Reflexões sobre o encontro Ciência Aberta, Questões Abertas

Na semana do dia 18 de agosto ocorreu, no Rio de Janeiro, o encontro Ciência Aberta, Questões Abertas que foi uma ótima oportunidade de debater sobre o tema ciência aberta.

Por Anneclinio (Obra do próprio) [CC-BY-SA-4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)], undefined

Segunda e terça foram dias de workshops:

  • Software Carpentry: ministrado por Raniere Silva e Alex Viana que introduziram os participantes ao Git, um sistema de controle de versão distribuído.
  • Hackaton de hardware científico aberto:reunindo pesquisadores envolvidos com hardware aberto no brasil e exterior, que trouxeram kits de hardware aberto, tanto didáticos como instrumentais, para trabalhar juntos e discutir atividades e possíveis progressos para a área.
  • Content Mining: ministrado Peter Murray-Rust apresentou conceitos de web semântica e como utlizar a ferramenta sendo desenvolvida por seu grupo para extração de conteúdo e significado de artigos científicos em larga escala.
  • Métricas alternativas: Iara Vidal e Andrea Gonçalves debateram o uso de métricas alternativas e mostram como obtê-las e também como criar um perfil para agregar as novas métricas. Os slides utilizados estão disponíveis no Slideshare.
  • Wikiversidade, abrindo projetos e cadernos de pesquisa: Ale Abdo e Daniel Mietchen apresentaram a Wikiversidade, um espaço para colaboração científica livre, parceiro da Wikipédia. Utilizando desse espaço e e outras ferramentas de colaboração, os participantes produziram um documento coletivo e bilíngue a respeito do significado e possibilidades de compararar experimentalmente processos científicos realizados com e sem práticas abertas.
  • Wikimedia projects as plataforms for Open Science: Daniel Mietchen mostrou diversos exemplos de uso acadêmico dos projetos Wikimedia, como Wikipédia, Commons e Wikisource, assim como formas de acadêmicos contribuirem para esses projetos também se beneficiando dessa contribuição.
  • Pesquisa visual: explorando interseções entre pesquisa visual e ciência aberta, a professora Liliane Leroux e o cineasta Flávio Machado, do Nucleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas (NuVisu-UERJ), questionaram o status atual das imagens no campo científico, mostrando sua gradativa subestimação em favor da valorização da palavra como eixo do pensamento. Recuperou-se exemplos históricos, como imagens animadas em estudos sobre o trote de cavalos, o registro em imagens de outros povos pelos europeus, e recentes inovações com a publicação de artigos científicos em audiovisuais em periódicos como Jove. Os participantes realizaram uma atividade prática simulando uma pesquisa exploratória sobre o campus da UFRJ, concluída com um debate comparando as opções, estilos e intencionalidades narrativas e de uso da câmera em cada grupo.

Na quarta, quinta e sexta realizou-se o seminário:

  • Palestra de Abertura – The Republic of Open Science: Paul David apresentou um panorama histórico da ciência aberta.
  • Ciência aberta: questões em debate: Nessa sessão de abertura, Alessandro Delfanti, Leslie Chan e Sarita Albagli pincelaram os temas que seriam abordados nos próximos dois dias.
  • Ciência cidadã e educação aberta: Denisa Kera e Ellen Jorgensen falaram sobre o uso de espaços comunitários (e.g. hackerspaces) para produção e expansão da ciência enquanto David Cavallo abordou a produção e aplicação da ciência em comunidades remotas.
  • Ferramentas científicas e hardware abertos: Paulo Meirelles e Alex Viana falaram sobre o uso de software livre na academia e sua importância para a efetividade da ciência, destacando a necessidade de sua difusão entre alunos, enquanto Rafael Pezzi falou semelhantemente sobre hardware aberto, a necessidade de softwares livres para projetá-los (e.g. CAD livre) e conflitos com as diretrizes de patentamento e avaliação nas instituições.
  • Inovações em publicação científica aberta e alternativas de avaliação: Cameron Neylon, Leslie Chan e Daniel Mietchen falaram dos problemas e das mudanças nos processos de avaliação e publicação na ciência, discutindo e demonstrando o potencial abordagens alternativas.
  • Dados científicos abertos: Peter Murray-Rust atacou a cultura fechada na academia, expondo danos causados, e justificou o espírito da publicação dados na prática de Cadernos de Pesquisa Abertos (Open Notebook Science), enquanto Robson Souza falou sobre a história, estrutura e manutenção de bancos de dados científicos públicos, e Jorge Machado mostrou como dados abertos aproximam ensino e pesquisa na sua prática, e como a Lei de Acesso à Informação pode ser aplicada na abertura de dados relevantes para a ciência.
  • Wikipesquisas e cadernos científicos abertos: Cameron Neylon falou sobre o tema através de um histórico do pensamento e práticas de Jean-Claude Bradley. Matthew Todd apresentou sua iniciativa para descoberta de fármacos para tratar a malária, e Alexandre Abdo mostrou algumas experiências brasileiras utilizando wikis e outras plataformas para colaboração acadêmica aberta e em tempo real.

Ao término do seminário, Anne Clinio leu um texto pessoam em homenagem a Jean-Claude Bradley, encerrando-se com um vídeo do próprio apresentando suas ideias e práticas, virtualmente trazendo-as com brilhantismo como palestrante homenageado do seminário.

Durante o evento aconteceram discussões no Twitter usando a hashtag #OSRio, que foram sintetizadas pela Iara Vidal VPS num Storify junto a links para material adicional.

Por Anneclinio (Obra do próprio) [CC-BY-SA-4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)], undefined South Africa seo company reviews

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