Workshop de boas práticas de programação na USP

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Nos dias 10 e 11 de Setembro irá acontecer na USP um workshop da Software Carpentry no qual será apresentado boas práticas de programação em Python e controle de versão com Git.

Informações detalhadas sobre o workshop e inscrições encontram-se disponíveis em http://rgaiacs.github.io/2015-09-10-usp/.

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Ciência aberta, questões abertas – o livro

Ciência Aberta, Questões Abertas - lançamento

Nos dias 19 de agosto (no Rio de Janeiro) e 24 de agosto de 2015 (em São Paulo), ocorrerá o lançamento do livro “Ciência Aberta, questões abertas”, resultado do Seminário Internacional com o mesmo nome, realizado no Rio de Janeiro em agosto de 2014. Locais e horários dos lançamentos serão:

No Rio de Janeiro, dia 19 de agosto das 17:00 às 19:30, no restaurante do CBPF, Rua Lauro Muller 455, Botafogo.

Em São Paulo, dia 24 de agosto das 18:30 às 21:30, na Casa Jaya, Rua Capote Valente 305, próximo ao metrô Clínicas.

A coletânea foi organizada por Sarita Albagli (Ibict), Maria Lucia Maciel (UFRJ) e Alexandre Hannud Abdo (GHC), e editada pelo Ibict e a Unirio.

O livro conta com os seguintes capítulos:

Ciência aberta em questão por Sarita Albagli

Modos de ciencia: pública, abierta y común por Antonio Lafuente e Adolfo Estalella

Ciência aberta: revolução ou continuidade? por Alessandro Delfanti e Nico Pitrelli

O caminho menos trilhado: otimizando para os impactos desconhecidos e inesperados da pesquisa por Cameron Neylon

O que é ciência aberta e colaborativa, e que papéis ela poderia desempenhar no desenvolvimento? por Leslie Chan, Angela Okune e Nanjira Sambuli

Ciência cidadã: modos de participação e ativismo informacional por Henrique Parra

Hardware aberto para ciência aberta no sul global: Diplomacia geek? por Denisa Kera

Ciência aberta: dos hipertextos aos hiperobjetos por Rafael Pezzi

Dados abertos e ciência aberta por Jorge Machado

Educação superior a distância, universidade aberta e ciência cidadã: o desafio das diferenças por Ludmila Guimarães

Por que open notebook science? Uma aproximação às ideias de Jean-Claude Bradley por Anne Clinio

Direções para uma academia contemporânea e aberta por Alexandre Hannud Abdo

Em breve, teremos também o livro digital (em português e em inglês) disponível no Portal do Livro Aberto do IBICT.

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Ciência Aberta 2015 – Chamadas abertas

Ciência Aberta 2015
Ni! Caros colegas,

Encontram-se abertas as chamadas para trabalhos acadêmicos, relatos de experiência e
laboratórios de capacitação (workshops) do terceiro encontro anual Ciência Aberta,
realizado em parceria com a OpenCon 2015.

O evento este ano acontece em São Paulo, entre a ECA-USP e o GHC, nos dias 25 a 28
de Novembro. Serão dois dias de capacitação e dois dias de seminário internacional.

Mais informações e os procedimentos para enviar propostas estão em:

http://www.cienciaaberta.net/encontro2015/

Dúvidas podem ser encaminhadas para o email: ca2015-equipe@googlegroups.com

Um abraço, participem e ajudem a divulgar!

Dr. Alexandre Hannud Abdo
http://cecm.usp.br/~eris/
Dr. Marcos Mucheroni
http://www3.eca.usp.br/cbd/marcos.mucheroni

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Matéria na EBC

Imagem: Cristiano Sant'Anna/Divulgação - Fonte: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/07/ciencia-aberta-movimento-defende-o-conhecimento-cientifico-horizontal-e-cidadao

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicou recentemente uma matéria entrevistando participantes do grupo de Ciência Aberta que organizaram atividades no 16º Fórum Mundial Software Livre (Fisl).

Ela inclui depoimentos do Prof. Rafael Pezzi (UFRGS) e entrevista com o Prof. Paulo Meirelles (UnB) sobre a importância da Ciência Aberta na pesquisa e sociedade atuais.

Leia na íntegra e assista aos vídeos em Ciência aberta: movimento defende o conhecimento científico horizontal e cidadão.

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Convite: UEADSL2015.2

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O UEADSL – evento online assíncrono: Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – é um REA, pois destina-se a ser palco de trabalhos  de final de semestre para disciplinas de graduação e pós e possui 4 etapas, com 5 avaliações, somente a última classificatória e eliminatória, pois as anteriores servem para ensinar a participar de eventos, escrever artigo, discutir o tema etc

Este convite dirige-se aos professores interessados em participar com turmas de graduação, pós ou orientandos.

E, por falar em tema, o UEADSL sempre revê as temáticas abordadas a cada semestre conforme as áreas dos professores que participam. Imagine o que cabe no escopo “universidade”… Com certeza, seu trabalho cabe.

Fiz um vídeo explicando o UEADSL como REA e como jogo: http://textolivre.org/videoteca/videos/textolivre/UEADSL_ajogada-apresentacao_v1.ogg

Maiores informações sobre movimentação em eventos online: aqui.
Como participar: aqui e aqui.

Anais do UEADSL2015.1: aqui.

O UEADSL, um recurso educacional aberto, dado seu caráter didático, é um evento totalmente online e sem custos para os participantes, promovido pelo grupo Texto Livre/Laboratório SEMIOTEC, da FALE/UFMG, desde 2010. Apoio: CAED/UFMG

Datas do UEADSL2015.2 -> para você começar a planejar desde já! 

EVENTO-> de 23 a 27 de novembro de 2015

ATENÇÃO: os professores que estiverem interessados em participar com suas turmas devem entrar em contato com ueadsl@textolivre.pro.br até 3 de agosto (quanto antes, melhor) para maiores informações. Todo tipo de participação é livre de custos.

  • Submissão de trabalhos -> de 21 a 28 de setembro de 2015
  • avaliação de resumos e minicurrículos (pareceres R1) -> 05 de outubro de 2015
  • Envio da revisão de resumos e minicurrículos-> até 12 de outubro de 2015
  • avaliação do resumo revisado (pareceres R2) -> até 19 de outubro de 2015
  • Envio do artigo completo para receber sugestões dos avaliadores -> de 19 de outubro a 2 de novembro de 2015
  • avaliação do artigo (pareceres A1) -> 9 de novembro de 2015
  • Envio do artigo completo -> de 9 a 16 de novembro (versão final)
  • avaliação do artigo revisado (pareceres A2) -> até 18 de novembro de 2015
  • Publicação da programação -> até 18 de novembro de 2015
  • Envio dos artigos para anais -> até 23 de novembro de 2015
  • UEADSL -> de 23 a 27 de novembro de 2015
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Que ferramenta você utiliza para analisar seus dados?

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Algo que todas as ciências compartilha é a necessidade de analisar dados que podem ser de um experimento químico com mercúrio como também de experimento envolvendo um circuito elétrico, dados socioeconômicos da população ribeirinha ou respostas de um questionário sobre nossos políticos. Infelizmente, os cursos de graduação e pós-graduação não costumam dar muita importância em ensinar boas práticas para análise de dados aos seus alunos e muito menos em como fazer a análise de dados sob os paradigmas da ciência aberta.

Software Carpentry é um grupo de voluntários interessados em mudar essa realidade e para isso eles ministram workshops onde apresentam ferramentas livres para analise de dados, como por exemplo R e Python, assim como boas práticas.

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Nesse primeiro semestre, a Software Carpentry realizou um workshop na Universidade Federal do Paraná, outro na Universidade Estadual de Campinas e um terceiro na Universidade Federal do Ceará. Os participantes dos três workshop gostaram bastante do conteúdo apresentado.

Se você tiver interesse em um workshop da Software Carpentry, entre em contato.

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A primeira foto foi tirada por Renato Augusto Corrêa dos Santos e as demais por Eric Lopes.

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Seminário Ciência Cidadã e determinação social da saúde: desafios e perspectivas

Texto de Alessandra dos Santos.

Boa tarde, pessoal. Peço licença para chamar a todos os interessados em discutir ciência cidadã, ciência aberta e afins para participar do Seminário Ciência Cidadã e determinação social da saúde: desafios e perspectivas.

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O Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde, PPGICS/Icict/Fiocruz, inter e transdisciplinar por natureza, se abre como um campo privilegiado para discutir essa inflexão do conhecimento cientifico, que traz o imperativo da abertura e da participação; da mistura e da reflexividade. Que trajetórias podem ser pensadas, inventadas e traçadas para contribuir com essa nova política é o que se objetiva abrir para discussão.

Dois palestrantes vão debater os temas: os professores doutores Sarita Albagli (Instituto Brasileiro em Informação, Ciência e Tecnologia) e Luis David Castiel (Escola Nacional de Saúde Pública). A mediação será realizada pela professora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Drª. Márcia Teixeira.

O evento é uma realização da turma de doutorado de 2014 do programa, por meio da disciplina Seminários Avançados I, sob orientação da professora Drª Cristina Guimarães.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por este formulário.

Outras informações podem ser encontradas na página do facebook do evento.

Serviço

O que: Seminário Ciência Cidadã e determinação social da saúde: desafios e perspectivas

Quando: 03 de julho, sexta-feira

Horário: 13h30 às 16h30

Local: Auditório do Instituto de Comunicação e Informação Tecnológica e Científica (Icict), localizado à Av. Brasil, 4.365, Biblioteca de Manguinhos – Pavilhão Haity Moussatché – sala 202 – Campus da Fiocruz, Manguinhos.

Atenção alunos!! Daremos certificado de presença mas para isso é preciso se inscrever no evento!!

Obrigada pela divulgação, Grupo de trabalho em Ciência Aberta!

Saudações!

Turma de doutorado 2014 PPGICS/Fiocruz

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Metadados de Catálogos de Bibliotecas: Licença Aberta ou Domínio Público?

Dynix/Skylarstrickland/CC0

Há algumas semanas encontrei este texto: “Library catalog metadata: Open licensing or public domain?” de autoria de Timothy Vollmer (com contribuições de MacKenzie Smith, Paul Keller e Diane Peters), de 14 de Agosto de 2012 no Blog da Creative Commons. Embora escrito já há algum tempo, o tema é extremamente pertinente e muito atual. Assim, pela escassez deste tipo de discussão aqui no Brasil, sobretudo quanto a mercantilização dos Catálogos de Bibliotecas através de “serviços de descoberta (web-scale discovery services)“, segue uma tradução do post, como forma de contribuição para novas discussões sobre um tema tão importante para as bibliotecas e centros de informação.

Não esqueça, o conteúdo deste site, salvo indicação em contrário, está licenciado sob a licença Licença Creative Commons

TRADUÇÃO de: Library catalog metadata: Open licensing or public domain? Timothy Vollmer, August 14th, 2012

Conforme relatado, há algumas semanas, a OCLC recomendou que suas bibliotecas membros, passem a adotar a licença Open Data Commons Attribution (ODC-BY) quando elas compartilharem seus dados de catálogos bibliográficos on-line. A recomendação de utilizar uma licença aberta como ODC-BY é um passo positivo para a OCLC porque ajuda a comunicar com antecedência os direitos e responsabilidades para os potenciais utilizadores de metadados bibliográficos de catálogos bibliográficos. Mas a decisão da OCLC em recomendar uma via de licenciamento – em oposição à liberação dos metadados bibliográficos para domínio público – levanta preocupações que justificam mais discussão.

A OCLC diz que tornar os dados bibliográficos derivados do WorldCat disponíveis sob uma licença aberta como ODC-BY está em conformidade com as normas de sua comunidade. No entanto, há outras opções que são igualmente compatíveis. A Biblioteca de Harvard, por exemplo, desenvolveu um acordo com a OCLC no início deste ano que faz com que seus metadados sejam disponíveis sob a Dedicação ao Domínio Público (CC0). Isto significa que Harvard cedeu todo o seu Copyright e os direitos conexos a esses dados, permitindo assim a mais ampla variedade de reutilização. Mesmo que coloque esta informação em domínio público, Harvard solicita que os usuários forneçam a atribuição à fonte como uma boa prática, sem fazer da atribuição uma exigência juridicamente vinculativa, através de uma licença.

Há boas razões para se confiar em normas comunitárias para atribuição de metadados em vez de exigir como condição um acordo de licenciamento. A exigência de apresentação de atribuição através de um contrato como ODC-BY não é bem adequada para um mundo onde os dados são combinados e remixados a partir de múltiplas fontes e sob uma variedade de licenças e outras restrições de uso. Por exemplo, a comunidade de bibliotecas está experimentando, com as novas tecnologias, os dados linkados (Linked Data) como um meio de obter maior valor das suas décadas de investimento coletivo em catalogação de dados. E estamos felizes em ver que a OCLC lançou um milhão de registros do WorldCat contendo 80 milhões de triplas de dados vinculados em RDF. No entanto, acreditamos que a exigência de atribuição como condição de licenciamento introduz uma complexidade que irá torná-lo tecnicamente difícil – se não impossível – para que os usuários estejam em conformidade.

Depois, há a questão de como vincular corretamente a informação de atribuição para uma pequena porção de dados (por exemplo, um único campo, subcampo ou tripla). A OCLC tem prestativamente fornecido orientações sobre a atribuição para os seus dados linkados , mas como será este trabalho para as bibliotecas membros que seguem as recomendações da OCLC para adotar a licença ODC-BY quando publicam seus próprios dados? Coleções de dados linkados de Biblioteca muitas vezes são derivados de pequenos subconjuntos de muitas coleções grandes e recombinados com novos relacionamentos, potencialmente exigindo atribuições separadas para cada elemento de dado. No caso dos dados publicados da OCLC, imagine que um usuário faz o download do arquivo da OCLC contendo 80 milhões de triplas de dados linkados, extrai os que ele está interessado e, em seguida, linka-os aos seus próprios dados de catálogo para criar um novo conjunto de dados linkados. As orientações para os dados do WorldCat incluem a opção de considerar uma URI WorldCat como atribuição suficiente, mas como seria esse trabalho para os próprios dados bibliográficos da biblioteca ou para dados adicionais, extraídos de fontes não-OCLC? As orientações não incluem recomendações sobre como as bibliotecas devam implementar os seus próprios dados de tal forma que reutilizadores possam cumprir com os requisitos de atribuição impostas pela licença ODC-BY. As normas da comunidade e as melhores práticas para a reutilização de dados linkados de bibliotecas não estão ainda bem definidas, por isso confiá-los em um contexto de licença juridicamente vinculativa é preocupante.

Outra questão que surge é sobre o âmbito da licença ODC-BY com seu foco em direitos europeus de banco de dados, além dos direitos de autor – direitos de banco de dados que não se aplicam nos EUA e que abrangem o banco de dados em sua totalidade, mas não o seu conteúdo, tornando incerto se ela pode ser aplicada a um simples arquivo de dados bibliográficos. E a questão de saber se o copyright se aplica a todos os dados bibliográficos, dada a sua natureza essencialmente factual é duvidoso, e pode variar dependendo da jurisdição legal. Enquanto a licença ODC-BY pode fazer bom senso para a OCLC para aplicar ao WorldCat em si, seria uma escolha questionável para uma biblioteca dos EUA que está procurando compartilhar alguns de seus dados de catálogo como um arquivo para download.

Além disso, pôr a maioria dos países fora da União Europeia – incluindo os Estados Unidos – não conceder proteção a bancos de dados não-criativos, a licença ODC-BY não funciona, à exceção, na melhor das hipóteses, como uma restrição contratual sobre aqueles downloads diretamente do site do licenciante. Portanto, esta restrição que não se baseia em qualquer direito de propriedade exclusiva subjacente, é improvável vincular reutilizadores que não obtém os dados diretamente do provedor de dados original. A ausência de um contrato vinculativo juntamente com a falta de qualquer propriedade subjacente à direita significa que licenciadores podem se surpreender ao saber que eles não têm uma solução forte e eficaz, como uma reivindicação de infração contra os utilizadores. Esta é uma preocupação existente na Licença de Banco de Dados Open, licença irmã de ODC-BY, que tem a mesma característica de projeto “contrato + licença”. Assim, a licença em muitos casos simplesmente não irá proteger a biblioteca que compartilhou os dados, ou OCLC, da maneira que eles esperam.

Outra preocupação mais geral sobre o uso de uma licença para compartilhar metadados bibliográficos tem a ver com a sua viabilidade técnica. Isto é evidente na Model Language que OCLC recomenda, que inclui links para a WCRR Política de Uso dos registros (WorldCat Direitos e Responsabilidades), as normas da comunidade e um FAQ. Seguindo estes links leva os leitores as páginas com ainda mais informações sobre os requisitos esperados para os membros e não-membros. A preocupação não é tanto a opacidade das regras, mas que eles podem tornar-se ligados a um grande número de registros que não têm nada a ver com a OCLC. Por exemplo, muitos membros só podem ter começado muito recentemente o reuso de registros da OCLC, ainda que na Model Language não é feita qualquer distinção entre registros OCLC e registos não OCLC de origem, mais uma vez, porque não há nenhuma solução técnica viável para diferenciar entre estes. O resultado: A atribuição é (erradamente) dada a OCLC para toda a base de dados, e um grande número de princípios OCLC ligados aos conteúdos completos do banco de dados das bibliotecas. Enquanto o ODC-BY e WCRR podem muito bem ser instrumentos bem-intencionados para transformar os dados do WorldCat em “recursos comuns” para os membros da OCLC, ele certamente não tem as soluções técnicas para demarcar onde começa e termina, potencialmente resultando em confusão e overreaching de requisitos para os que tentam cumprir. Fundamentalmente, isso levanta a questão de saber se os registros de biblioteca não devem ser apenas bens públicos liberados para o domínio público.

Por todas as razões acima expostas, instituições culturais, incluindo a British Library, Europeana, a Biblioteca da Universidade de Michigan, Harvard e outras adotaram a Dedicação ao Domínio Público (CC0) para a publicação de seus dados de catálogo online. A partir disso, vemos que uma abordagem verdadeiramente normativa para a comunidade de bibliotecas seria a Dedicação ao Domínio Público, como a CC0, juntamente com os pedidos para fornecer atribuição à fonte (por exemplo OCLC) na medida do possível. Tal abordagem seria maximizar a experimentação e inovação com os dados de catalogação, de acordo com a missão e os valores da comunidade de bibliotecas, respeitando o investimento da OCLC e a comunidade de bibliotecas neste valioso recurso.

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UEADSL abre as portas para debater universidade, EAD, cultura livre e letramento digital

O UEADSL2015.1 inicia nesta segunda-feira e recebe o público até a próxima sexta. A porta de entrada para a participação, livre e gratuita, é a grade de programação.

Como se trata de um evento online assíncrono e de livre acesso, basta seguir estes passos para obtenção de um certificado de participação, com rubrica da UFMG:

  • a) se ainda não se cadastrou no evento, faça um cadastro no blog (clique aqui);
  • b) acesse a programação (clique aqui);
  • c) os trabalhos estão organizados por dias, ficam em foco 2 dias para otimizar a interação autor-público. Escolha os artigos de seu interesse e acesse-os pelo link presente na programação. Se tiver dificuldade em escolher, pode ler o resumo clicando no título do artigo, página da qual você pode voltar à programação ou ir direto ao artigo no blog (maiores detalhes aqui e aqui);
  • d) após a leitura, se quiser interagir com o autor, basta fazer login no site (clique aqui) e deixar seus comentários. Na hora de salvar, não se esqueça de afirmar que não é spam e de pedir que o site te avise sobre novos comentários, de modo que você possa acompanhar a discussão dos artigos escolhidos com maior facilidade;
  • e) se algum artigo chamou sua atenção, se você gostou muito dele, deixe seu voto (aqui) para indicá-lo para receber menção honrosa.

Todos os participantes com pelo menos 3 comentários em propostas diferentes recebem certificado de participação.

SOBRE O UEADSL2015.1

O Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre deste primeiro semestre de 2015 está bastante diversificado em muitos aspectos: conta com autores de 8 estados brasileiros, comissão científica também interestadual, participação ativa do CAED da UFMG, 12 temas diferentes e turmas de 3 professores, além dos participantes externos e dos convidados.

Os temas abordados no UEADSL2015.1 podem ser assim agrupados:

  • temas centrais (universidade, EAD e software livre): 16 comunicações e 1 conferência de encerramento
  • Letramento, literatura e tecnologias digitais: 13 comunicações e 2 conferências de encerramento
  • Ciência aberta, cultura livre e tecnologias livres: 6 comunicações e 2 conferências de encerramento

Dos trabalhos submetidos para avaliação, 69% concluíram todas as etapas preparatórias, sendo aprovados para apresentação no evento. O gráfico (neste link) mostra a evolução da relação entre porcentagem de trabalhos apresentados/submetidos desde o início do evento, com uma diminuição de apresentados em virtude de um maior controle de qualidade no processo didático de acompanhamento dos artigos.

Clique na imagem para uma versão maior</p> <p>Nome:	         apresentadas-submetidas.png<br /> Visualizações:	1<br /> Tamanho: 	14,4 KB<br /> ID:      	59697

Em 2015.1, 94% dos trabalhos que chegaram à etapa final alcançaram nível suficiente para submissão aos anais, mostrando grande engajamento dos autores na produção de trabalhos de qualidade. Os Anais do UEADSL2015.1 devem ser lançados até o dia 19 desta semana.

O UEADSL, um recurso educacional aberto, dado seu caráter didático, é um evento totalmente online e sem custos para os participantes, promovido pelo grupo Texto Livre/Laboratório SEMIOTEC, da FALE/UFMG, desde 2010. Apoio: CAED/UFMG

fonte: https://under-linux.org/entry.php?b=4448

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Fim do texto em duas colunas nas publicações científicas!?

Comecemos por um exemplo de peso: compare o PDF de dois artigos aleatórios da revista PLOS ONE, um recente de 2015 outro de 2014 ou antes: PDF PlosONE de 2015; PDF PlosONE de 2014.

Surpresa? O de 2015 está mais “feinho”! Involução? Falha no sistema?

Não parece falha, pois todas as outras funcionalidades estão perfeitas no site (inclusive, se nunca reparou, repare no XML no botão de download).

Não é falha… Explico, primeiro dentro de uma perspectiva histórica e tentando encaixar o Brasil nesse contexto.

Em 2011 lançamos uma “profecia patriótica”, de que o processo produtivo das revistas científicas seria mais eficiente e muito mais barato.
A eficiência vem sendo lentamente conquistada nas revistas brasileiras pela iniciativa do SciELO de adotar o XML como “dual” do PDF, desde 2013, mas o custo não: ainda hoje a diagramação de artigos científicos nas revistas brasileiras segue o modelo produtivo artesanal tradicional, os retoques e revisões são impostos pela cultura do “fazer bonito no papel”.
A exigência dos autores e editores brasileiros em revisar a prova tipográfica, e não levarem a sério e se restringirem à revisão do conteúdo antes dessa prova, tem um custo financeiro altíssimo. O tal do processo XML-Publishing só vai ser significativamente mais econômico se não houver intervenção humana nem loops de revisão…
Essa cultura tem sido a maior barreira à profecia de 2011.

Isso não ocorre apenas no Brasil, mas em revistas onde autores e editores mantém no subconsciente, como modelo, as suas Rolls-Royce journals (ex. Nature)… É como um indústria de carros 1.0 querendo imitar o design tradicional de alto luxo, a um custo de dois carros… Injustificável para as revistas, inclusive de alto impacto, que praticamente não publicam mais em papel.

O que mudou agora em 2015?

Maior revista científica do mundo, e OpenAccess de maior impacto, a PLOS ONE, depois de “engolir” durante anos que os autores pagavam muito caro para estar na revista, decidiu iniciar a sua cruzada contra a cultura irracional da revisão da prova tipográfica. O contrato do autor com a revista é em torno do conteúdo (do XML!), não da sua visualização no papel.

As revistas científicas ainda não podem “aposentar o PDF” pelo mesmo motivo que os Diários Oficiais: o PDF tem um certo valor de registro oficial. Isso vai levar um tempo… Todavia acervos como SciELO e PMC, e as linhas de produção das editoras científicas, já incorporam o XML JATS como prioridade.De brinde: o EPUB resultante desse processo focado em 1 coluna pode ser tão bom quanto o PDF; lembrando que ambos, PDF e EPUB, são automaticamente gerados a partir do XML.

Na Web esse dilema do “PDF feinho” pode também ser rotulado de “dilema do fluid vs rigid“.
O que ocorreu na PLOS ONE, de qualquer forma, não foi uma decisão de design, mas uma decisão de processo produtivo e de mudança cultural.

… Agora o subconsciente da comunidade científica já tem para onde olhar… Que tal uma campanha? Se para mudar a cultura, basta mudar os sonhos, sonhem em ser uma PLOS ONE!

Publicado em Acesso Aberto, Práticas exemplares

Ciência Aberta

Bem vindo ao blog do grupo de trabalho em Ciência Aberta!

Aqui compartilhamos ações de pesquisadores que estão optando por práticas científicas abertas, orientações para quem queira adotar essas práticas, e indicações para instituições apoiarem-as com infra-estrutura, reconhecimento e políticas. Para contribuir, escreva para blog@cienciaaberta.net

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