A ideia de que o conhecimento científico, de todos os tipos, deve ser compartilhado abertamente tão cedo quanto praticável no processo de descoberta. —Michael Nielsen
Categoria: Genéricos

A Fundação Oswaldo Cruz promove o I Encontro Nacional de Governo Aberto e Ciência Aberta, no dia 27 de novembro, na sede da Fiocruz Brasília. A proposta do evento é aproximar os movimentos do Governo Aberto e da Ciência Aberta, fortalecendo iniciativas na direção da transparência, inovação, acesso à informação pública e participação social.

Inscrições e programação

.~´

Imagem de <http://www.capes.gov.br/conteudo/2-encontro-capes-de-ciencia-aberta/>

Ni!

Com o tema Direitos de propriedade intelectual e políticas institucionais, o II Encontro Capes de Ciência Aberta será um espaço para “propor reflexões sobre a relação entre Ciência e Direitos Autorais, focando nas experiências nacionais e internacionais de implementação de políticas governamentais voltadas à promoção do compartilhamento do conhecimento científico.”

Dia 13 de novembro de 2019, no edifício sede da CAPES, em Brasília.

Veja a programação completa e inscrições em:

http://www.capes.gov.br/conteudo/2-encontro-capes-de-ciencia-aberta/

Abraços!

.~´

Dois vídeos interessantemente complementares, um de Yochai Benkler e outro de Jeffrey Sachs.

No primeiro, “Productivity and Power: The Role of Technology in Political Economy”, Benkler explica como evoluiu o pensamento político-econômico sobre a produção de inovação, apontando onde esse falhou em entender o poder de rentistas, prejudicando a inovação e contribuindo para a desigualdade. Ao final, ele oferece um modelo da inovação e sua relação com o poder mais adequado a enfrentar essa realidade.

No segundo, “A glimpse ahead on things that will affect the way research will be done and funded”, Sachs explica ao encontro do Global Research Council o que os desafios atuais de justiça social e sustentabilidade exigem como mudança para as agências de financiamento científico. Em particular, a necessidade de se responsabilizar pela produção de planos concretos unindo ciência básica, engenharia e políticas públicas.

.~´

Ni!

A 4ª edição da webconferência Ciência SUS in vivo discutirá a Ciência Aberta no contexto da pesquisa em saúde. O programa será transmitido pelo canal Ciência SUS no YouTube, no dia 12 de agosto, às 15 horas. Aatividade integraasaçõesde disseminação da informação sobre pesquisas e projetos em saúde realizadas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS), por meio da Coordenação-Geral da Evidências e Informações Estratégicas para Gestão em Saúde (COEVI).

Nessa edição, a convidada é a doutora em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ), Paula Xavier dos Santos, que é coordenadora de Informação e Comunicação da FIOCRUZ, onde também coordena o Comitê Gestor de Ciência Aberta e o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Paula atua no Programa de Pós-Graduação de Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), como professora colaboradora. Seus interesses de pesquisa estão relacionados aos campos da Gestão do Conhecimento e da Ciência Aberta.

O canal Ciência SUS no YouTube pode ser acessado pelo link: https://www.youtube.com/cienciasus. O direito de acesso à informação e a proteção de dados pessoais serão alguns dos assuntos tratados pela pesquisadora. O Ciência SUS in vivo é produzido pela equipe do Núcleo de Tradução do Conhecimento da Coordenação de Evidencias e Informações Estratégicas para Gestão em Saúde (NUTRAC/COEvI) do Decit/SCTIE/MS.

O programa ocorre uma vez ao mês e conta com a participação de acadêmicos, pesquisadores e gestores das áreas de ciência, tecnologia e informação em saúde.Durante a webconferência, ocorre a interação com os internautas, que podem fazer perguntas. Mais informações no e-mail cienciasus@saude.gov.br

Fonte: lista cienciasus

Até janeiro de 2012, o Google tinha um conjunto de aplicativos online disponíveis para uso gratuito, sendo necessário ter uma conta em cada um (normalmente criada voluntariamente por nós para cada produto usando nossa conta do gmail). Assim, se eu não quisesse participar do Google Mais, não participava, e assim por diante. Já naquela época eu, usuária do gmail desde poucos meses depois que ele foi criado, me incomodava com as propagandas que, na página do gmail, mostravam claramente que o gmail “lia” minhas correspondências, pois dependendo do assunto que me movimentava na semana, as propagandas mudavam. Essa “leitura”, que continua existindo, de forma cada vez mais invasiva, mais eficiente (dependendo do ponto de vista) e mais sofisticada, corresponde a uma mineração semântica inteligente de todos os dados que forem disponibilizados na rede pelo usuário, inclusive imagens, sons etc.

Lembro que o Fred Guimarães, criador do SLEducacional, já no primeiro Dia da Cultura Livre, promovido pelo Texto Livre em 2010, nos alertava para os rumos que a política do Google tomava em relação à privacidade e a maioria de nós ouvia mais com curiosidade do que com preocupação as palavras daquele que parecia ser radical demais. Mas não era.

Depois desse dia fui ler de novo, com mais atenção, os termos de uso do gmail, e concluí que mesmo os documentos anexos, ao passarem pelo gmail, passavam a ser propriedade da empresa. Imagine só: todos os documentos trocados pelos professores, alunos e funcionários da UFMG, mesmo que a pessoa não usasse gmail, mas um destinatário sim, “legalmente” seriam propriedade da empresa. Melhor dizendo: ilegalmente, já que os documentos da UFMG são da UFMG por direito. Mas, como todos nós concordamos com os termos de uso quando usamos um software qualquer, concordávamos com essa ilegalidade e, caso houvesse um problema conosco por um documento que era da universidade e passou a ser do gmail (eu imagino mil situações em que isso poderia virar problema de tribunal), o Google, com certeza, estaria protegido, mas nós ficaríamos entre a frigideira e o fogo, ou seja quem fica vulnerável é o usuário.

Em fevereiro de 2012, o Google avisou a todos os usuários que integraria todas as contas numa só e que, se não concordássemos em ser usuário de qualquer um de seus produtos, tínhamos 30 dias para encerrar a conta, ou o uso dela caracterizaria aceite das novas normas. Eu? Não queria usar o Google Drive, muito menos o Google Mais, e qual quer outro produto além do e-mail e da agenda. Passei o mês maluca, entre preparar disciplinas do semestre, organizar o Texto Livre e tentar achar uma solução para sair do gmail. Porquê? Porque eu trabalho com e-mail (e com a agenda integrada do google), 70% daquilo que preciso acontece lá e simplesmente fechar a conta em que eu centralizava tudo seria um desastre, podia contar que o ano estaria todo comprometido, sem exageros. Perdi todas as horas que pude em busca de uma solução e não achei. Resolvia o e-mail, que era o mais fácil, mas perdia toda a agenda. As melhores soluções livres que encontrei seriam para ter a agenda e o e-mail no computador, mas isso acarretaria um trabalho extra enorme para atualizar tudo, sem contar com a questão de espaço físico no disco, haja espaço!

Muito a contragosto, continuei no Gmail e continuo até hoje. Cada vez que digito uma mensagem, estou fornecendo dados sobre mim mesma para essa empresa. Consciente da opressão que sofro, sou ainda incapaz de resolver o problema. Ainda estou procurando tempo para encontrar uma solução.

Um produto do Google eu passei a usar por conveniência, o Youtube. Mas deixei de usar o Google para buscas online. Porque? Simplesmente porque o Google me conhece tanto que qualquer busca que eu faça na internet vai, em última análise, trazer mais de mim mesma, ou seja, ele decide o que quero a partir dos temas que costumo frequentar eme impede de conhecer coisas novas, realmente novas. Hoje eu uso o DuckDuckGo.com, “the search engine that doesn’t track you”:

Bem, esta semana recebi uma mensagem do Goole, com conteúdo semelhante a outra recebida hoje, do ORCID: estão mudando as regras porque uma lei européia (General Data Protection Regulation) exige agora maior clareza dos termos de uso (já não era sem tempo!). Talvez, com isso, mais pessoas leiam as licenças antes de fechar os contratos.

A pergunta que não quer calar: toda vez que instalamos um aplicativo no celular, concordamos que ele acesse pelo menos parte importante de nossos dados. Cadê os termos de uso discriminados e completos? Onde estamos nos metendo? O que será feito disso? Como isso poderá nos afetar?

A meu ver, estamos assinando papéis em branco e dando de presente a essas empresas que, como o Google, nem na minha mais alucinada ilusão ingênua eu poderia pensar que vão fazer algo que possa me defender contra elas. Até onde sei, somos indivíduos com direito à privacidade estabelecida por lei. Se os dados da ciência devem ser abertos, os dados pessoais não, exceto com nossa aprovação explícita e ratificada a cada situação em que isso puder acontecer. Muito menos, devem deixar de ser nossos simplesmente porque usamos um software ou aplicativo: deveria ser um direito inalienável. Então, se nosso direito está sendo roubado, no mínimo precisamos ter consciência disso e, sem dúvidas, este deveria ser um tópico indispensável de qualquer trabalho de letramento ou inclusão digital.

Marcado com: , , , , , , ,


Ni!

Acaba de ser publicada a versão 1.0 do Open Science Training Handbook, um manual escrito por quatorze membros super ativos em comunidades de ciência aberta.

https://open-science-training-handbook.gitbooks.io/book/content/

Além de ser potencialmente útil e de haver um grupo apoiando seu uso em treinamentos, trata-se de um trabalho colaborativo aberto à contribuições. Todos esses pontos estão explicados com instruções na introdução do livro.

Um abraço,

ale
.~´

Ni!

No próximo dia 12, quinta-feira, acontecerá o seminário Ciência Aberta, Ciência Cidadã, Ciência Comum, com apresentações dos pós-doutorandos o LIINC: Bia Martins, Anne Clinio e Henrique Parra, em debate com Miguel Said da UFABC.

Coordenadas: Dia 12 de abril de 2018 das 14:00 às 17:00 no Auditório Manuel Maurício de Albuquerque, Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, campus da Praia Vermelha, Rio de Janeiro.

Imperdível!

.~´

O vídeo é resultado do projeto Ciência Aberta Ubatuba, uma pesquisa-ação, coordenada pelo IBICT, como parte da OCSDNet Open and Collaborative Science in Development , com o apoio financeiro do IDRC/Canada e da UKAid.

As imagens foram gravadas ao longo da realização do projeto e complementadas com entrevistas para a produção do vídeo. Estão sendo também lançados mais 17 entrevistas gravadas durante a sua produção.

A documentação do projeto está disponível pelo site-blog do projeto, pela sua wiki e também em um canal no Youtube

.~´

Ni!

As inscrições estão abertas para a OpenCon 2017 que este ano acontec em Berlim, Alemanha, nas datas de 11 a 13 de novembro!

Bolsas de participação cobrindo os custos de viagem estão disponíveis. O formulário de inscrição e mais informações encontram-se em:

https://apply.opencon2017.org/apply-2017/

Inscrições abertas até o 1o de agosto!

.~´

Ni!

Oi pessoal, dia 25 de maio ocorre em Recife um encontro super legal promovido pelo Grupo de Métodos de Pesquisa em Ciência Política (MPCP/UFPE), focado em práticas de Ciência Aberta na ciência política, economia e disciplinas correlatas.

O workshop busca oferecer aos participantes, por meio de uma perspectiva multidisciplinar, a compreensão das melhores práticas para pesquisa aberta e replicável nas Ciências Sociais. A programação será composta por profissionais com expertise em transparência científica e haverá um espaço destinado ao trabalho colaborativo e a capacitação prática dos participantes.

Confiram a programação e detalhes do evento.

Quem estiver por ali, aproveite! =D

Abraços,
.~´