A ideia de que o conhecimento científico, de todos os tipos, deve ser compartilhado abertamente tão cedo quanto praticável no processo de descoberta. —Michael Nielsen
Categoria: Ciência Aberta

CC-BY-SA from https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wikipedia_editing_workshop_-_Faculdade_C%C3%A1sper_L%C3%ADbero_01.jpg

Traduzido do texto original de Eryk Salvaggio, licenciado em CC-BY-SA

A Wikipédia é fonte de conhecimento para os seres humanos em todo o mundo. É por isso que a campanha Ano da Ciência da Wiki Education Foundation trabalha com aulas de ciências em universidades americanas e canadenses. Juntos, estamos tornando mais claro e abrangente o conhecimento sobre a ciência ao público.

Mas, assim como o conhecimento transcende as fronteiras, o mesmo acontece com a Wikipédia. Por isso, estamos animados para assistir o Ano da Ciência assumir uma vida própria no Brasil.

João Alexandre Peschanski é o Professor da Cásper Líbero de Ciência Política e supervisor de comunicações para uma fundação de pesquisa de São Paulo, FAPESP, trabalhando na Pesquisa, Inovação e Difusão no Centro para Neuromatemática (RIDC NeuroMat) da Universidade de São Paulo. Ele tem guiado uma campanha inspirada pelo Ano da Ciência da Wiki Ed, através do Centro da USP de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid). A mídia tem apelidado sua iniciativa de “Ano brasileiro da Ciência”.

“Nosso foco tem sido a teoria matemática do cérebro … Nós escolhemos conceitos interessantes em papers que nossa equipe de pesquisa tem produzido, e num esforço colectivo com cientistas, jornalistas e estudantes, criar ou melhorar o conteúdo pertencente à Wikipédia.”

João diz que havia cerca de uma lacuna de 30 anos entre a ciência refletida nas fontes Wikipédia Português, e os desenvolvimentos de ponta sendo feito nesse campo.

A iniciativa brasileira adicionou milhares de palavras sobre temas relacionados com propriedades matemáticas da dinâmica neurais à Wikipédia Português. Por exemplo, eles expandiram o artigo em português sobre a doença de Alzheimer, e temas mais complexos como a lesão do plexo braquial. Eles também criaram a introdução a modelos biológicos de neurônios, e criou um vídeo que explica “Spike sorting” – uma maneira de rastrear e medir as propriedades elétricas das células – que aparece em ambas as edições em português e inglês da Wikipédia.

Em seu modelo, especialistas e pesquisadores trabalham para explicar conceitos para voluntários do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil. Eles vão escrever artigos com base no envolvimento de especialistas. Muitos dos autores são pesquisadores de pós-doutorado.

“Neste momento, somos a maior organização de pesquisa a ter um claro compromisso de divulgar a ciência através da Wikipédia no Brasil. E estamos crescendo: a Universidade de São Paulo acaba de conceder-nos quatro posições de graduação para trabalhar na promoção de um maior envolvimento com a Wikipédia em nosso campus “.

João, ao lado do Wikipedista Residente (Wikipedian-in-Residence) David Alves e do voluntário de longa data Célio Costa Filho, foram aproveitando o Wiki Ed EUA-Canadá Ano da Ciência para expandir o programa em seu próprio país. David é o graduado em jornalismo que começou a editar Wikipédia para um projeto de classe ensinada por João. Ele é agora a primeira pessoa a receber uma subvenção estatal para promover a Wikipédia no Brasil, graças à Fundação de Pesquisa de São Paulo.

“Os pesquisadores fornecem conhecimentos qualificados e técnicos, e nós transformamos o conteúdo para uma forma mais compreensível e clara”, disse Alves.

Estamos animados ao ver que a ideia e as ferramentas que estamos criando para ajudar a levar o conhecimento para além das paredes da sala de aula estão, elas próprias, ultrapassando as fronteiras. O Ano da Ciência na Wikipédia é realmente um fenômeno global, e estamos animados ao ver o trabalho que voluntários Wikipedistas e grupos estão assumindo ao redor do mundo!

De <http://openhardware.science/wp-content/uploads/2016/05/GOSH2016_gahtering.png>

Os participantes do Primeiro Encontro de Hardware Científico Aberto e Livre, que ocorreu em Março de 2016 em Genebra, na Suiça, elaboraram o Manifesto GOSH (Global Open Science Hardware).

O manifesto estabelece os princípios de Hardware Aberto e Livre para Ciência Global (tradução livre), qualificando-o quanto a acessibilidade, qualidade de ciência, ética, transformação da cultura científica, entre outros. É um importante documento para guiar as novas gerações de cientistas e tecnologistas. Também é importante apontar para as transformações em curso da ciência no que se refere ao hardware, uma vez que até hoje a discussão de abertura ficou centrada na questão de acesso às publicações científica e aos dados científicos.

Acesse o manifesto em http://openhardware.science/gosh-manifesto/. Você também pode, assim como eu fiz, endossá-lo.

Domínio público - https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Earthlights_2002.jpg

A União Europeia está dando um salto nas questões de abertura de conhecimento. Acabou de ser publicado um estudo, na forma de livro intitulado Open innovation, open science, open to the world, disponível para download.

Este estudo foi encomendado ao Comissário Europeu para a Investigação, Inovação e Ciência pelo próprio presidente da União Europeia. Destaco que este estudo trás muitos dos elementos aplicados no Centro de Tecnologia Acadêmica do Instituto de Física da UFRGS desde sua fundação.

Interessante que a publicação apresenta a abertura do conhecimento como um processo natural advindo do uso das potencialidades das novas tecnologias da informação. Aponta que estimular a abertura do conhecimento é o caminho para melhor aproveitamento dos recursos públicos investidos em ciência e inovação, entre diversas outras vantagens, como as vantagens educacionais.

Apresenta princípios para a abertura do conhecimento através de inovação aberta, ciência aberta, ciência cidadã, citando indiretamente a Wikipédia. Entretanto o texto é superficial nas questões de licenciamento e modelos exemplares de inovação aberta particularmente por não mencionar o software livre e as licenças permissivas, ambos fundamentais para atingir os objetivos propostos no texto. Cita o CERN como origem da World Wide Web, porém não menciona a licença de Hardware Aberto do CERN. Enfim, tomando as questões de licenciamento e plataformas abertas e sua interação com o ensino de ciências e engenharias, os trabalhos desenvolvidos no CTA IF/UFRGS tem muito para contribuir para enriquecer este debate tanto para as questões Europeias, como também no contexto brasileiro.

A publicação sugere a utilização de um conceito chamado “Global Research Area”. Neste conceito “pesquisadores e inovadores podem trabalhar com colegas internacionais onde pesquisadores, conhecimento científico e tecnologia circulam tão livremente quando possível”. Para o Brasil, as tecnologias desejadas para ensino de ciências e engenharias são aquelas que tem as propriedades das “Global Research Area”, ou seja, “o conhecimento científico e tecnologia circulam tão livremente quando possível”.

Outro destaque são as cinco linhas de ações políticas para promover Ciência Aberta:

  1. Fostering and creating incentives for Open Science, by fostering Open Science in education programmes, promoting best practices and increasing the input of knowledge producers into a more Open Science environment (citizen science). This area is also concerned with guaranteeing the quality, impact and research integrity of (Open) Science;
  2. Removing barriers to Open Science: this implies, among other issues, a review of researchers’ careers so as to create incentives and rewards for engaging in Open Science;
  3. Mainstreaming and further promoting open access policies as regards both research data and research publications;
  4. Developing research infrastructures for Open Science, to improve data hosting, access and governance, with the development of a common framework for research data and creation of a European Open Science Cloud, a major initiative to build the necessary Open Science infrastructure in Europe; and,
  5. Embedding Open Science in society as a socio-economic driver, whereby Open Science becomes instrumental in making science more responsive to societal and economic expectations, in particular by addressing major challenges faced by society.

Mais alguns trechos interessantes:

“This publication shows how research and innovation is changing rapidly. Digital technologies are making the conduct of science and innovation more collaborative, more international and more open to citizens.”

“Put simply, the advent of digital technologies is making science and innovation more open, collaborative, and global.”

“… What is meant by Open Innovation? The basic premise of Open Innovation is to open up the innovation process to all active players so that knowledge can circulate more freely and be transformed into products and services that create new markets, fostering a stronger culture of entrepreneurship.”

“… specific innovation can no longer be seen as the result of predefined and isolated innovation activities but rather as the outcome of a complex co-creation process involving knowledge flows across the entire economic and social environment.”

Challenges in areas like energy, health, food and water are global challenges.

“We need to be Open to the World! Europe is a global leader in science, and this should translate into a leading voice in global debates. To remain relevant and competitive, we need to engage more in science diplomacy and global scientific collaboration. It is not sufficient to only support collaborative projects; we need to enable partnerships between regions and countries.”

“…for a rapid and effective global research response to outbreaks like Ebola or Zika; contributing to the evidence base for the International Panel on Climate Change and COP21 negotiations…”

“To maximise their potential, the main components of the ‘Open Innovation’ and ‘Open Science’ policies should also be ‘Open to the World’.”

“One focus has been on the concept of a Global Research Area where researchers and innovators are able to work together smoothly with colleagues worldwide and where researchers, scientific knowledge and technology circulate as freely as possible.”

Texto completo disponível em http://bookshop.europa.eu/en/open-innovation-open-science-open-to-the-world-pbKI0416263/

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O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública promove um debate, nesta terça-feira, dia 14, sobre o novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCT&I). O evento acontece no auditório da ADunicamp, a partir das 13h30, e terá transmissão on line pelo socializandosaberes.net.br.

A primeira parte do evento conta com a presença do jornalista Luis Nassif e dos professores Epitácio Macário (da Universidade Estadual do Ceará e representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES) e Renato Dagnino (da Unicamp), que recentemente publicou um artigo no site Carta Maior sobre o assunto (“As expectativas do Marco Legal da Ciência e Tecnologia”, de 29 de fevereiro de 2016).

Na sequência será realizada uma reunião para debater propostas para o fortalecimento do movimento. No encerramento, às 19h haverá a apresentação do grupo Breusil Cordas Brasileiras.

O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública tem questionado, entre outros, o fato dessa lei não ter sido amplamente debatida com a sociedade, tendo em vista os impactos diretos na pesquisa pública que é desenvolvida no país, e aponta para o risco da privatização do ensino superior e da pesquisa pública brasileira, como consta no documento elaborado e disponível no blog ctpublica.wordpress.com. Quem tiver interesse nessa discussão vale dar uma olhada no blog, onde há artigos e notícias relacionadas com o tema, bem como documentos elaborados até o momento, no âmbito do movimento, como o Manifesto do Movimento, a Carta de Campinas e a carta encaminhada à Presidência da República solicitando o veto ao então PL 77/2015.

A seguir, o documento elaborado para o convite do evento do dia 14, na íntegra:

A recente aprovação da Lei 13.243/2016, denominada “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação”, abre as portas para a privatização do ensino superior e da pesquisa pública brasileira.

Esta Lei prevê que os Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) poderão ter estatuto de direito privado, vindo a receber recursos públicos para pesquisas privadas; utilizar mão de obra especializada (pesquisadores e técnicos) pagos com recursos públicos; e ter acesso à infraestrutura pública em atividades de pesquisa para interesses exclusivos de empresas privadas.

A implementação dessa lei representará o desmantelamento do caráter público do ensino superior e da pesquisa do país, contrariando os interesses dos trabalhadores e da maioria da sociedade brasileira em favor do capital privado e das transnacionais.

Tendo em vista a grave ameaça ao conhecimento e à ciência do nosso país, é fundamental uma ampla mobilização em defesa da “Ciência e Tecnologia Pública” voltada às necessidades da maioria da sociedade brasileira.

Preocupadas com essa situação, as instituições e entidades que promovem o evento “Ciência e tecnologia pública: caminho para uma sociedade igualitária” convidam os trabalhadores, estudantes, professores, pesquisadores e a sociedade em geral para fortalecer esse movimento em defesa do caráter público do conhecimento, da ciência e da tecnologia de nosso país.

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logoOpenCon2016

Está aberto até 11 de julho o processo de seleção para participar da edição 2016 da OpenCon, que acontecerá na capital dos Estados Unidos, Washington DC, entre 12 e 14 de novembro de 2016 (veja aqui o anúncio oficial). A OpenCon é uma conferência internacional promovida anualmente pela SPARC e pela Right to Research Coalition, voltada para estudantes, professores, bibliotecários e outros profissionais acadêmicos em início de carreira interessados em acesso aberto, educação aberta e dados abertos.

Seguindo o modelo dos anos anteriores, a programação da OpenCon 2016 começará com dois dias de palestras,  mesas-redondas e oficinas, sendo o terceiro e último dia dedicado a um treinamento em advocacy seguido da oportunidade de se reunir com legisladores, representantes de ONGs e outros tomadores de decisão. Entre os palestrantes das duas primeiras conferências da OpenCon estão Jimmy Wales (cofundador da Wikipedia), Mike Eisen (cofundador da PLOS), e Julia Reda (membro do Parlamento Europeu).

A fim de que os custos de uma viagem internacional não sejam um obstáculo à participação de estudantes e jovens profissionais, os organizadores da OpenCon procuram oferecer bolsas totais e parciais à maioria dos participantes. Por isso, para participar da conferência é preciso passar por um processo de seleção, que procura também garantir a diversidade de participantes em termos de carreira, interesses, geografia, gênero etc. As inscrições devem ser feitas pelo site http://www.opencon2016.org/apply

Também é possível participar à distância do evento pela OpenCon Live. Além da transmissão em tempo real das sessões, os organizadores oferecem uma teleconferência para que os participantes remotos possam conversar entre si e liderar oficinas e discussões virtuais. Já é possível se inscrever para a OpenCon Live no site www.opencon2016.org/opencon_2016_live (essa inscrição não afeta o processo de seleção para o evento presencial).

Para alcançar ainda mais pessoas, a Right to Research Coalition e a SPARC estimulam a realização de eventos satélite, que podem ser promovidos por qualquer pessoa/organização, em qualquer escala. No ano passado, o encontro nacional do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta foi realizado em parceria com a OpenCon. Quem se interessar em promover um evento satélite pode obter mais informações no site www.opencon2016.org/satellite.

Mais do que uma conferência, a OpenCon é uma plataforma onde pessoas interessadas na ciência aberta podem encontrar colaboradores. Algumas das iniciativas lideradas por membros da comunidade OpenCon incluem as ferramentas Open Access Button e Dissem.in, o site WhyOpenResearch?, as organizações Open Access Nepal, Open Access Nigeria, Open Access Sudan, Open Access Academy e OOOCanada Research Network, o Open Research Glossary, e pelo menos um artigo científico investigando os impactos sociais, econômicos e acadêmicos da publicação em acesso aberto.

Para mais informações, visite o site www.opencon2016.org, siga a OpenCon no Twitter (@Open_Con ou #opencon) e Facebook, e/ou leia relatos sobre as edições anteriores, em 2014, pela Renata Aquino, e em 2015, por mim. É possível assistir a vídeos das edições anteriores do evento e ter acesso a outros recursos no site www.opencon2016.org/resources.

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Algo que todas as ciências compartilha é a necessidade de analisar dados que podem ser de um experimento químico com mercúrio como também de experimento envolvendo um circuito elétrico, dados socioeconômicos da população ribeirinha ou respostas de um questionário sobre nossos políticos. Infelizmente, os cursos de graduação e pós-graduação não costumam dar muita importância em ensinar boas práticas para análise de dados aos seus alunos e muito menos em como fazer a análise de dados sob os paradigmas da ciência aberta.

Software Carpentry é um grupo de voluntários interessados em mudar essa realidade e para isso eles ministram workshops onde apresentam ferramentas livres para analise de dados, como por exemplo R e Python, assim como boas práticas.

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Nesse primeiro semestre, a Software Carpentry realizou um workshop na Universidade Federal do Paraná, outro na Universidade Estadual de Campinas e um terceiro na Universidade Federal do Ceará. Os participantes dos três workshop gostaram bastante do conteúdo apresentado.

Se você tiver interesse em um workshop da Software Carpentry, entre em contato.

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A primeira foto foi tirada por Renato Augusto Corrêa dos Santos e as demais por Eric Lopes.

O UEADSL2015.1 inicia nesta segunda-feira e recebe o público até a próxima sexta. A porta de entrada para a participação, livre e gratuita, é a grade de programação.

Como se trata de um evento online assíncrono e de livre acesso, basta seguir estes passos para obtenção de um certificado de participação, com rubrica da UFMG:

  • a) se ainda não se cadastrou no evento, faça um cadastro no blog (clique aqui);
  • b) acesse a programação (clique aqui);
  • c) os trabalhos estão organizados por dias, ficam em foco 2 dias para otimizar a interação autor-público. Escolha os artigos de seu interesse e acesse-os pelo link presente na programação. Se tiver dificuldade em escolher, pode ler o resumo clicando no título do artigo, página da qual você pode voltar à programação ou ir direto ao artigo no blog (maiores detalhes aqui e aqui);
  • d) após a leitura, se quiser interagir com o autor, basta fazer login no site (clique aqui) e deixar seus comentários. Na hora de salvar, não se esqueça de afirmar que não é spam e de pedir que o site te avise sobre novos comentários, de modo que você possa acompanhar a discussão dos artigos escolhidos com maior facilidade;
  • e) se algum artigo chamou sua atenção, se você gostou muito dele, deixe seu voto (aqui) para indicá-lo para receber menção honrosa.

Todos os participantes com pelo menos 3 comentários em propostas diferentes recebem certificado de participação.

SOBRE O UEADSL2015.1

O Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre deste primeiro semestre de 2015 está bastante diversificado em muitos aspectos: conta com autores de 8 estados brasileiros, comissão científica também interestadual, participação ativa do CAED da UFMG, 12 temas diferentes e turmas de 3 professores, além dos participantes externos e dos convidados.

Os temas abordados no UEADSL2015.1 podem ser assim agrupados:

  • temas centrais (universidade, EAD e software livre): 16 comunicações e 1 conferência de encerramento
  • Letramento, literatura e tecnologias digitais: 13 comunicações e 2 conferências de encerramento
  • Ciência aberta, cultura livre e tecnologias livres: 6 comunicações e 2 conferências de encerramento

Dos trabalhos submetidos para avaliação, 69% concluíram todas as etapas preparatórias, sendo aprovados para apresentação no evento. O gráfico (neste link) mostra a evolução da relação entre porcentagem de trabalhos apresentados/submetidos desde o início do evento, com uma diminuição de apresentados em virtude de um maior controle de qualidade no processo didático de acompanhamento dos artigos.

Clique na imagem para uma versão maior</p> <p>Nome:	         apresentadas-submetidas.png<br /> Visualizações:	1<br /> Tamanho: 	14,4 KB<br /> ID:      	59697

Em 2015.1, 94% dos trabalhos que chegaram à etapa final alcançaram nível suficiente para submissão aos anais, mostrando grande engajamento dos autores na produção de trabalhos de qualidade. Os Anais do UEADSL2015.1 devem ser lançados até o dia 19 desta semana.

O UEADSL, um recurso educacional aberto, dado seu caráter didático, é um evento totalmente online e sem custos para os participantes, promovido pelo grupo Texto Livre/Laboratório SEMIOTEC, da FALE/UFMG, desde 2010. Apoio: CAED/UFMG

fonte: https://under-linux.org/entry.php?b=4448

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Licença CC-BY; Fonte: https://flic.kr/p/r4gUDn

Open Con 2015

Estão abertas até 22 de junho as inscrições para interessados em participar da OpenCon 2015, que acontece entre os dias 14 e 16 de novembro em Bruxelas, Bélgica. A OpenCon é uma conferência voltada para estudantes e profissionais em início de carreira interessados/envolvidos na promoção do acesso aberto, da educação aberta, e dos dados abertos, na teoria e na prática – a programação inclui palestras, discussões, oficinas, hackatons e até um advocacy day com visitas ao Parlamento Europeu e outros órgãos (leia mais em nosso post anterior sobre o evento).

Bolsas integrais são oferecidas a todos os participantes que não podem arcar com os custos da viagem. Por causa disso, a participação é limitada. Interessados em uma vaga na conferência devem preencher até 22/6 o formulário disponível no endereço opencon2015.org/attend. As inscrições serão avaliadas em duas etapas, e os resultados finais serão divulgados até o dia 21 de julho. Para saber mais sobre o processo de inscrição, leia a FAQ.

A OpenCon é organizada pela Right to Research Coalition, SPARC, e um comitê formado por instituições e indivíduos de todo o mundo (eu, inclusive). Mais do que um evento anual, a intenção é construir uma comunidade – mesmo quem não conseguir ir a Bruxelas pode se inscrever na lista de discussão, participar das chamadas e webcasts mensais, ou até mesmo organizar eventos-satélite locais.

Divulguem e participem!

Em Janeiro de 2014, um colega me disse que não comprava a proposta de micro-certificação que também é conhecido por badges. Tive que atualizar meu currículo Lattes e me aborreci bastante por não ter aprendido (se é que alguém sabe) como realizar essa tarefa. Para diminuir meu aborrecimento resolvi escrever este post sobre como o modelo de micro-certificação pode tornar o currículo Lattes muito mais amigável.

A Plataforma Lattes é um (des)serviço mantido pelo CNPq (vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) que hospeda o currículo dos pesquisadores brasileiros. Pesquisadores brasileiros só podem receber financiamento do CNPq se (1) possuírem o currículo na Plataforma Lattes e (2) se o currículo estiver atualizado. Infelizmente, para atualizar o currículo o usuário da plataforma precisam inserir manualmente todas as informações por meio de uma interface bastante confusa.

O Open Badges é um padrão aberto desenvolvido principalmente pela Fundação Mozilla para representar as habilidades/conquistas/premiações de um indivíduo. Uma badge consiste em um arquivo PNG (sim um arquivo de imagem) com vários metadados de maneira que ela pode ser facilmente armazenada, transferida e visualizada.

A maior quantidade de informações que adicionamos no Lattes está relacionado com artigos, posters, softwares, patentes, participações/apresentações em eventos, organização de eventos, … Boa parte dessas informações poderiam ser transferidas através de Open Badges de forma a facilitar a vida do usuário que ao invés de navegar em um interface confusa precisaria apenas enviar um arquivo PNG para a Plataforma Lattes, algo que espera-se ele estar habituado a fazer pois vários serviços na internet permitem ao usuário subir uma foto.

Os receios do meu colega eram (1) qualquer pessoa poder emitir suas próprias certificações e (2) averiguar veracidade da certificação.

A Plataforma Lattes não resolve o problema (1). É permitido você organizar uma sessão de poster, apresentar seu poster na sessão que organizou e adicionar esse trabalho no seu currículo Lattes.

Atualmente a Plataforma Lattes também não resolve o problema (2). Se eu adiciono no meu currículo Lattes que eu escrevi um software não existe ninguém que vá certificar que eu realmente escrevi o software. Felizmente, a adoção de Open Badges oferece uma solução para esse problema. Embora qualquer um possa emitir uma badge, fazê-lo demanda muito mais trabalho do que simplesmente preencher um formulário pois você precisa assinar digitalmente a badge ou disponibilizar publicamente uma cópia da badge em um servidor web. Por esse motivo, apenas algumas pessoas iriam emitir badges e isso "resolveria" o problema (2).

Vamos para um exemplo para deixar as coisas simples. Atualmente, adicionar participação em um evento no Lattes requer o preenchimento de um formulário que é algo simples, depois que você entende a interface confusa, e por isso é fácil adicionar um dado errado. Se você tiver apenas que enviar um PNG que a organização do congresso lhe enviou por email você irá economizar tempo e ter certeza que a informação está correta. Para a organização do congresso, enviar uma Open Badge não é trabalho adicional porque ela já iria emitir um certificado (em papel ou em PDF) para você.

Será que o Lattes consegue entrar na Web 3.0?

Nesta sexta serão abertas as inscrições para o UEADSL – Congresso Nacional Universidade EAD e Software Livre – de 10 a 17 de abril: http://ueadsl.textolivre.pro.br

Trata-se de um evento com caráter didático: as etapas iniciais não são eliminatórias, permitindo aos participantes reformularem sua proposta – inclusive minicurrículo – a partir da orientação recebida da Comissão Científica.O principal objetivo é ampliar os horizontes das discussões intra-classe para o universo online, com a participação de diferentes comunidades de software livre e ciência aberta, dentre outras.

O UEADSL, promovido pelo grupo Texto Livre, acontece desde o segundo semestre de 2010  e esta é a primeira edição com participação de professores de outros estados (nomes na comissão científica, na página http://textolivre.pro.br/blog/?page_id=2).
Em virtude dessa participação, prevista desde o início, o UEADSL conta com um sistema de gerenciamento do evento online altamente escalável e estão sendo preparados tutoriais de orientação para os professores iniciantes no processo, disponíveis em http://ueadsl.textolivre.pro.br/arquivos/. O tutorial sobre inscrição de turmas explica o processo da primeira etapa de submissão de trabalhos. Os trabalhos apresentados e que tiverem avaliação suficiente pela Comissão Científica serão publicados nos anais.

Da FALE/UFMG já temos confirmada a participação de alunos de graduação e pós-graduação.

Para saber mais:

 Participe!
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