open Access Button ganhou uma nova versão. Para quem não sabe, o Open Access Button é uma extensão disponível para os navegadores web que permite o usuário marcar um artigo científico como indisponível devido a barreiras financeiras.

OKF Internacional

A OKF publicou uma série de blog posts especiais durante a semana, destancando-se:

BioMed Central

A BioMed Central também publicou uma série de blog posts especiais durante a semana. Vários dos posts falavam sobre jovens pesquisadores como a Renata Aquino Ribeiro.

Financiamento do Right to Research

Parece que acabou não sendo divulgado na nossa comunidade mas o Right to Research ofereceu auxílio financeiro para aqueles que quisessem realizar algum evento durante a Semana do Acesso Aberto.

OpenCon

Um outro evento relacionado com Acesso Aberto que ainda vai ocorrer esse ano é a OpenCon que contará com transmissão ao vivo.

Preparando-se para 2015

E assim vamos chegando ao fim de 2014. Aqueles que já estiverem começando suas listas com as resoluções para 2015 adicione "Organizar algo na Open Access Week 2015". Estamos aqui para lhe ajudar nessa tarefa e vamos tentar não esquecer de anunciar possibilidades de financiamento caso queira realizar um evento.

“Acesso aberto” à literatura científica revisada por pares significa a disponibilidade livre na Internet, permitindo a qualquer usuário ler, fazer download, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral desses artigos, recolhe-los para indexação, introduzi-los como dados em software, ou usá-los para outro qualquer fim legal, sem barreiras financeiras, legais ou técnicas que não sejam inseparáveis ao próprio acesso a uma conexão à Internet. As únicas restrições de reprodução ou distribuição e o único papel para o direito autoral neste domínio é dar aos autores o controle sobre a integridade do seu trabalho e o direito de ser devidamente reconhecido e citado

O Projeto “ma plataforma de informação sobre as políticas e práticas editoriais mais recomendadas para publicações acadêmicas que atendam aos padrões de Acesso Aberto (Open Access em inglês) na América Latina. É um projeto da ONG d(Colômbia).

Equipo de trabajo

O Projeto desenvolve algumas ferramentas, entre elas, o

Regardons la finesse de mousseline choisie et les détails d’ornement exquis, il n’y a aucun doute que vous tombez amoureuse avec notre robe de cocktail en mousseline de soie.

 

 

 

 

A editora Nature informou recentemente que, em outubro, seu periódico Nature Communications se tornará de acesso aberto “puro”: todos os artigos publicados a partir de então poderão ser lidos e reutilizados gratuitamente (a princípio eles entrarão no ar sob uma licença Creative Commons-BY, que permite praticamente todo tipo de uso e reuso). Até hoje o periódico era híbrido, publicando em acesso aberto ou fechado de acordo com a opção do autor, mas agora ele será exclusivamente de acesso aberto. O grupo que publica a revista Science também já possuía um periódico de acesso aberto “puro”, o Science Advances — mas parte dos artigos eram publicados sob a licença CC-NC, que impede usos comerciais.

Pronto: os maiores bastiões da publicação científica tradicional dão sinais claros de apoiar o avanço do acesso aberto. Será que já podemos estourar as champanhes? É evidente que a notícia tem aspectos positivos: vidas poderão ser salvas em países pobres, quando médicos, por exemplo, tiverem acesso às informações científicas mais atualizadas — informações que antes estavam fechadas atrás de um paywall intransponível para a maioria do terceiro mundo. Os trabalhos publicados sob acesso aberto tendem a alcançar mais visibilidade, e isso pode beneficiar a pesquisa de países como o Brasil.

O quadro, no entanto, é mais complexo do que parece. Nesses dois casos, Nature e Science adotam um modelo específico de acesso aberto: o chamado “modelo ouro”, em que os custos da publicação são cobertos por uma taxa cobrada dos autores dos artigos aprovados (o article processing charge, ou APC); o acesso aos artigos é aberto para leitores e usuários, mas o acesso a esse espaço de publicação é fechado aos autores que puderem pagar a cobrança. No caso do Nature Communications, essa cobrança é de US$ 5000 por artigo, uma das mais altas em qualquer periódico existente (em 2010, a maior registrada era de US$ 3900 — segundo o levantamento de um artigo… em acesso fechado).

Essa cobrança equivale a quase dois meses de salário líquido de um professor brasileiro nas melhores carreiras de universidades públicas (as de dedicação exclusiva). Quem aí topa pagar 15% de sua renda anual para publicar um artigo? A Nature informou que dispensará o pagamento da taxa para pesquisadores de uma lista de países mais pobres (mas que não inclui Brasil, China, Índia, Paquistão e Líbia, entre outros), e também para outros numa análise “caso a caso” — mas sem dar mais nenhuma informação objetiva sobre essa política. (Palpito que é melhor não apostar numa generosidade desbragada da editora que cobra US$ 32 para quem quer ler um único artigo, ou US$ 18 para ler uma única seção de cartas [!] das suas revistas.)

Por outro lado, a tendência mundial é que as instituições às quais os pesquisadores estão vinculados (a universidade em que ele trabalha, ou a agência de fomento à pesquisa que financia sua pesquisa) arquem com parte dessas cobranças, em parte pelo valor que atribuem à publicação em periódicos de alto impacto. A Fapesp, por exemplo, oferece um apoio específico para pagar essas taxas, e também autoriza que elas sejam pagas com a chamada “reserva técnica” de bolsas e apoios a projetos de pesquisa. Ocorre, porém, que a verba disponível para esses auxílios é limitada, e em geral eles não são dados automaticamente; no exemplo da Fapesp, os pesquisadores concorrem entre si pela verba, e um dos principais critérios de avaliação é — como em quase toda a burocracia acadêmica hoje — o histórico de publicações do autor:

Critérios de análise […]

a) Histórico Acadêmico do Solicitante

a.1) Qualidade e regularidade da produção científica e/ou tecnológica. Elementos importantes para essa análise são: lista de publicações em periódicos com seletiva política editorial; livros ou capítulos de livros […]

Ou seja, o pagamento pelas instituições tem boas chances de alimentar uma espécie de espiral viciosa, em que pesquisadores que já publicam em grandes revistas conseguem mais dinheiro e mais chances de publicar, e os demais não.

O avanço do acesso aberto pela via do modelo ouro ainda envolve outro risco: a proliferação das chamadas editoras predatórias. Trata-se de editoras que fazem da publicação em acesso aberto (com pagamento por autores) um negócio em que o lucro é maximizado por meio da redução drástica dos padrões de qualidade exigidos na revisão por pares — ou mesmo pela virtual eliminação da revisão: se pagar, publica-se. Por um lado, esse modelo satisfaz as cobranças de produtivismo sobre pesquisadores (cujas carreiras são avaliadas pelo crivo do lema publicar ou perecer); por outro, ele explora o fato de que, no modelo ouro, é possível tornar o ato da publicação em uma mercadoria, a ser vendida a esses pesquisadores, e com isso obter altas taxas de lucro — mesmo sem recorrer ao monopólio baseado em propriedade intelectual, que era a chave do poder econômico das editoras científicas tradicionais com publicações “fechadas”. O uso de uma lógica estritamente mercantil resulta, aqui, na poluição e degradação do acervo de conhecimento científico da humanidade, pois o central para as editoras predatórias é a maximização de lucro: a qualidade dos artigos é irrelevante, ou apenas um fator secundário.

Evidentemente, não quero com isso dizer que a Nature tornou-se uma editora predatória; mas acredito que exista o risco de uma lenta corrupção do processo de revisão (para garantir mais lucros com publicações) em editoras sérias mas com menos poder de mercado, assim como o risco da multiplicação de periódicos fajutos, que fazem uma revisão por pares apenas de fachada. Nesse último caso, infelizmente não se trata de um risco hipotético: esse “modelo de negócio” escuso já é adotado em centenas de periódicos.

Mas será que então estamos num beco sem saída quanto a esse problema da mercantilização da publicação científica? Ele estará presente seja nos periódicos fechados, seja nos de acesso aberto? Não necessariamente: mesmo no interior do modelo ouro, há iniciativas positivas nesse sentido — é o caso da Public Library of Science (PLOS), uma editora em acesso aberto que cobra pela publicação, mas funciona sem finalidades de lucro; por conta disso, ela não tem motivos para eliminar critérios de qualidade na seleção de artigos com vistas a obter mais com a cobrança por publicação. Talvez isso também explique o fato de ela possuir uma política de isenção de taxas para pesquisadores pobres (ou de países pobres) mais transparente e com cobertura mais ampla do que a da Nature. E vale lembrar, por fim, que o modelo ouro não é o único modelo existente para a publicação em acesso aberto: a principal alternativa é o modelo verde, baseado em repositórios institucionais. Esse modelo impõe uma série de desafios de coordenação e de custeio, mas a tendência é que nele a publicação deixe de seguir uma lógica estritamente mercantil, e siga um modelo mais próximo dos interesses comuns da sociedade e da comunidade acadêmica; ele não é propriamente um substituto do modelo ouro (até porque a princípio ele não é pensado para custear a revisão por pares), mas é importante juntar esforços para fortalecê-lo, evitando que o modelo ouro torne-se a única via para o acesso aberto.

(Os comentários que fiz aqui estão diretamente relacionados à minha tese de doutorado sobre bens comuns e mercantilização, onde esses assuntos são explorados com um pouco mais de detalhe — principalmente na introdução e no capítulo 4, pp. 17-20 e 272-88. Este post nasceu de um debate na lista do Grupo de Trabalho Ciência Aberta.)

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Fonte: LA Referencia
Em 20 de maio de 2014, Foi promulgada no México alterações e aditamentos à Lei Ciência e Tecnologia, a Lei Geral de Educação e à Lei Orgânica do Conselho de Ciência e Tecnologia.

O príncipio é simples: o conhecimento que foi gerado com recursos públicos, também vai ser acessível ao público. […] Se criará o Repositório Nacional De Acesso Aberto a Recursos de Informação Científica, Tecnológica e de Inovação, Qualidade e Interesse Social e Cultural, que estará disponível a toda a Sociedade“, Afirmou o Presidente do México, Enrique Peña Nieto.

Confira o Vídeo do Anuncio:

Acesso Aberto e Ciência Aberta são parte dos princícios essenciais para a criação e compartilhamento de conhecimento. Com o objetivo de apoiar, integrar, fortalecer e facilitar a adoção e implementação de tais conceitos entre os pesquisadores da União Européia, 25 integrantes de 13 instituições que formam o consórcio FOSTER (Facilitate Open Science Training for European research), iniciaram um projeto de dois anos para promover o conhecimento e as práticas de Open Access, Open Datas e Open Science na União Européia.

Para acompanharem os próximos desenvolvimentos do projeto podem seguir a informação via:

Twitter: @fosterscience

Hashtag: #fosteropenscience

Facebook Page: https://facebook.com/fosteropenscience

Site: http://www.fosteropenscience.eu

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Na semana passada tomei conhecimento da Open Science Training Initiative:

O movimento de Ciência Aberta é um importante instrumento para o trabalho colaborativo e o compartilhamento de nossa pesquisa em escala global na era digital por meio do desenvolvimento de infraestrutura para compartilhamento de dados, práticas de licenciamento e metodologias. Mudanças nas políticas das entidades de fomento à pesquisa e editoras já estão ocorrendo mas precisamos garantir que os ideais de abertura sejam absorvidos por todos os níveis na academia. Abertura na academia precisa ter o suporte de mudanças políticas partindo dos níveis superiores e de treinamento para os mais jovens. A Open Science Training Initiative espera contribuir na segunda parte ao lhe ajudar a integrar treinamentos sobre ciência aberta nas suas lições já existentes. (Traduzido e adaptado da página inicial da Open Science Training Initiative (sob CC-BY))

Eles realizaram um treinamento piloto no qual simulam a reprodução de um trabalho pelos pares (ver descrição aqui) que foi acompanhado com algumas lições (disponíveis e comentadas aqui).

Nota 1: Este post é uma tradução desse outro post publicado no blog do grupo de trabalho em educação aberta da OKF pela Marieke Guy

Nota 2: Este post foi publicado simultaneamente no blog da OKFN Brasil.

Em 20 de Janeiro, como parte do Dia da Educação Livre, o Open Education Handbook> será traduzido para o português. A tradução será liderada por Raniere Silva (da Open Knowledge Foundation Brasil), Tel Amiel (do Grupo de Trabalho em Educação Aberta da UNICAMP) e Ricardo Panaggio (membro da comunidade Mozilla Webmaker), com o suporte do Grupo de Trabalho em Educação Aberta da OKF. A tradução será conduzida na Casa de Cultura Digital de Campinas e é aberta a todos os interessados (inclusive de forma remota).

O Dia da Educação Livre é um comemoração internacional pelos recursos educacionais abertos/livres. Maiores detalhes encontram-se nesse post de Pockey Lam, o Vice Presidente da Fundação de Liberdade Digital.

A tradução ocorrerá das 11h às 19h GMT (das 9h às 17h no horário de Brasília) do dia 20 de Janeiro (dois dias depois do Dia da Educação Livre) – maiores detalhes estão disponíveis na Wiki do EFD. O plano é exportar o handbook do Booktype e utilizar ferramentas abertas para organizar a tradução. Estará sendo utilizado o Translate Toolkit para converter os arquivos HTML para PO (um formato utilizado em traduções) e o Transifex para tradução dos arquivos PO que ao final serão convertidos novamente para HTML. O último passo é enviar os arquivos HTML com a tradução para o Booktype. Planeja-se que parte da tradução seja reaproveitada em outros materiais sobre educação aberta.

efd

Se você está interessado em ajudar na tradução e mora próximo de Campinas/São Paulo/Brasil você pode aparecer no dia, caso contrário envie um email para Raniere em raniere@riseup.net para obter maiores detalhes.

Se desejar traduzir o handbook para outra língua podemos ajudar nesse trabalho também, apenas envie um email ou adicione um comentário.

Nota: Este post foi inspirado por esse post de Nina Paley e as imagens foram originalmente publicadas no mesmo post. Para quem não conhece, Nina Paley é uma artista plástica contra o direito autoral e suas obras são licenciadas sob CC-BY ou domínio público.

Propaganda: se você está procurando um presente de natal para alguém, considere esse livro da Nina Paley. É um dos poucos livros não técnicos sob CC-SA que conheço.

Quando falamos de conhecimento livre estamos nos referindo aquele que, dentre outras coisas, podemos repassar aos nossos amigos e cuja única condição aceitável seja citar o autor original. A transmissão do conhecimento livre é maravilhosamente ilustrada na animação abaixo.

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Infelizmente ainda vivemos em um mundo onde a maior parte do conhecimento não é livre, seja por questões financeiras ou pela lei de direitos autorais cuja desobediência pode levar a multas e até prisões. Independente do motivo pelo qual o conhecimento não circula, indivíduos ficam tristes (ver image abaixo).

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Se você também está infeliz com a realidade atual, retire um dos itens da sua lista de resoluções de ano novo participando do próximo encontro mensal da OKF-BR (maiores informações aqui).